07/06/2026
A maratona foi só o desfecho visível de meses que, para muita gente, passariam despercebidos.
Semanas de 80, 90 quilômetros e, pela primeira vez, passando da barreira dos 100 km. Quilômetros acumulados de madrugada, treinos encaixados entre compromissos, corridas terminando quando o dia de trabalho ainda estava longe de acabar.
Conciliar uma preparação para maratona com uma rotina de trabalho intensa não é simples. Existem dias em que parece que faltam horas. Treinar, atender, estudar, resolver problemas, tomar decisões e, no dia seguinte, começar tudo de novo.
Mas a verdade é que existe algo estranho nisso tudo: eu gosto.
Gosto de construir coisas. Gosto de trabalhar. Principalmente do trabalho que faço e das pessoas que consigo ajudar através dele. Gosto de dias longos, de acordar cedo com algo importante para fazer e de deitar tarde com a sensação de que o dia valeu a pena.
Eu sei que esse ritmo, levado ao extremo, não é sustentável nem saudável a longo prazo. Mas também sei que algumas fases da vida pedem mais. E, neste momento, existe um propósito muito claro por trás de cada hora investida.
Feliz por quebrar a barreira das 3h30 na maratona e, principalmente, por sentir que ainda existe muito espaço para evoluir.
Cada treino, cada prova e cada aprendizado fazem parte da construção.
Still hungry. Still building.