Psiquiatra Fernando Fernandes

Psiquiatra Fernando Fernandes Fonte de informação e atualização sobre saúde mental, bem estar e comportamento.

05/05/2026

Estarei no XXI COMA da Universidade Nove de Julho no Painel "Cérebro em exaustão e o mito do foco infinito", com o dr Paulo Muzi

03/05/2026

Você deixa pequenas limitações impedirem seus grandes objetivos?

Eu tenho uma lesão no antebraço que limita muito a musculação. Quem treina sabe: sem puxar direito, f**a difícil o treino de costas. Durante um tempo, essa limitação me complicou. Até o dia em que vi um fisiculturista treinando com uma tornozeleira de glúteo presa ao braço. Fui conversar com ele e confirmei minha suspeita, ele tinha epicondilite e encontrou um jeito de driblar isso.

No vídeo desse post, eu estou exatamente assim: treinando costas com o braço “amarrado” em uma tornozeleira. Não é o treino perfeito. Não é o ideal, mas é o possível. Muitas vezes é assim que a vida acontece: no possível.

Como psiquiatra, vejo todos os dias versões disso no consultório: “eu tenho esse problema, por isso não consigo fazer”. Limitações existem, sobretudo diante de um transtorno. Mas quando a frase para em “não consigo”, a limitação vira um muro intransponível. Cria-se uma regra rígida que organiza tudo: se eu tenho isso, então não posso aquilo. A pessoa se define pela limitação e passa a agir como se ela fosse uma sentença definitiva.

Mas existe outra forma de encarar o próprio limite. Em vez de “eu tenho uma limitação, não consigo fazer isso”, eu costumo propor: “apesar da minha limitação, alguma coisa eu posso fazer rumo ao meu objetivo”.
Essa frase muda tudo.
Ela não nega o problema (não é papo motivacional vazio), mas transforma a limitação em convite à adaptação, não em ordem de rendição. Isso é flexibilidade cognitiva: reconhecer a dor, o medo, a dificuldade – e, mesmo assim, buscar o próximo passo possível na direção do que importa.

Sob certo ponto de vista, viver é exatamente isso: aprender a caminhar com as limitações que a vida sempre impõe. Corpo, mente, história, contexto – todos temos restrições. A pergunta é: você vai usá-las como ponto final ou como ponto de partida para criar novas formas de seguir?

✨ Pense em algo importante para você que está parado por causa de uma limitação. Faça um pequeno ajuste na frase: de “não dá por causa disso” para “apesar disso, qual é o menor passo possível que eu posso dar hoje?”.
E dê esse passo. Mesmo que seja com uma “tornozeleira no braço".

28/04/2026

A ansiedade age como um 'desgaste silencioso' mas muito real no seu corpo.

Este é um guia essencial para você ler os sinais do seu corpo. Salva esse vídeo para consultar sempre que precisar e entender melhor o que você está sentindo. 💾

E você, qual sintoma físico já sentiu que depois descobriu ser ansiedade?

Vamos conversar e tirar dúvidas nos comentários! 👇💬

Oscar se foi, mas algumas pessoas atravessam a história de um jeito que não acaba com a morte. Ele não foi só um gênio d...
20/04/2026

Oscar se foi, mas algumas pessoas atravessam a história de um jeito que não acaba com a morte. Ele não foi só um gênio do basquete. Foi, também, um grande exemplo vivo de propósito, resiliência e humanidade.

Como psiquiatra, olho para ele e vejo mais do que números, recordes e títulos. Vejo um homem com um enorme senso de propósito naquilo que fazia. E isso fala de saúde mental: ter algo que nos move, que nos tira da cama, que nos organiza por dentro. Propósito não é teoria, é direção. Para ele, foi o basquete. Para você, pode ser família, trabalho, arte, fé, serviço aos outros. O nome importa menos do que o sentido que traz.

Oscar também nos ensinou sobre frustração. Sobre a derrota para a União Soviética na olímpiada de Seul, dizia que lembrava todo dia de um erro que, segundo ele, custou a partida. Ele dizia que “aquela geração merecia o ouro”. Grandes homens impulsionam seus companheiros, como na vitória inédita sobre os EUA no panamericano de 97, mas também assumem com dignidade a frustração coletiva. Mesmo um dos maiores jogadores da história não realizou todos os sonhos que talvez merecesse realizar. A vida não é uma equação perfeita entre esforço e recompensa. E isso dói. Na clínica, vejo todos os dias o sofrimento de quem não alcançou o que imaginava. O que o Oscar mostra é que o valor de uma vida não cabe apenas no que deu “certo”, mas na coragem com que foi vivida.

Quando enfrentou o câncer, vimos outro capítulo importante: o herói vulnerável. O corpo que parecia incansável precisou de cuidado, tratamento, apoio. Isso nos lembra que ninguém é invencível — nem na saúde física, nem na emocional. Mais uma vez Oscar encarou a adversidade com serenidade. “Se Ele quiser me levar, está tudo bem, eu tive uma vida maravilhosa”, disse em entrevista. Pedir ajuda, tratar, falar de medo, de angústia, não diminui ninguém. Pelo contrário, é um ato profundo de responsabilidade consigo mesmo.

Por fim, f**a o legado. Não só o dos pontos e das partidas históricas, mas o da mensagem silenciosa: você não precisa ser o Oscar para ter uma vida que valha a pena. Precisa, sim, cuidar de si, encontrar sentido, aceitar suas vulnerabilidades e permitir-se ser humano.

Em 1959, Ben-Hur estreou nos cinemas. Em 2026, ele estreou no meu casamento. Numa daquelas surpresas que a vida nos prop...
05/04/2026

Em 1959, Ben-Hur estreou nos cinemas. Em 2026, ele estreou no meu casamento. Numa daquelas surpresas que a vida nos proporciona, pude levar a minha esposa para assistir no cinema uma das grandes obras que ajudou a moldar o meu caráter.

Assistia a esse filme ano após ano na minha infância. Eu já conhecia cada curva daquela narrativa. As traições, as galés, a lepra, a corrida de bigas, o encontro com Cristo. Mas agora havia uma variável nova naquela sala escura: ao meu lado, minha esposa assistia pela primeira vez ao filme que vive em mim como um mito pessoal — uma dessas histórias que a psicologia chama de narrativa fundante, que trazem sentido para nossas próprias experiências de injustiça, queda e recomeço.

Filmes assim não f**am guardados na memória, f**am colados à pele. Não é um mero registro. Quando penso em Ben-Hur, não acesso apenas uma tela. Acesso uma criança que ainda não tinha palavras para o que sentia, mas que reconheceu naquela história algo essencial sobre sofrimento, ódio e vingança, mas também esperança e a possibilidade improvável de redenção.

Levar minha esposa para ver esse filme foi muito mais do que um passeio. Foi um convite para conhecer uma sala íntima de quem eu sou. É o que a psicologia do apego chama de autorrevelação: o ato de mostrar ao outro não apenas o que pensamos, mas o que nos formou. É vulnerabilidade com endereço certo.

Durante o filme, peguei-me atento menos à tela e mais a ela. A cada emoção dela, algo se reorganizava em mim. A mais pura ressonância emocional — o afeto do outro reverbera em nós e amplif**a o nosso. Ver a pessoa que você ama ser tocada pelo que um dia te tocou é uma forma rara de confirmação, nós falamos a mesma linguagem íntima.

Ben-Hur, que pertencia apenas à minha história, passou a pertencer também à nossa. Não duas biografias paralelas, mas uma história comum, com marcos e referências afetivas próprias.

Quando as luzes se acenderam, a sala volta a ser apenas uma sala. Mas alguma coisa ficou, não na tela, mas sim entre nós. E há algo de muito bonito nisso: às vezes, amar é simplesmente abrir uma porta antiga e dizer, sem palavras, “entra, vem me conhecer melhor”.

Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno Bipolar. A data escolhida faz referência ao aniversário de Va...
31/03/2026

Hoje é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno Bipolar. A data escolhida faz referência ao aniversário de Van Gogh. Ele tinha transtorno bipolar.

Todo mundo ama Vincent Van Gogh, especialmente agora que ele está morto e seus ataques de raiva já não envergonham ninguém. Agora, quando já não escreve pedindo dinheiro aos parentes, perde empregos, diz verdades inconvenientes ou tropeça bêbado de absinto pelas ruas.

O Van Gogh comove multidões nos anos 2000, mas em 1890 era objeto de riso nas ruas e de fuga dos amigos. Apedrejado pelos moleques, tido como louco por familiares, ninguém o desejava por perto. Desagradável, arrogante, insuportável e fonte de desgosto eram expressões recorrentes para identificá-lo. E enquanto houve vida, igualmente houve enfado, raiva, distanciamento. Van Gogh viveu e morreu sem a possibilidade de um tratamento ef**az para o seu transtorno, que se expressava em uma das formas mais graves do transtorno bipolar.

Eu quero falar com aquela pessoa que passou anos sem entender o que estava acontecendo com ela. Talvez com uma sintomatologia muito menos expressiva que a do gênio pintor, mas ainda assim impactante. Que acordava um dia sentindo que podia conquistar o mundo — cheia de energia, de ideias, de planos — e semanas depois mal conseguia sair da cama. Que foi chamada de intensa, de dramática, de difícil. Que talvez tenha perdido relacionamentos, empregos, oportunidades, e por muito tempo acreditou que a culpa era dela.

Eu quero falar que existe outro lado dessa história — e ele precisa ser contado também. Com diagnóstico correto e acompanhamento adequado, é possível ter uma vida estável, plena e verdadeiramente feliz. Eu vejo isso acontecer. Pessoas que chegaram ao consultório destruídas, sem entender a si mesmas, e que com o tempo foram se reencontrando.

Se você vive com transtorno bipolar, ou ama alguém que vive: você não está sozinho. E pedir ajuda é o ato mais corajoso que existe.

Compartilha com quem precisa ler isso hoje. 💙

Trecho do texto foi extraído da crônica “É mais fácil amar ao longe”, da querida amiga Sonia Zaghetto.

Sorteio do livro: "PROGRAMADOS PARA O AMOR"👇 PARA PARTICIPAR:1. Curta esta foto;2. Siga este perfil;3. Siga ; 4. Marque ...
19/03/2026

Sorteio do livro: "PROGRAMADOS PARA O AMOR"

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COMO O LIVRO ABORDA O AMOR?

Você já se perguntou por que repete os mesmos padrões nos relacionamentos, mesmo quando não quer? Stan Tatkin tem uma resposta. Ele traduz a complexidade da neurociência e da teoria do apego em algo que qualquer pessoa dentro de um relacionamento consegue reconhecer na própria vida.

Neste livro, ele mostra que a forma como amamos não é aleatória: é moldada pelas nossas primeiras experiências de vínculo, e continua operando em nós, muitas vezes sem que percebamos. Sem jargões e sem complicar, Tatkin explica como esses padrões afetam a comunicação, os conflitos e a intimidade — e o que podemos fazer para mudar isso de verdade.

É uma leitura que não deixa ninguém indiferente, porque fala de coisas que todo mundo já viveu: aquela briga que não fazia sentido, o distanciamento que aparece do nada, a dificuldade de se sentir seguro perto de quem você ama. Para quem está em um relacionamento, quer entrar em um, ou simplesmente quer se entender melhor, esse livro é um presente.

12/02/2026

“Quanto tempo dura uma depressão?”
A resposta real ninguém quer ouvir… e é exatamente por isso que você precisa ver esse vídeo até o final.

Muita gente passa anos carregando um peso que poderia ter sido tratado — mas acha que “é só o jeito dela”.

Antes de você dizer “isso é exagero”, assiste e me conta:
você acha que reconheceria os sinais em si mesmo… ou só nos outros?

Salva esse vídeo para rever depois e comenta aqui embaixo:
você já confundiu duração com gravidade?

02/02/2026

Você é um "Preocupado Profissional" ou apenas responsável? Existe uma diferença perigosa. 🤯🔌

Preocupar-se com o boleto que vence amanhã é normal (e até útil).
Mas e se preocupar se o meteoro vai cair no Natal de 2030?

Tem gente que f**a com a mente sempre no 220 de preocupação. Isso tem nome: TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).

O problema é que esse transtorno é sorrateiro. Ele se instala devagar e transforma você numa "panela de pressão ambulante". 😤

E o pior: a conta não chega só na cabeça. Seu corpo está pagando um preço alto agora mesmo (tensão, pavio curto, insônia...).

No vídeo, eu explico exatamente:
✅ Onde termina a preocupação normal e começa a doença.
✅ Por que tentar "relaxar" sozinho quase nunca funciona nesses casos.

💾 Salve este post: Se você conhece alguém que vive tenso, essa explicação pode ser o "acorda" que essa pessoa precisa.

💬 Seja sincero(a): A sua preocupação para quando você deita a cabeça no travesseiro ou é aí que a "festa" começa? Me conta nos comentários! 👇

27/01/2026

A ansiedade não aparece do nada.

E quando você entende por que ela chegou… ela perde metade da força.

Nesse vídeo eu explico uma equação simples que muita gente nunca percebeu — e que pode mudar a forma como você lida com a ansiedade em 1 minuto.

Não vou dar spoiler aqui.
Mas eu te pergunto:
você anda superestimando o problema… ou subestimando você?

Assiste até o final, salva para revisar depois e comenta aqui embaixo:

qual parte da sua mente costuma te sabotar mais — a ameaça ou a confiança?


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