Drª Francine Magalhães Endocrinologista Pediátrica

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Sou Francine Magalhães, Endocrinologista Pediátrica, trabalho com uma abordagem cuidadosa e acolhedora, dedicada a apoiar o crescimento e o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

Essa é uma dúvida que muitas mães têm vergonha de trazer para a consulta.E eu entendo.Porque quando a preocupação é com ...
19/09/2026

Essa é uma dúvida que muitas mães têm vergonha de trazer para a consulta.

E eu entendo.

Porque quando a preocupação é com o corpo do filho, é muito fácil cair em comparação com irmão, primo, colega ou até com imagens da internet.

Só que, na endocrinopediatria, a gente não avalia isso no “olhômetro”.

Existe uma medida adequada, feita com o p***s esticado, e ela é comparada com o esperado para a idade.

Em muitos casos, o tamanho é normal e o que existe é apenas uma aparência de p***s menor, principalmente quando há mais gordura na região pubiana.

Quando a medida realmente está abaixo do esperado, aí vale investigar melhor o desenvolvimento, os testículos, a puberdade e, em alguns casos, os hormônios.

E sim, existem situações em que tratamento hormonal pode ajudar.

Por isso, se essa dúvida existe na sua casa, não precisa ter vergonha de perguntar.

Às vezes, a melhor resposta é tranquilizar.

E quando existe algo para investigar, quanto antes a gente entende o motivo, melhor.

16/09/2026

Talvez uma das coisas mais difíceis para quem recebe um diagnóstico de diabetes tipo 1 na infância seja separar cuidado de limitação.

Cuidar exige atenção, planejamento, adaptação e muita informação. Mas isso não signif**a ensinar uma criança a diminuir seus sonhos por causa do diagnóstico.

Para os pais, entender isso é um desafio, mas, com o apoio certo, é possível. Quando damos espaço para os sonhos dos nossos filhos, vemos como eles podem nos surpreender.

Compartilhe este vídeo com uma mãe que também precisa ouvir isso.

A primeira menstruação costuma vir acompanhada de muitas perguntas, principalmente porque nem sempre ela se parece com a...
08/09/2026

A primeira menstruação costuma vir acompanhada de muitas perguntas, principalmente porque nem sempre ela se parece com aquilo que mãe e filha estavam esperando.

O sangue pode vir mais escuro, o fluxo pode ser pequeno em um mês e maior no seguinte, podem aparecer alguns coágulos e o próximo ciclo pode demorar mais para chegar.

Boa parte dessa variação acontece porque, nos primeiros anos depois da menarca, o sistema hormonal que regula a ovulação ainda está amadurecendo.

Por isso, alguma irregularidade pode fazer parte dessa fase.

O que ajuda é acompanhar o padrão ao longo dos meses e prestar atenção quando o sangramento f**a muito intenso, dura tempo demais, provoca dor importante ou começa a causar sintomas como fraqueza, tontura e palidez.

E essa é uma boa fase para ensinar a menina a observar o próprio ciclo sem medo ou vergonha.

Quanto mais ela entende o que acontece com o corpo, mais fácil f**a reconhecer também quando alguma coisa merece ser conversada com o pediatra ou com a endocrinologista pediátrica.

Salva para consultar quando precisar e compartilha com outras famílias que estão chegando nessa fase.

A vida do jovem é diferente! Let’s rock!🤘🎸
05/09/2026

A vida do jovem é diferente! Let’s rock!🤘🎸

Quando uma criança precisa de acompanhamento por muitos anos, a rotina da família também muda.E a partir disso, tem mãe ...
03/09/2026

Quando uma criança precisa de acompanhamento por muitos anos, a rotina da família também muda.

E a partir disso, tem mãe que passa a viver com a sensação de que está sempre devendo alguma coisa.

Que poderia ter organizado melhor a alimentação, lembrado antes da medicação, percebido um sinal mais cedo, feito a consulta no mês certo, insistido mais, cedido menos.

Essa cobrança vai se acumulando.

Só que tratamentos de longo prazo não acontecem como foi planejado no receituário.

Eles acontecem no meio de trabalho, escola, irmãos, imprevistos, cansaço, férias, doenças e dias em que simplesmente não dá para fazer tudo do jeito ideal.

Isso não diminui a importância do tratamento. Só coloca a expectativa num lugar possível.

Quando a família entende que pode corrigir a rota sem se punir por cada falha, f**a mais fácil sustentar o acompanhamento por muito tempo.

E isso também ajuda a criança a construir uma relação mais saudável com a própria condição.

Porque, em algum momento, ela vai começar a participar das decisões, lembrar horários, fazer escolhas, perceber sintomas e assumir partes do tratamento.

E vai precisar saber que um erro não apaga tudo o que vinha sendo feito.

Se hoje alguma coisa saiu diferente do planejado, ajuste o que for preciso e siga.

Culpa não melhora o resultado. Presença, repetição e apoio, sim.

Conhece alguém que precisa se olhar com esse cuidado?

Que alegria participar da 1a Copa Areté de Ginástica!Ver tantas crianças em movimento reforça algo que como endocrinolog...
31/08/2026

Que alegria participar da 1a Copa Areté de Ginástica!

Ver tantas crianças em movimento reforça algo que como endocrinologista pediátrica defendo sempre: a atividade física na infância precisa ser variada e, acima de tudo, prazerosa.

Experimentar diferentes esportes ajuda no desenvolvimento motor global, na socialização e, o mais importante, cria uma relação saudável e duradoura com o movimento, sem a pressão de uma especialização precoce.

Um mito que ainda ouço bastante no consultório: “esporte de alto rendimento atrasa o crescimento”.

Na verdade, a evidência aponta que quando há comprometimento do crescimento em atletas jovens, isso está associado principalmente à ingestão calórica e nutricional inadequada para a demanda do treino e não ao esporte em si.

Com acompanhamento nutricional e pediátrico adequados, a prática esportiva intensa não compromete o crescimento.

Movimento é saúde, em qualquer intensidade! 💛

Na maternidade, sempre vai aparecer uma nova coisa para vigiar.Um ingrediente, uma embalagem, um cosmético, um material,...
30/08/2026

Na maternidade, sempre vai aparecer uma nova coisa para vigiar.

Um ingrediente, uma embalagem, um cosmético, um material, um hábito que alguém na internet diz que você deveria eliminar imediatamente da vida do seu filho.

Só que atenção também é um recurso limitado.

Como endocrinopediatra e mãe, eu prefiro concentrar energia no que tem impacto consistente sobre crescimento, metabolismo, prevenção da obesidade infantil, risco de diabetes e saúde ao longo da vida.

É aí que entram os hábitos que se repetem todos os dias: qualidade do sono, alimentação infantil baseada principalmente em comida de verdade, movimento, brincadeira, tempo fora de casa e uso responsável de telas.

Isso não signif**a ignorar desreguladores endócrinos ou exposições ambientais. Signif**a colocar cada preocupação no tamanho que ela merece.

Porque uma família pode trocar todos os potes de plástico da cozinha e ainda ter uma criança dormindo pouco, passando horas no celular e vivendo de ultraprocessados.

E também pode ter uma rotina muito saudável e, de vez em quando, jantar um hambúrguer, dormir tarde numa festa ou passar uma tarde inteira vendo filme.

Saúde infantil se constrói muito mais na repetição do que na exceção.

É por essas brigas que eu escolho gastar minha energia. Quais são as suas?

Tem adolescente que cresce, muda a voz, ganha pelos e parece entrar na puberdade quase de uma hora para outra.E tem aque...
26/08/2026

Tem adolescente que cresce, muda a voz, ganha pelos e parece entrar na puberdade quase de uma hora para outra.

E tem aquele que olha para os colegas da mesma idade e pensa: “quando vai acontecer comigo?”

Para a família, também pode surgir a dúvida entre esperar mais um pouco ou procurar uma avaliação.

Existe uma faixa bastante ampla de normalidade para o início da puberdade, mas também existem idades e sinais que usamos como referência para entender quando esse desenvolvimento está demorando mais do que o esperado.

E não precisamos esperar todos os outros adolescentes “dispararem” para começar a prestar atenção.

No carrossel, explico quais são os primeiros sinais da puberdade, em que idade eles costumam surgir e em quais situações vale investigar.

Salva para consultar quando precisar e manda para outras famílias com adolescentes em casa.

Existem pessoas que ainda chamam uma criança acima do peso apenas de “forte”. Mas, para uma criança ter força, ela preci...
21/08/2026

Existem pessoas que ainda chamam uma criança acima do peso apenas de “forte”. Mas, para uma criança ter força, ela precisa ter músculos e ossos fortes. E, na maioria das vezes, o aumento do peso corporal não se reflete em fortalecimento muscular ou ósseo. Pelo contrário.

Para ter ossos fortes e bom percentual de massa muscular, uma criança precisa de boas fontes de proteína, cálcio, frutas, legumes e outros alimentos nutritivos.

E, sempre, o movimento precisa fazer parte dessa equação.

Observe a disposição da criança para se movimentar, seu desenvolvimento puberal e se existem dores ou histórico de fraturas.

Se esse for o caso, procure uma endocrinopediatra para investigação.

Ossos e músculos respondem aos estímulos que recebem, e precisamos aproveitar a janela da infância e da adolescência para cuidar bem, principalmente, das reservas ósseas.

Da próxima vez que alguém minimizar o quadro de uma criança acima do peso dizendo que ela “está forte”, mostre esse post.

A gente costuma reparar no crescimento quando precisa comprar roupa nova.Só que o contrário também conta uma história.Aq...
19/08/2026

A gente costuma reparar no crescimento quando precisa comprar roupa nova.

Só que o contrário também conta uma história.

Aquele tênis que durou até furar, a calça que atravessou dois invernos no mesmo comprimento ou a camiseta que continua servindo perfeitamente podem ser pistas de que a velocidade de crescimento diminuiu.

Isso não signif**a que toda criança que demora para trocar de tamanho tenha algum problema. Roupa varia de modelagem, crianças têm ritmos diferentes e genética também pesa bastante na altura final.

Por isso, no consultório, eu não avalio crescimento pelo tamanho da camiseta nem por uma medida isolada. O que interessa é a trajetória: quanto a criança cresceu entre uma avaliação e outra e se continua seguindo o padrão esperado para idade, s**o e fase da puberdade.

É também por isso que guardar as medidas das consultas pediátricas tem tanto valor. Quando colocamos vários pontos na curva, conseguimos perceber uma desaceleração que talvez tenha passado despercebida no dia a dia.

Se faz muito tempo que você não percebe seu filho “esticando”, vale conferir quando ele foi medido pela última vez.

A curva de crescimento não serve apenas para dizer se uma criança é alta ou baixa. Ela ajuda a mostrar se ela continua crescendo como deveria.

E compartilha com aquela família que entra ano, sai ano, e a criança continua tirando foto com as mesmas roupas.

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