Dra. Andréa Feijó

Dra. Andréa Feijó 👩🏻‍⚕️Médica Endocrinologista IEDE
🎖Mestre Endocrinologia UFRJ
🎖Especialista SBE
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Você pega o resultado da ultrassom e lê: “esteatose hepática”.Tem quem se assusta.E tem quem relaxe porque ouve: “é só u...
19/05/2026

Você pega o resultado da ultrassom e lê: “esteatose hepática”.

Tem quem se assusta.
E tem quem relaxe porque ouve: “é só uma gordurinha no fígado”.

Na prática, nenhum dos dois extremos ajuda.

A gordura no fígado é uma oportunidade de investigar melhor o que está acontecendo no seu corpo.
Muitas vezes, ela aparece junto com alterações que nem sempre dão sintomas: glicose subindo aos poucos, colesterol alterado, aumento da gordura abdominal, pressão começando a mudar, perda de massa muscular, sedentarismo, sono ruim, alimentação desorganizada.

Atenção: o fígado não adoece sozinho.

Ele faz parte de uma rede metabólica. Quando algo aparece nele, pode ser sinal de que outros órgãos e sistemas também precisam ser avaliados, inclusive o coração.

Por isso, na consulta, a conversa não deve parar no ultrassom.

É preciso entender a história, os hábitos, os exames, o peso, a medida da cintura, a composição corporal, o risco cardiovascular e, principalmente, o que é possível mudar de forma realista.

Cuidar da esteatose não é entrar em uma dieta radical na segunda-feira e abandonar tudo na quinta.

É criar um plano sustentável para reduzir risco, proteger saúde metabólica e preservar qualidade de vida ao longo dos anos.

📍 Salve este post para lembrar que gordura no fígado merece uma avaliação mais completa.

📌 E compartilhe com alguém que precisa olhar para esse diagnóstico com mais atenção.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
RQE 29750





13/05/2026

Durante muitos anos, a SOP foi vista quase exclusivamente como um problema do ovário.

Mas nossa prática clínica sempre mostrou que a história era muito maior.

Por isso, especialistas do mundo inteiro passaram a discutir algo importante: o nome atual talvez não represente adequadamente a complexidade da síndrome.

A proposta de mudança para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) reforça uma visão mais completa da SOP: uma condição metabólica, hormonal e inflamatória que precisa ser compreendida de forma mais ampla.

E isso tem impacto direto no tratamento.

Quando olhamos apenas para o ovário, muitas vezes deixamos de tratar o restante do corpo.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
RQE 29750





Muita gente só pensa no músculo como estética. Ou então só começa a pensar quando perde força.Subir escada  ansa mais. L...
07/05/2026

Muita gente só pensa no músculo como estética.

Ou então só começa a pensar quando perde força.
Subir escada ansa mais. Levantar da cadeira exige apoio. Carregar uma sacola parece mais difícil do que antes.
O corpo começa a perder firmeza, equilíbrio e disposição.

Mas a perda de massa muscular não começa do nada.
Ela acontece aos poucos, após anos de sedentarismo, baixa ingestão de proteína, dietas muito restritivas, sono ruim, excesso de tempo sentado e falta de estímulo muscular adequado.

Músculo não é só estética.

Massa muscular é reserva metabólica.
É proteção para ossos e articulações.
É força para manter autonomia.
É parte importante da prevenção de quedas, fragilidade e perda de independência ao longo da vida.

A sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e função muscular, não deve ser tratada como algo “normal” no sentido de inevitável.

Envelhecer envolve mudanças no corpo, sim.
Mas perder força a ponto de limitar sua vida não precisa ser aceito.

Treino de força, alimentação adequada, consumo suficiente de proteína, sono de qualidade, redução do sedentarismo e cuidado com emagrecimentos rápidos ou mal conduzidos fazem diferença real.

A pergunta não é só: “quanto eu peso?”

A pergunta também precisa ser: “quanta força eu estou preservando para viver bem nos próximos anos?”

Cuidar dos músculos é cuidar da sua liberdade futura.

📌Salve este post para lembrar que músculo é saúde.

📌 E compartilhe com alguém que ainda acha que força é assunto só de academia.

Você já tinha pensado na massa muscular como parte da sua saúde e da sua autonomia❓

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
RQE 29750





Tem gente que não consegue cuidar da própria saúde… não porque não quer.Mas porque está presa no famoso 8 ou 80.Ou faz t...
28/04/2026

Tem gente que não consegue cuidar da própria saúde… não porque não quer.

Mas porque está presa no famoso 8 ou 80.

Ou faz tudo perfeito ou não faz nada.

Isso tem nome. É o chamado pensamento tudo ou nada.
Um padrão mental que faz você acreditar que, se não for perfeito, não vale a pena fazer.

E é exatamente isso que te paralisa.

Porque a vida real não cabe no perfeito.

Quantas de vocês, sabem o que precisam fazer,
mas não conseguem sustentar, porque estão tentando começar do ideal e não do possível?

E aqui está a virada: você não precisa fazer tudo. Você precisa fazer o que cabe na sua rotina.

As vezes parece pouco.
Mas é isso que constrói resultado de verdade.

Saúde não é sobre intensidade ocasional.
É sobre consistência possível.

E talvez o que esteja faltando para você é sair do 8 ou 80… e finalmente entrar no sustentável.

Me conta: qual é o pequeno passo possível que você consegue começar hoje❓

📌 Se isso te ajudou a enxergar diferente, salva esse post. Você vai precisar lembrar disso nos dias em que o perfeccionismo tentar te parar.

📌 Compartilha com outras mulheres, para que elas parem de se cobrar o impossível… e finalmente comecem no possível.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
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Muita gente chega ao consultório com essa dúvida: zinco ajuda a prevenir problemas na tireoide?Faz até algum sentido. Se...
22/04/2026

Muita gente chega ao consultório com essa dúvida: zinco ajuda a prevenir problemas na tireoide?

Faz até algum sentido. Se ele participa do funcionamento dos hormônios tireoidianos, parece lógico imaginar que suplementar poderia proteger contra hipotireoidismo ou tireoidite.

Mas na medicina, nem tudo que “parece lógico”, deve ser colocado em prática.

O zinco tem, sim, um papel importante na conversão de T4 em T3, na ação do hormônio dentro da célula e na regulação do sistema imune. Por isso, quando existe deficiência, corrigir faz sentido e pode melhorar o funcionamento do organismo.

Agora, em quem já tem níveis adequados, não existe evidência consistente de que a suplementação de zinco previna doenças da tireoide. E nem um nível ótimo, como muitos profissionais podem falar.

E tem um detalhe importante: excesso também não é neutro.

Por isso, antes de incluir mais um suplemento na sua rotina, vale sair do automático e fazer a pergunta certa. Isso é realmente necessário para mim?

📌 Você ainda está tentando resolver tudo com suplemento❓

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
RQE 29750





16/04/2026

A gravidez é um período de muitas transformações. E grande parte delas acontece nos hormônios.

Mesmo mulheres que nunca tiveram alterações podem desenvolver algumas condições nessa fase, como problemas na tireoide ou o diabetes gestacional.

E muitas vezes, essas mudanças acontecem de forma silenciosa.

Logo no início da gestação, o corpo passa a exigir mais hormônio tireoidiano.
Nem todas as mulheres conseguem acompanhar essa demanda. E, quando isso acontece, pode surgir o hipotireoidismo.

Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença, tanto para a saúde da mãe quanto para o desenvolvimento do bebê.

Outro ponto de atenção é o diabetes gestacional.

Ele nem sempre dá sintomas, por isso o rastreio faz parte do pré-natal.
Durante a gestação, o exame costuma ser solicitado a partir da 24ª semana, ou antes, em mulheres com maior risco.

Agora, se você já tem algum diagnóstico como diabetes ou disfunção da tireoide, o ideal é que a gestação seja planejada.

Entrar na gravidez com essas condições controladas reduz riscos e traz mais segurança para todo o processo.

Durante a gestação, o corpo muda e, com ele, muitas vezes é necessário ajustar doses de medicações e acompanhar mais de perto.

🎯 E vale um ponto importante: quando existe obesidade, o ideal é iniciar o cuidado antes mesmo de engravidar.
Isso também impacta diretamente a saúde da mãe e do bebê.

Gestar não é só sobre o momento da gravidez.
É sobre todo o cuidado que vem antes… e o acompanhamento ao longo do caminho.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
RQE 29750





14/04/2026

Em algum momento, cuidar da saúde deixou de ser algo que te faz bem… e passou a ser mais uma fonte de cansaço.

Você começa com intenção genuína.
Decide se organizar, comer melhor, voltar a se exercitar, dormir mais cedo.

Mas, sem perceber, isso vai se transformando em uma lista de exigências difíceis de sustentar.

Tudo precisa dar certo. todos os dias e sem falhar.

E é aí que o cuidado muda de lugar.

O que deveria trazer equilíbrio começa a gerar pressão.
O que deveria aliviar, passa a pesar.

E, aos poucos, vem aquela sensação conhecida: “Eu não estou conseguindo.”

Só que, na maioria das vezes, não é falta de esforço.
É o modelo que não se sustenta.

A vida real não é previsível.
Ela muda, cansa, exige, atravessa.

E quando o cuidado não acompanha isso, ele deixa de ser cuidado e vira cobrança.

O problema é que o corpo sente. O estresse aumenta, o sono piora e a relação com a comida f**a mais difícil.
A frustração começa a se repetir, mesmo com tentativa constante.

Por isso, saúde se constrói no que é possível repetir.
No que cabe na sua rotina.
No que respeita o seu momento.
No que não depende de um dia perfeito para acontecer.

Pode não parecer o caminho mais rápido.
Mas é o único que se sustenta.

Se cuidar não deveria te adoecer no processo.

E, se está pesando mais do que ajudando, talvez não seja falta de disciplina.

Talvez seja hora de diminuir a cobrança… para que o cuidado volte a existir.

Se esse texto fez sentido para você, talvez o problema nunca tenha sido você.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
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Existe um ponto pouco discutido quando falamos de emagrecimento: não é sobre começar. É sobre sustentar.A maioria das pe...
07/04/2026

Existe um ponto pouco discutido quando falamos de emagrecimento: não é sobre começar. É sobre sustentar.

A maioria das pessoas não falha por falta de informação.
Falha porque está tentando manter mudanças complexas sem estrutura adequada.

E isso não é uma falha individual.
É uma falha de modelo.

Na prática clínica, o que se observa é claro:
quando o acompanhamento é esporádico, o tratamento perde consistência.
Quando existe proximidade, ajustes e continuidade, o resultado se sustenta.

Porque, entre uma consulta e outra, a vida acontece.

E é nesse intervalo que o tratamento se constrói. Ou se perde.

Tratar obesidade exige mais do que orientação.
Exige acompanhamento.

Um processo que considere comportamento, contexto, rotina e, principalmente, a capacidade real de sustentar mudanças ao longo do tempo.

Não se trata de fazer mais.
Se trata de fazer com suporte.

📌 É isso que eu busco construir com cada paciente: um processo possível de sustentar.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
CRM 580734 – RJ
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31/03/2026

Por muito tempo, você ouviu que o diabetes tipo 2 era uma doença que só piorava com o passar dos anos.

Que o caminho seria sempre o mesmo: mais remédios, mais restrições, mais medo e uma piora inevitável.

Mas essa não é a única verdade.

Hoje, já se sabe que, em alguns casos, o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão.

Isso não signif**a cura.
Não signif**a que o problema sumiu para sempre.
E não acontece da mesma forma para todo mundo.

Existe um consenso internacional definindo que, em alguns casos, o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão. Isso signif**a manter a hemoglobina glicada abaixo de 6,5% por pelo menos 3 meses, sem uso de medicamentos para baixar a glicose.

E você tem o direito de saber que essa possibilidade existe.

É uma possibilidade real quando existe tratamento estruturado, intervenção intensiva no estilo de vida e acompanhamento adequado. Em geral, quanto mais cedo isso acontece, maiores podem ser as chances de bons resultados.

Quantos de vocês nunca foram informados disso?
Quantos receberam apenas remédio, bronca e culpa?

📍 Me conta nos comentários: você já tinha ouvido falar em remissão do diabetes tipo 2 ou essa informação é nova para você?

📌 Compartilhe este posts para que mais pessoas saibam desta possibilidade.

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
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Quando a comida vira resposta automática para o que você sente, o problema raramente é apenas a comida.Na maioria das ve...
26/03/2026

Quando a comida vira resposta automática para o que você sente, o problema raramente é apenas a comida.

Na maioria das vezes, existe algo antes: dias longos demais, cansaço acumulado, emoções engolidas,
necessidades ignoradas, uma rotina em que você cuida de tudo e de todos, mas quase nunca de si.

Por isso, sair desse ciclo não costuma acontecer na base da proibição. Nem da culpa.

A mudança começa quando você entende que comer por emoção não é sinal de fraqueza.
É, muitas vezes, um sinal de sobrecarga.

E sobrecarga não se resolve com cobrança.
Se resolve com consciência, acolhimento e estratégias possíveis na vida real.

Toda vez que você consegue se escutar um pouco mais, fazer uma pequena pausa ou escolher uma resposta diferente, algo já começa a mudar.

Não é sobre perfeição.
É sobre construir, aos poucos, uma relação mais gentil com o seu corpo, com a comida e com o que você sente.

Me conta aqui: qual é o momento em que isso costuma f**ar mais difícil para você?

Dra Andréa Feijó de Paula Barros
Endocrinologia e Metabologia
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