Dr Alessandro Bruch

Dr Alessandro Bruch Médico pós-graduado em pediatria, pós-graduando em infectologia e pós-graduando em Terapia Intensiva Pediatrica.

A EXPECTATIVA DE VIDA HUMANA NUNCA FOI TÃO ALTAVocê já ouviu alguém dizer que “o homem das cavernas morria aos 30 anos”?...
06/06/2026

A EXPECTATIVA DE VIDA HUMANA NUNCA FOI TÃO ALTA

Você já ouviu alguém dizer que “o homem das cavernas morria aos 30 anos”? A realidade é mais complexa do que isso.

Ao longo da maior parte da história da humanidade, a expectativa de vida ao nascer ficava entre 20 e 35 anos. Mas isso não significa que as pessoas morriam inevitavelmente nessa idade. O grande problema era a altíssima mortalidade infantil.

Uma criança que sobrevivesse aos primeiros anos de vida frequentemente poderia alcançar os 60 anos ou mais.

Como a expectativa de vida evoluiu?

Pré-história: 20–30 anos
Ano 1800: ~30 anos
Ano 1900: ~32 anos
Ano 1950: ~46 anos
Ano 2000: ~67 anos
Atualmente: ~73 anos no mundo

O que mudou?

A maior parte desse ganho ocorreu graças a medidas de saúde pública e avanços científicos:

• Água tratada e saneamento básico
• Vacinação
• Antibióticos
• Melhor nutrição
• Redução da mortalidade infantil
• Avanços na obstetrícia e neonatologia
• Tratamento de doenças cardiovasculares
• Diagnóstico e tratamento mais eficazes para diversas doenças

O que isso nos ensina?

O aumento da longevidade não ocorreu porque os seres humanos evoluíram geneticamente em poucas gerações. O principal responsável foi o conhecimento científico aplicado à saúde pública e à medicina.

Hoje, muitos dos anos de vida que ganhamos como sociedade são resultado de medidas que frequentemente passam despercebidas, como vacinação, saneamento básico e acesso a cuidados médicos.

Referências

• World Health Organization (WHO)
• United Nations (UN)
• Our World in Data – Life Expectancy
• Riley JC. Rising Life Expectancy: A Global History. Cambridge University Press.
• Cutler D, Deaton A, Lleras-Muney A. The determinants of mortality. Journal of Economic Perspectives. 2006.







Para mais dicas, siga .alessandrobruch.

A escala de Mallampati descreve o quanto as estruturas da orofaringe ficam visíveis quando o paciente abre a boca e proj...
04/06/2026

A escala de Mallampati descreve o quanto as estruturas da orofaringe ficam visíveis quando o paciente abre a boca e projeta a língua para fora. Embora tenha sido criada para prever dificuldade de intubação, ela ajuda a entender por que algumas crianças permitem uma boa visualização da garganta sem instrumentos e outras não.

* Mallampati I e II: geralmente é possível visualizar bem o palato mole, úvula e pilares amigdalianos apenas com a abertura da boca.
* Mallampati III e IV: a língua ocupa proporcionalmente mais espaço na cavidade oral e encobre as estruturas da orofaringe, dificultando a inspeção direta.

Na prática pediátrica, isso significa que:

- Algumas crianças permitem observar amígdalas, úvula e parede posterior da faringe sem abaixador de língua.

- Em outras, mesmo colaborativas, a língua impede a visualização adequada, tornando necessário o uso do abaixador.

Além da classificação de Mallampati, outros fatores influenciam a necessidade do abaixador:

* Idade da criança.
* Cooperação durante o exame.
* Reflexo nauseoso exacerbado.
* Hipertrofia de amígdalas.
* Macroglossia (língua relativamente grande).
* Dor ao engolir (a criança evita abrir bem a boca).

Portanto, a necessidade de utilizar um abaixador de língua nem sempre significa que a criança está “dificultando” o exame; muitas vezes é simplesmente uma característica anatômica relacionada ao espaço ocupado pela língua na cavidade oral, algo que a escala de Mallampati ajuda a descrever.

Com frequência vejo crianças que frequentam a creche com o calendário muito atrasado, porque o profissional de vacinação...
03/06/2026

Com frequência vejo crianças que frequentam a creche com o calendário muito atrasado, porque o profissional de vacinação do posto de saúde disse que só poderia vacinar se a criança não estivesse com coriza nem com tosse. Nessa época de outono/inverno a maioria das crianças está com coriza e com tosse. É completamente descabido adiar a vacinação destas crianças! De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Ministério da Saúde e da OMA, coriza, tosse leve, resfriado comum e febre baixa não são contraindicações à vacinação.

Adiar vacinas por doenças leves aumenta o risco de atrasos no calendário vacinal e deixa a criança desprotegida contra doenças potencialmente graves.

A avaliação médica pode ser necessária em casos de doença moderada ou grave, febre alta ou quando houver dúvidas sobre o estado clínico da criança.

Vacinas

A introdução alimentar não é apenas uma etapa nutricional: ela também desempenha um papel importante no desenvolvimento ...
01/06/2026

A introdução alimentar não é apenas uma etapa nutricional: ela também desempenha um papel importante no desenvolvimento do sistema imunológico.

Durante muito tempo, acreditava-se que alimentos potencialmente alergênicos, como ovo, amendoim, peixe e leite, deveriam ser adiados. Hoje sabemos que essa estratégia não reduz o risco de alergias alimentares.

As evidências científicas mostram que os alimentos alergênicos não devem ser retardados. A introdução deve ocorrer a partir dos 6 meses, quando a criança estiver pronta para iniciar a alimentação complementar, e durante o primeiro ano de vida, favorecendo o desenvolvimento da tolerância imunológica.

Após a introdução, esses alimentos devem continuar sendo oferecidos regularmente, sempre respeitando a idade da criança e a forma segura de preparo.

A alimentação complementar é uma oportunidade importante para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e tolerar novos alimentos.

Em caso de dúvidas, converse com o pediatra que acompanha seu filho.

Referências:

• Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Nutrologia. Guia Prático de Atualização: Alimentação Complementar da Criança. SBP, 2025.

• Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Atualização em Alergia Alimentar, 2025.

• Togias A, Cooper SF, Acebal ML, et al. Addendum Guidelines for the Prevention of Peanut Allergy in the United States. Journal of Allergy and Clinical Immunology. 2017;139(1):29-44.

• Du Toit G, Roberts G, Sayre PH, et al. Randomized Trial of Peanut Consumption in Infants at Risk for Peanut Allergy. New England Journal of Medicine. 2015;372:803-813.

Nos últimos dias, muitos pais têm me perguntado por que os prontos-socorros estão tão cheios.Nesta época do ano, é esper...
31/05/2026

Nos últimos dias, muitos pais têm me perguntado por que os prontos-socorros estão tão cheios.

Nesta época do ano, é esperado um aumento das infecções respiratórias virais em crianças. Influenza e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) estão entre os principais responsáveis por esse cenário.

Febre, coriza, congestão nasal, tosse e cansaço costumam fazer parte do quadro. Em muitos casos, os sintomas geram preocupação, mas a evolução é favorável e a recuperação acontece de forma espontânea ao longo de alguns dias.

O mais importante é saber identificar os sinais de alerta. Dificuldade para respirar, lábios arroxeados, recusa importante de alimentação, dificuldade para mamar e febre persistente merecem avaliação médica.

Na ausência desses sinais, medidas simples como lavagem nasal, controle da febre, hidratação adequada e repouso costumam ser suficientes.

Nem toda tosse ou febre precisa de uma corrida ao pronto-socorro. Informação, observação e paciência são fundamentais para atravessar esse período com mais tranquilidade.

Se o seu filho está passando por um quadro respiratório, acompanhe os sinais clínicos e procure orientação médica sempre que houver dúvidas.

TELEMEDICINA ONDE VOCÊ ESTIVERCuidar da saúde dos seus filhos ficou ainda mais fácil. Com a telemedicina, você recebe or...
31/05/2026

TELEMEDICINA ONDE VOCÊ ESTIVER

Cuidar da saúde dos seus filhos ficou ainda mais fácil. Com a telemedicina, você recebe orientação médica de forma rápida, segura e confortável, sem sair de casa.

✔ Atendimento em qualquer lugar
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✔ Maior praticidade para a família
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Quando surgirem dúvidas ou preocupações, a ajuda especializada pode estar a apenas uma chamada de distância.

Telemedicina onde você estiver. Cuidado, acolhimento e segurança para sua família.

Dr. Alessandro Bruch | CRM-SP 218.998
Médico

Antibióticos não tratam VÍRUS. Doenças virais são tratadas (com algumas excessões) com medicações sintomáticas e tratame...
28/05/2026

Antibióticos não tratam VÍRUS. Doenças virais são tratadas (com algumas excessões) com medicações sintomáticas e tratamento de suporte.

Dor de garganta durante gripes e resfriados geralmente é causada por vírus — e, nesses casos, antibióticos não ajudam.

O uso desnecessário de antibióticos pode causar efeitos colaterais e contribuir para a resistência bacteriana, um problema importante de saúde pública.

Na maioria das vezes, o tratamento é focado no alívio dos sintomas:
• hidratação adequada
• repouso
• ambiente umidificado
• analgésicos e anti-inflamatórios quando indicados

Procure avaliação médica se houver:
• febre alta persistente
• dificuldade para respirar ou engolir
• pus nas amígdalas
• sintomas por muitos dias
• piora do quadro clínico

Informação baseada em evidências também é cuidado.

Infecções frequentes nem sempre significam baixa imunidade.Na prática, os hábitos do dia a dia têm muito mais impacto na...
28/05/2026

Infecções frequentes nem sempre significam baixa imunidade.
Na prática, os hábitos do dia a dia têm muito mais impacto na saúde do que muitos “imunomoduladores”.

O que realmente possui melhor evidência científica para reduzir infecções?

• vacinação em dia;
• sono adequado;
• controle de rinite e asma;
• alimentação saudável;
• hidratação adequada;
• atividade física regular;
• evitar tabagismo passivo;
• higiene nasal quando indicada.

Pequenas atitudes diárias fortalecem as defesas do organismo, reduzem inflamações e ajudam na prevenção de infecções respiratórias.

Saúde não se constrói com soluções milagrosas, mas com constância, prevenção e acompanhamento adequado.

Salve este post para consultar depois e compartilhe com quem precisa dessas informações.

Dr Alessandro Bruch | CRM-SP 218.998
Pós-graduado em Pediatria - IPEMED
Pós-graduado em Neuropediatria - Faculdade Albert Einstein

“Se é só um resfriado, por que ele está com febre?”Essa é uma dúvida muito comum entre os pais — e a resposta é simples:...
27/05/2026

“Se é só um resfriado, por que ele está com febre?”

Essa é uma dúvida muito comum entre os pais — e a resposta é simples: a febre faz parte da defesa do corpo e o resfriado é uma INFECÇÃO causa da por vírus! Quando causada pela influenza chamamos de gripe, caso outro vírus respiratório chamamos apenas de resfriado.

Quando vírus do resfriado entram no organismo, o sistema imunológico reage para combater a infecção. O aumento da temperatura ajuda as células de defesa a funcionarem melhor e dificulta a multiplicação dos vírus.

Na maioria das vezes, a febre do resfriado é baixa e passageira, durando de 1 a 3 dias.

Procure avaliação médica se houver:
• Febre alta (>39°C) persistente
• Dificuldade para respirar
• Sonolência excessiva
• Pouca aceitação de líquidos
• Sinais de piora do estado geral

Você também tinha essa dúvida? Compartilhe este post com outros pais.

A consulta de rotina pediátrica vai muito além de “ir ao médico quando está doente”. 💙👶É através do acompanhamento regul...
26/05/2026

A consulta de rotina pediátrica vai muito além de “ir ao médico quando está doente”. 💙👶

É através do acompanhamento regular que conseguimos avaliar o crescimento, desenvolvimento, alimentação, sono, comportamento e até identificar precocemente possíveis alterações de saúde.

Além disso, as consultas fortalecem o vínculo entre a família e o pediatra, trazendo mais segurança para cada fase da infância. ✨

Cuidar da saúde infantil de forma preventiva significa oferecer mais qualidade de vida, desenvolvimento saudável e um futuro mais seguro para nossas crianças. 🌱

A prevenção continua sendo uma das maiores formas de cuidado. 💛


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