08/03/2026
Conhecer as fases de uma PCR (Parada Cardiorrespiratória) é fundamental para que o socorrista ou profissional de saúde entenda o que está acontecendo no organismo da vítima e aplique as condutas corretas no momento certo. A PCR não é um evento único; ela evolui em três fases fisiológicas importantes: elétrica, circulatória e metabólica, e cada uma influencia diretamente na chance de sobrevivência.
1️⃣ Fase Elétrica
É a fase inicial da parada, que ocorre geralmente nos primeiros 4 a 5 minutos. Nessa etapa, o coração ainda possui uma reserva de oxigênio e energia nas células cardíacas. Ritmos como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso são comuns.
👉 Importância: é o momento em que a desfibrilação precoce tem maior chance de sucesso, podendo restabelecer o ritmo cardíaco rapidamente.
2️⃣ Fase Circulatória
Ocorre aproximadamente entre 5 e 10 minutos após a PCR. Nesse momento, as reservas de oxigênio já começam a se esgotar e o coração precisa de fluxo sanguíneo artificial para manter a perfusão dos órgãos vitais.
👉 Importância: aqui a RCP de alta qualidade (compressões torácicas ef**azes) é essencial para manter a circulação mínima de sangue para o cérebro e o coração antes da desfibrilação.
3️⃣ Fase Metabólica (ou biológica)
É a fase mais tardia da PCR, geralmente após 10 minutos sem circulação adequada. O organismo entra em um processo de lesão celular grave, com acúmulo de ácido, falta de oxigênio e danos principalmente ao cérebro.
👉 Importância: nessa fase, mesmo com o retorno da circulação, o risco de lesões neurológicas graves e morte é muito maior.
✅ Conclusão:
Compreender essas fases permite que o socorrista priorize ações rápidas, como reconhecimento precoce da PCR, início imediato da RCP e uso do desfibrilador. Quanto mais cedo a intervenção ocorrer, maiores são as chances de sobrevivência e menor o risco de sequelas neurológicas 🚑📊