04/06/2019
Ontem, dia 02 de junho, foi o Dia Internacional de Conscientização dos Transtornos Alimentares e para quem não sabe... Transtornos Alimentares (TA) são quadros psiquiátricos caracterizados por importante alteração no comportamento alimentar e disfunção no controle do peso e forma corporal, que levam a sérios prejuízos clínicos, psicológicos e de convívio social. São quadros de etiologia multifatorial, nos quais fatores genéticos, familiares, psicológicos e socioculturais se somam. A incidência é predominante em mulheres: menos de 10% são homens, mas atualmente a proporção homem/mulher começa a diminuir.
Você sabia que todo (ou quase todo) transtorno alimentar começa com uma dieta restritiva? Que fazer dieta restritiva severa aumenta 18x o risco de desenvolver um TA? E que uma dieta restritiva moderada aumenta em 5x esse risco? Pois é... estudos mostram que a restrição alimentar atua como um gatilho.
E o que seria uma dieta restritiva? É um plano alimentar, seguido por um determinado tempo com um intuito de perda de peso, que possui regras rígidas e controlam a quantidade e a qualidade dos alimentos.
Enquanto nossa ingestão alimentar deveria ser regulada automaticamente pelos sinais internos, de fome e saciedade, na restrição ela tem que ser cognitivamente controlada pelas regras da dieta. Como consequência, o comportamento alimentar f**a desregulado, podendo levar a perda de controle e ao consumo de grandes quantidades de alimentos, e normalmente aqueles que estão sendo excluídos.
Mas, se não é pra fazer dieta é pra fazer o que? Busque a verdadeira mudança de comportamento e à boa relação com a comida, os quais podem garantir a manutenção efetiva de um peso saudável.
Texto redigido pela nutricionista Fernanda Nóbrega (.fenobrega)