16/10/2025
Segundo o : “As alergias alimentares deixaram de ser um problema restrito a poucos casos para se tornarem um desafio de saúde pública no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), cerca de 8% das crianças brasileiras apresentam algum tipo de alergia alimentar, uma prevalência em crescimento nos últimos anos, acompanhando tendência mundial. Os principais gatilhos são leite de vaca, ovos, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta que os diagnósticos estão ocorrendo cada vez mais cedo, o que tem permitido intervenções eficazes, mas também traz desafios práticos para escolas, famílias e cuidadores.
“Muita gente confunde alergia alimentar com intolerância alimentar, mas são condições completamente diferentes. A alergia é uma reação imunológica, que pode ser grave e até fatal, enquanto a intolerância está relacionada à dificuldade de digestão, sem risco de vida imediato”, explica a pediatra Fernanda Fragoso, especialista em saúde infantil, do Prontobaby Hospital da Criança.
E se para as famílias a rotina já é desafiadora, nas escolas a responsabilidade é multiplicada. “As escolas e creches têm papel enorme na segurança dessas crianças, porque é lá em que acontecem muitas exposições acidentais”, ressalta Fernanda.
Ela recomenda medidas como cadastro atualizado dos alunos alérgicos, cardápios adaptados com substituições nutricionalmente equivalentes, protocolos contra contaminação cruzada e treinamento da equipe. “Professores, auxiliares e cozinheiros precisam saber reconhecer os sintomas e agir em situações de emergência.”
Outro ponto sensível é a leitura correta dos rótulos de alimentos industrializados. "É preciso atenção a termos técnicos como caseína, albumina ou maltodextrina, que escondem ingredientes de risco. Além disso, fabricantes podem mudar fórmulas sem aviso, então os pais devem ler o rótulo a cada compra, até de produtos habituais".
“A informação é a maior aliada das famílias. Quando a criança, os cuidadores e a escola sabem como agir, o ambiente se torna mais seguro e inclusivo”."
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