27/05/2026
Micro-ondas, celular e Wi-Fi aumentam o risco de câncer?
Até hoje, não existe comprovação científica consistente de que o micro-ondas, o celular ou o Wi-Fi causem câncer nas condições normais de uso.
Esses aparelhos utilizam radiação não ionizante, diferente da radiação do raio-x, que pode danificar o DNA.
No caso do micro-ondas, ele é considerado seguro quando usado corretamente. Ele aquece os alimentos vibrando as moléculas de água, não altera a estrutura dos alimentos, não deixa resíduos e não causa câncer.
O cuidado principal está no recipiente usado para aquecer os alimentos. Plásticos que contêm BPA ou ftalatos podem liberar substâncias químicas quando aquecidos. Por isso, prefira recipientes de vidro, cerâmica ou porcelana.
Sobre o celular, em 2011, a International Agency for Research on Cancer classificou os campos de radiofrequência como “possivelmente carcinogênicos” para humanos, grupo 2B.
Isso significa que não há prova de causalidade. Apenas não foi possível excluir totalmente uma associação em alguns estudos observacionais.
Pesquisas continuam monitorando e avaliando os possíveis efeitos da exposição prolongada à radiação de radiofrequência.
As principais entidades de saúde, como a World Health Organization, não recomendam pânico nem proibição do uso de celulares, mas apoiam medidas simples de redução de exposição quando desejado:
* usar fones de ouvido ou viva-voz em chamadas longas
* evitar dormir com o celular muito próximo da cabeça
* não manter o aparelho constantemente colado ao corpo por muitas horas
* preferir sinal forte, porque o aparelho aumenta a potência quando o sinal está fraco
* limitar tempo excessivo de tela, especialmente em crianças e adolescentes
* fazer pausas para evitar fadiga ocular e dores cervicais
* evitar uso ao dirigir
Informação correta não gera medo. Gera cuidado.
Dra. Giselle Almeida
Oncologia clínica e oncogenética
📍 Porto Velho – RO
📲 (69) 99266-9056