Nutricionista Clínica - Bruna Corrêa Arantes

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Nutrição Funcional

Natural não é sinônimo de inofensivo. E chá não é só água com sabor.Quando uma planta vai para a xícara, vão junto compo...
12/09/2026

Natural não é sinônimo de inofensivo. E chá não é só água com sabor.

Quando uma planta vai para a xícara, vão junto compostos bioativos capazes de interagir com o nosso organismo.

E é justamente por isso que alguns detalhes que parecem pequenos importam tanto.

A parte da planta que você usa.
A forma de preparo.
A quantidade.
A frequência.
E até o contexto de quem está tomando.

Um chá pode fazer parte de uma rotina de cuidado, mas isso não significa que quanto mais concentrado, mais vezes ao dia ou quanto mais plantas misturadas, melhor.

Na fitoterapia, a forma de usar também faz parte da estratégia.

Eu gosto de pensar que existe uma diferença enorme entre simplesmente “tomar um chazinho” e entender o que existe dentro daquela xícara.

Depois desse post, talvez você nunca mais prepare o seu no automático.

Agora me conta: qual chá você mais toma no dia a dia?
Quem sabe ele não vira o próximo post por aqui.

10/09/2026

Você sente algum desses sintomas? Me conta aqui 👇🏻

Seu exame veio “normal”. Mas será que isso encerra a avaliação?Quando recebo exames de uma paciente, eu não olho apenas ...
08/09/2026

Seu exame veio “normal”. Mas será que isso encerra a avaliação?

Quando recebo exames de uma paciente, eu não olho apenas se existe um asterisco ao lado do resultado.

Os valores de referência do laboratório são importantes, mas não são a única régua que utilizo na prática clínica.

Além deles, trabalho com valores que considero ideais para determinados marcadores, especialmente quando estou avaliando saúde metabólica, reservas nutricionais, função tireoidiana e risco cardiovascular.

Mas existe uma parte fundamental dessa conversa:

valor ideal não deve ser interpretado isoladamente.

Ferritina, por exemplo, precisa conversar com hemograma, ferro, saturação de transferrina, inflamação, perdas menstruais e sintomas.

Glicemia precisa conversar com insulina, HbA1c, HOMA-IR, triglicerídeos e histórico metabólico.

TSH não é um hormônio tireoidiano — é um hormônio hipofisário. Por isso, olhar somente para ele não me mostra toda a função da tireoide.

E LDL também não existe sozinho: risco cardiovascular individual, ApoB, Lp(a), triglicerídeos, pressão arterial e histórico familiar podem mudar completamente a interpretação.

É por isso que você viu neste post números que utilizo como referência na minha prática clínica.

Eles não servem para transformar saúde em uma corrida atrás do “número perfeito”.

Servem para mostrar que existe uma diferença entre ler um laudo e interpretar uma pessoa.

Eu quero saber o número.

Mas também quero saber quem está por trás daquele número, o que ela sente e como seus marcadores estão se comportando em conjunto e ao longo do tempo.

Porque exame é dado.

A clínica é o que dá sentido a ele.

Compartilhe com alguém que ainda olha os exames procurando apenas o que veio marcado em vermelho.

Nem todo chá é igual — e escolher a planta certa faz diferença. Por trás de uma xícara aparentemente simples existem com...
05/09/2026

Nem todo chá é igual — e escolher a planta certa faz diferença.

Por trás de uma xícara aparentemente simples existem compostos bioativos capazes de exercer diferentes ações no organismo.

O gengibre, por exemplo, concentra gingeróis e shogaóis e pode ser interessante para náuseas e motilidade gastrointestinal.
O funcho tem ação carminativa e antiespasmódica, sendo um aliado quando predominam gases e distensão.
A alcachofra apresenta ação colerética, favorecendo a secreção biliar e a digestão das gorduras.
A melissa se destaca pela ação ansiolítica e calmante.
E a cavalinha apresenta ação diurética, podendo ser utilizada em situações de retenção de líquidos.

Percebe como “tomar um chá” pode ter objetivos completamente diferentes?

Fitoterapia não é sobre escolher uma planta porque alguém disse que ela é boa. É entender suas propriedades e saber quando ela realmente faz sentido.

E um lembrete importante: natural também tem ação no organismo. Gestantes, lactantes, pessoas que utilizam medicamentos ou possuem alguma condição de saúde precisam de atenção individualizada na escolha e na frequência de uso.

Qual desses chás já faz parte da sua rotina?

Compartilhe este post com alguém que também ama uma boa xícara de chá.

Um número dentro da referência pode trazer tranquilidade.Mas, quando falamos de risco cardiovascular, “normal” nem sempr...
02/09/2026

Um número dentro da referência pode trazer tranquilidade.

Mas, quando falamos de risco cardiovascular, “normal” nem sempre significa ausência de risco.

O LDL-C nos mostra quanto colesterol está sendo transportado pelas partículas de LDL. É uma informação importante — mas não conta, sozinho, toda a história.

Quantas partículas aterogênicas estão circulando?
Como está o metabolismo da glicose?
Há resistência à insulina?
Como estão os triglicerídeos?
Existe um contexto inflamatório?
E a Lp(a), a ApoB, a pressão arterial, o histórico familiar, o tabagismo, a composição corporal?

É justamente por isso que duas pessoas com o mesmo LDL podem ter contextos cardiovasculares completamente diferentes.

Na prática clínica, não se trata de ignorar o LDL. Muito pelo contrário.

Trata-se de interpretá-lo com mais profundidade.

Porque saúde cardiovascular não cabe em um único número — e um exame “normal” nunca deveria encerrar uma investigação quando o restante da história aponta para outra direção.

O LDL importa. O contexto também.

Compartilhe com alguém que ainda acredita que olhar o colesterol é apenas conferir se o LDL está dentro da referência.

Nem todo privilégio cabe em uma foto.Alguns chegam em forma de confiança.Na pessoa que chega até mim e, muitas vezes, me...
31/08/2026

Nem todo privilégio cabe em uma foto.
Alguns chegam em forma de confiança.

Na pessoa que chega até mim e, muitas vezes, me conta coisas que não contou a mais ninguém.
Na mulher que chega cansada de ouvir que está tudo bem, quando ela sabe que não está se sentindo bem.
Em quem traz exames, sintomas, medos, frustrações… mas também a esperança de finalmente encontrar um caminho.

E talvez uma das coisas mais bonitas da minha profissão seja justamente essa: ninguém me entrega apenas uma alimentação para cuidar. Me entrega uma parte da própria história.

Com o tempo, entendi que ser nutricionista nunca seria apenas saber o que colocar em um prato.
É estudar quando ninguém está vendo.
É olhar para um exame e saber que existe uma pessoa por trás daqueles números.
É fazer perguntas que, às vezes, nunca fizeram antes.
É ouvir além do sintoma.
É entender que por trás de um “meus exames estão normais, mas eu não me sinto bem” existe uma história que merece ser compreendida.

A ciência me ensinou muito. Mas as pessoas que passaram por mim também.
Elas me ensinaram que conhecimento sem escuta não basta. Que uma boa conduta precisa caber na vida real. E que cuidar exige responsabilidade justamente porque existe confiança envolvida.

Hoje, no Dia do Nutricionista, eu poderia falar sobre a profissão que escolhi.
Mas prefiro falar sobre as pessoas que me escolheram ao longo dela.

Cada paciente que confiou em mim.
Cada história que chegou até mim.
Cada conquista que tive a sorte de acompanhar.

Depois de tantos anos, isso ainda não se tornou comum para mim.
E espero que nunca se torne.
Porque talvez o maior privilégio de ser nutricionista não esteja no título que eu carrego.
Está na confiança que alguém deposita em mim quando diz, mesmo sem dizer: “Eu escolhi você para cuidar de mim.”
E eu nunca quero esquecer o tamanho disso.
A todos que já confiaram uma parte da sua história a mim: obrigada.
Vocês também fazem parte da minha.

Você não percebe o quanto dorme mal quando já se acostumou a viver cansada.Você acorda e precisa de café.Demora para sen...
29/08/2026

Você não percebe o quanto dorme mal quando já se acostumou a viver cansada.

Você acorda e precisa de café.
Demora para sentir que realmente “funcionou”.
À tarde, a energia despenca.
A vontade de doce aparece.
A concentração diminui.
O humor muda.

E, aos poucos, tudo isso ganha outros nomes:

“Minha rotina é corrida.”
“Estou trabalhando demais.”
“É a idade.”
“Eu sempre fui assim.”

Mas existe uma pergunta que quase nunca entra nessa investigação:

Como você está dormindo?

Porque sono não é apenas o intervalo entre um dia e outro.

Enquanto você dorme, seu organismo continua trabalhando. Processos relacionados à regulação do apetite, metabolismo, função cerebral, resposta ao estresse e recuperação também dependem da qualidade e da regularidade desse sono.

E talvez esteja aqui uma das partes mais negligenciadas:

dormir não é a mesma coisa que descansar.

Você pode passar horas na cama e ainda acordar sem se sentir recuperada. Pode ter despertares frequentes, roncar, acordar com a boca seca ou passar o dia com sono.

Por isso, quando o cansaço começa a fazer parte da rotina, talvez a pergunta não seja apenas:

“O que eu posso fazer para ter mais energia?”

Talvez seja:

“O que está impedindo meu corpo de realmente descansar?”

Porque aquilo que você sente durante o dia pode estar contando uma história sobre a qualidade das suas noites.

Antes de normalizar o cansaço, olhe para o seu sono.

Agora me conta:
você acorda descansada ou apenas acorda?

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