21/08/2026
Eu vivi um burnout.
E, por algum tempo, nem percebi que estava adoecendo.
Eu continuava trabalhando, cumprindo compromissos, resolvendo problemas, cuidando de outras pessoas. Por fora, a vida seguia funcionando. Por dentro, eu estava esgotada.
Comecei a perder a disposição até para cuidar de mim. Procrastinava meus próprios exames, não tinha energia para coisas que antes faziam parte da minha rotina e sentia uma angústia enorme quando o fim de semana estava terminando, só de pensar que tudo começaria novamente na segunda-feira.
Até que um dia, voltando do trabalho, percebi o quanto eu estava esgotada: por alguns instantes, eu simplesmente não conseguia lembrar para onde estava indo.
Meu corpo e minha mente estavam dando sinais havia muito tempo. Eu é que continuava tentando funcionar como se estivesse tudo bem.
Burnout não é simplesmente estar cansada depois de uma semana difícil. É chegar a um nível de esgotamento em que continuar no mesmo ritmo começa a cobrar um preço alto demais.
Hoje consigo olhar para aquele período com mais clareza. Ainda estou reorganizando muitas coisas, mas acho que uma das coisas mais importantes foi entender os meus limites e parar de exigir de mim mesma estar 100% todos os dias.
Estou aprendendo que cuidar de mim também precisa ocupar espaço na minha vida.
Às vezes, parar não é desistir.
É perceber que não dá para continuar se abandonando enquanto se tenta dar conta de tudo.
Relatos da vida real.