17/10/2026
O mais preocupante é que ninguém escolheu fumar. Mas estamos todos respirando essa fumaça.
Segundo a Berkeley Earth, uma exposição média de 22 µg/m³ de partículas finas (PM2,5) durante 24 horas corresponde, em uma estimativa de risco, a aproximadamente um cigarro por dia.
Em concentrações próximas de 440 µg/m³, mantidas durante 24 horas, essa equivalência pode chegar a 20 ci****os por dia.
Não significa que a fumaça seja idêntica à do cigarro, mas que os riscos associados à exposição prolongada são preocupantes.
Essas partículas podem atingir profundamente os pulmões e desencadear estresse oxidativo, inflamação sistêmica e alterações cardiovasculares.
E existe algo que podemos fazer para proteger nosso organismo?
Alguns nutrientes vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios:
• Vitamina C: 200 a 500 mg/dia.
• Ômega-3: 1.000 mg/dia de EPA + DHA.
• N-acetilcisteína (NAC): 600 mg/dia.
• Vitamina E: priorizar fontes alimentares, como castanhas e sementes.
Essas são doses usuais em adultos, não uma prescrição individual. Ainda não existem evidências suficientes de que esses suplementos previnam os danos da poluição.
A medida mais importante continua sendo reduzir a exposição: evitar exercícios ao ar livre nos períodos críticos, utilizar PFF2 bem ajustada quando necessário e melhorar a qualidade do ar dentro de casa.
Como médica, me preocupa não apenas o que estamos respirando hoje, mas as consequências dessa exposição repetida para nossa saúde.
Fonte: Berkeley Earth — Air Pollution and Cigarette Equivalence (2015).