04/09/2026
Às vezes o sofrimento chega como uma dificuldade cada vez maior de se interessar pela própria vida. Os planos vão ficando distantes, aquilo que antes fazia sentido perde a importância e o futuro começa a ser pensado com pouca presença, ou com nenhuma.
Esse desinteresse não nasce de um único lugar. Somos atravessados pela nossa história, pelos vínculos que temos, pelo corpo, pelas perdas, pelo contexto em que vivemos e também pela forma como aprendemos a lidar com aquilo que nos acontece. Quando muitas dessas coisas doem ao mesmo tempo, continuar pode parecer difícil demais.
Por isso, nem sempre é preciso esperar um pedido explícito de ajuda para se aproximar. Perguntar com cuidado sobre o que alguém está sentindo, inclusive sobre pensamentos de m0rte, não incentiva o suicídi). Pode, ao contrário, abrir uma conversa que até então não encontrou espaço para existir.
Há momentos em que a vida deixa de ser desejada porque viver, daquela forma, tornou-se insuportável. E é justamente aí que o cuidado precisa chegar.
Escutar sem julgamento, permanecer por perto e ajudar alguém a encontrar apoio também são formas de cuidado.
Neste Setembro Amarelo, que possamos falar sobre suicídio com a delicadeza que o tema exige e a seriedade que ele merece. 💛
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