10/07/2026
Força, potência, resistência aeróbia, resistência anaeróbia, velocidade, capacidade de sprint repetido, agilidade e mobilidade são algumas valências físicas avaliadas e desenvolvidas pelo preparador físico.
Entretanto, existe uma variável que influencia todas essas capacidades e que raramente aparece na mesma planilha de treino: a Nutrição.
Sem disponibilidade adequada de glicogênio muscular, a qualidade do estímulo de treino pode se comprometida, reduzindo a magnitude das adaptações. Níveis baixos de ferritina, especialmente quando associados à deficiência funcional de ferro, podem comprometer o transporte de oxigênio, impactando o VO2 e a resistência aeróbica.
Da mesma forma, um padrão alimentar pró-inflamatório pode favorecer um estado inflamatório sistêmico de baixo grau, prejudicando a recuperação, a funcão muscular e a adaptação ao treino.
Cada valência física depende, em maior ou menor grau, de diferentes substratos e vias metabólicas. Cada substrato possui demandas nutricionais específicas. E cada demanda não atendida tem um custo: redução de desempenho, pior recuperacão, maior risco de lesões e, em alguns casos, o comprometimento de toda uma temporada.
O maior desafio, porém, costuma estar na fragmentação das análises. O preparador físico, nutricionista e o fisiologista trabalham com informações valiosas, mas, cada um observa apenas parte do quadro. Quando esses dados são integrados e as decisões são tomadas de forma conjunta, o potencial de desempenho do atleta e da equipe alcança outro nível.