Neuropediatra Natasha Santos Mata

Neuropediatra Natasha Santos Mata Neuropediatra. Desenvolvimento Neuro Infantil e Autismo.

10/05/2026

Feliz dia das mães ,minhas queridas guerreiras !!! 🥰❤️

02/04/2026

02/04 -Dia da Conscientização do Autismo 🥰. .criare

24/02/2026

Sobre o Leucovorin e Tea

22/01/2026

Se você ouviu “vamos esperar” quando falaram de autismo…
isso pode estar custando desenvolvimento.

Sou neuropediatra infantil — e preciso ser direta:
o cérebro da criança é altamente plástico nos primeiros anos.

Avaliar cedo não rotula.
Intervir cedo muda trajetórias.

Se há atraso de fala, pouco contato visual ou rigidez intensa…
não espere.

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aqui a gente fala de desenvolvimento infantil com ciência.

Nem sempre o acolhimento vem das palavras. Às vezes, o maior gesto de empatia é simplesmente ouvir — e permanecer presen...
28/11/2025

Nem sempre o acolhimento vem das palavras. Às vezes, o maior gesto de empatia é simplesmente ouvir — e permanecer presente. Para muitas crianças neurodivergentes, o silêncio do adulto é o espaço onde elas finalmente se sentem seguras para existir sem precisar se explicar.

A escuta verdadeira não é sobre dar respostas rápidas, mas sobre sustentar o momento com paciência.

Quando o adulto observa, espera e transmite calma, o sistema nervoso da criança percebe que não há ameaça — e isso por si só já é regulador. O cérebro interpreta o silêncio acolhedor como segurança, e a partir daí, a comunicação flui.

Na neuropediatria e nas práticas de co-regulação, a escuta é uma ferramenta terapêutica poderosa. Ela permite identificar o que está por trás do comportamento — medo, cansaço, frustração ou sobrecarga sensorial. Em vez de tentar corrigir imediatamente, o adulto oferece presença. E, aos poucos, a criança entende que pode confiar e expressar suas emoções de forma mais organizada.

Ouvir sem interromper, sem julgamento e sem pressa é um dos maiores atos de respeito que podemos oferecer a uma mente em desenvolvimento. É assim que se constrói vínculo, autoestima e segurança emocional.

📚 Fonte: APM Issue 180 | American Academy of Pediatrics | CDC – Learn the Signs, Act Early

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Gritos, tapas ou fugas não são “birra”. Muitas vezes, são reações a uma sobrecarga sensorial. O cérebro da criança neuro...
26/11/2025

Gritos, tapas ou fugas não são “birra”. Muitas vezes, são reações a uma sobrecarga sensorial. O cérebro da criança neurodivergente pode interpretar sons, cheiros e luzes como ameaças, ativando respostas automáticas de defesa.

Compreender isso muda a forma de agir. O acolhimento, o ajuste ambiental e o olhar calmo ensinam mais do que qualquer punição.

A criança não quer “dar trabalho”, ela quer ser compreendida.
Fonte: APM Issue 179

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Crianças autistas sentem empatia, sim — mas a forma de demonstrar é diferente. Podem não olhar nos olhos, não abraçar ou...
24/11/2025

Crianças autistas sentem empatia, sim — mas a forma de demonstrar é diferente. Podem não olhar nos olhos, não abraçar ou não verbalizar, mas isso não significa falta de sentimento. Elas apenas processam emoções de maneira diferente.

A empatia, no TEA, é muitas vezes silenciosa e interna. Compreender isso é essencial para acolher sem exigir que a criança se adapte a padrões neurotípicos. A empatia não está no gesto, está na conexão.
Fonte: APM Issue 180

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A ansiedade na infância nem sempre é visível. Muitas vezes, ela se manifesta por meio do corpo — dores, palpitações, enj...
21/11/2025

A ansiedade na infância nem sempre é visível. Muitas vezes, ela se manifesta por meio do corpo — dores, palpitações, enjoos ou mudanças de comportamento. Crianças neurodivergentes tendem a expressar o que sentem de forma física, já que a nomeação emocional pode ser mais difícil.

Ignorar esses sinais pode aumentar o sofrimento emocional e prejudicar o aprendizado. A escuta sensível e o ambiente previsível ajudam a reduzir a ansiedade e fortalecer a confiança da criança. Validar o que ela sente é o primeiro passo para que ela aprenda a se autorregular com segurança e apoio.
Fonte: APM Issue 178

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💛 O papel da autorregulação emocional no desenvolvimento infantilA autorregulação emocional é a capacidade de reconhecer...
20/11/2025

💛 O papel da autorregulação emocional no desenvolvimento infantil

A autorregulação emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e lidar com as próprias emoções.
Quando a criança ainda não tem recursos para entender o que sente, o corpo fala por ela. Chorar, gritar ou se isolar são formas legítimas de comunicação emocional, e não “falta de controle”. É por isso que o papel do adulto é fundamental: ao validar o sentimento e ajudar a nomear o que está acontecendo (“eu sei que você ficou bravo”, “parece que isso te deixou triste”), o cérebro da criança começa a associar emoções a palavras — o primeiro passo para o autocontrole.

A autorregulação não é ensinada apenas por palavras, mas por exemplo e co-regulação. Quando o adulto mantém a calma diante do caos, o sistema nervoso da criança sente essa segurança. Com o tempo, ela aprende a usar estratégias semelhantes — respirar fundo, esperar, pedir ajuda — em vez de reagir impulsivamente.

Estudos da American Academy of Pediatrics e da APM Issue 178 mostram que práticas simples, como rotinas estruturadas, previsibilidade e ambientes tranquilos, ajudam a criança a desenvolver estabilidade emocional. O objetivo não é eliminar as emoções intensas, mas ensinar a navegar por elas com segurança.
Promover a autorregulação é preparar a criança para lidar com o mundo de forma mais confiante, empática e consciente — e isso transforma não só o comportamento, mas todo o seu desenvolvimento emocional e social.

📚 Fonte: APM Issue 178 | American Academy of Pediatrics | CDC – Learn the Signs, Act Early

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Crianças com TDAH não “escolhem” se distrair. O cérebro delas funciona com intensidade, captando muitos estímulos ao mes...
19/11/2025

Crianças com TDAH não “escolhem” se distrair. O cérebro delas funciona com intensidade, captando muitos estímulos ao mesmo tempo. Isso não é desinteresse, é funcionamento neurológico.

Compreender o TDAH é entender que foco também precisa de contexto. Quando a criança está motivada, curiosa ou acolhida, o foco vem com naturalidade. A empatia e as adaptações certas podem transformar a experiência escolar e familiar.

Fonte: APM Issue 176

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