02/11/2025
Hoje acordei mais reclusa.
Com o coração quieto e o pensamento voltado aos meus ancestrais.
Pensei em quantos deles precisaram apenas sobreviver.
Quantos viveram sem o privilégio de parar, respirar e sentir o agora.
E hoje, com profunda gratidão, reconheço que piso nas portas que eles escancararam.
Que a minha possibilidade de estar aqui com calma, com intenção, com presença, é também o sonho de quem veio antes.
Os domingos sempre me tocam de um jeito diferente.
São dias mais suaves, onde escolho não encher a agenda, não correr atrás de nada.
Apenas estar.
E é curioso perceber como a presença nos devolve profundidade.
E como a profundidade, às vezes, dói porque ela nos lembra que nada é permanente.
Nada.
Nem eu, nem você, nem os nomes que carregamos.
Nem as metas, diplomas ou conquistas.
O tempo passa… silenciosamente, mas implacável.
E no fim, o que realmente f**a é a forma como vivemos cada instante.
⏳
A vida moderna ensina a correr.
Mas o sagrado nos convida a ritualizar.
A transformar o cotidiano em um templo.
A cozinhar com presença.
A arrumar a casa como quem reza.
A cuidar do corpo como quem honra a vida.
A viver cada gesto como um ato de devoção à existência.
Hoje, enquanto escrevo, o tempo lá fora muda
agora o sol aparece, logo depois a chuva cai…
e percebo que a beleza está exatamente nisso:
em contemplar o que é, sem querer que seja diferente.
Em ver o sagrado pulsando em cada instante.
🌕
Você tem clareza do sagrado que existe na sua rotina?
Do poder de transformar o simples ato de viver em um ritual de presença?
Se essa mensagem tocou algo em você,
comente “ALQUIMIA” aqui nos comentários.
Talvez esse seja o convite que sua alma esperava para redescobrir o sagrado no tempo, no corpo e na vida que você já tem.