05/06/2026
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Em 2020, quatro anos após se cadastrar como doadora voluntária de medula óssea, a estudante de psicologia Giovanna Venarusso Crosara recebeu uma ligação que mudaria sua vida. O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) havia encontrado um paciente totalmente compatível com ela.
Moradora de Lins, no interior de São Paulo, Giovanna precisou viajar até Recife, em Pernambuco, percorrendo cerca de 2.200 quilômetros para realizar o procedimento que poderia salvar a vida de uma pessoa que ela nunca havia visto.
Antes da doação, a estudante passou por diversos exames para confirmar a compatibilidade e garantir a segurança do procedimento. Em janeiro de 2021, ela foi internada em Recife e realizou a doação de medula óssea.
Mesmo enfrentando dores causadas pelos medicamentos que estimulam a produção da medula e pelo próprio procedimento, Giovanna afirmou que nunca pensou em desistir. Para ela, a possibilidade de ajudar alguém era maior do que qualquer desconforto temporário.
Como determina o protocolo do programa, ela não pôde conhecer a identidade do paciente que recebeu sua medula. Ainda assim, disse sentir felicidade ao saber que teve a oportunidade de oferecer uma nova chance de vida a alguém que precisava desesperadamente do transplante.
Anos depois, sua história continuou sendo lembrada como um exemplo de solidariedade e da importância da doação de medula óssea, um gesto capaz de transformar completamente a vida de outra pessoa.