Adriana Faro

Adriana Faro 👩🏼‍⚕️Nutróloga e Ginecologista
👩🏼‍🍳Natural Chef pela NOS Escola
📚Pós-graduanda Med Integrativa PUC Rio
👩🏼‍⚕️Embaixadora
📍Petrópolis-RJ

Imagine você, com 65 anos, depois da menopausa, carregando peso extra, sem energia e sem esperança. Não porque faltou es...
02/09/2026

Imagine você, com 65 anos, depois da menopausa, carregando peso extra, sem energia e sem esperança. Não porque faltou esforço ou vontade de mudar, mas porque já não acredita que ainda seja possível se sentir bem nesse corpo, nessa fase, nessa idade.

É exatamente isso que o descaso com a saúde da mulher na menopausa produz. Não apenas sintomas sem tratamento, mas mulheres que aprendem a não esperar mais nada de si mesmas.

Quando o cuidado é real, quando existe escuta de verdade, quando o protocolo respeita a biologia individual, algo se reorganiza que vai muito além do peso perdido. A mulher volta a confiar no próprio corpo. Volta a se olhar com carinho. Volta a ter disposição para a própria vida.

E é por isso que o resultado que me move não termina nos números da balança. Termina quando ela diz que voltou a dormir bem, que voltou a se reconhecer no espelho, que voltou a sentir esperança.

Esse é o impacto que guia o meu trabalho. Todos os dias.

Se você está nesse lugar agora, cansada de tentar, sem esperança, achando que “é assim mesmo”, me chama.

Hoje é o Dia do Educador Físico. E eu quero aproveitar para falar de algo que vivo na prática clínica toda semana.A medi...
01/09/2026

Hoje é o Dia do Educador Físico. E eu quero aproveitar para falar de algo que vivo na prática clínica toda semana.

A medicina do estilo de vida não funciona sozinha. Ela funciona em equipe. E o educador físico é um dos pilares mais essenciais dessa equipe.
Quando recebo uma paciente com menopausa, resistência insulínica, fadiga crônica, dor difusa ou composição corporal comprometida, o exercício físico não é uma sugestão de bem-estar que vai no final da consulta. É parte central do protocolo. Mas prescrever exercício e acompanhar exercício são coisas completamente diferentes.

O educador físico que entende de saúde — que olha para a paciente inteira, que sabe o que acontece com o corpo de uma mulher na perimenopausa, que adapta o treino para preservar massa muscular sem sobrecarregar um sistema nervoso já estressado, que percebe quando algo não está bem antes mesmo de o exame mostrar — esse profissional não está apenas prescrevendo movimento. Ele está tratando.

Treino de força que protege osso e músculo na menopausa. Aeróbico que regula cortisol e melhora sensibilidade à insulina. Progressão que respeita o ritmo de cada corpo. Presença que sustenta a consistência quando a motivação vacila. Olhar que percebe o que o paciente não diz em palavras.

Isso é medicina do estilo de vida aplicada. Isso é cuidado.

Feliz Dia do Educador Físico para todos os profissionais que constroem saúde real com cada paciente que colocam em movimento. O trabalho de vocês transforma vidas e eu tenho o privilégio de ver isso acontecer todos os dias.

Esse depoimento chegou na minha caixa de mensagens e eu precisava compartilhar com vocês.A Dora chegou com 25kg a mais, ...
31/08/2026

Esse depoimento chegou na minha caixa de mensagens e eu precisava compartilhar com vocês.

A Dora chegou com 25kg a mais, sem energia e sem esperança depois da menopausa, aos 65 anos. E o que ela me diz que mudou primeiro não foi o peso. Foi voltar a dormir bem. Ter disposição. Se olhar no espelho com carinho.

15kg eliminados são uma conquista real e concreta. Mas o que move o meu trabalho é exatamente o que está nas entrelinhas desse depoimento: uma mulher que se reencontrou.

Menopausa não é o fim. É uma fase que, com o cuidado certo, pode ser vivida com muito mais leveza, saúde e presença do que a maioria das mulheres imagina quando chega nela.

Obrigada, Dora, por confiar em mim e por deixar que a sua história inspire outras mulheres que estão passando pelo mesmo. 💛

Se você está nesse lugar agora, com peso, sem energia, sem esperança, saiba que tem jeito. E que o acompanhamento certo muda tudo.

Existe muita informação distorcida sobre reposição hormonal e emagrecimento. Uma revisão clínica publicada em março de 2...
28/08/2026

Existe muita informação distorcida sobre reposição hormonal e emagrecimento. Uma revisão clínica publicada em março de 2026 no Obesity Pillars mostra o que a ciência realmente diz.

A terapia hormonal na menopausa (MHT) não causa perda de peso signif**ativa. Ensaios clínicos e meta-análises são claros: não é tratamento para obesidade e não tem indicação da FDA para esse fim. Prescrever MHT para emagrecimento vai contra diretrizes médicas globais.

Mas a revisão também destaca que MHT tem efeitos metabólicos reais. A queda do estrogênio na menopausa acelera o acúmulo de gordura, desloca gordura para o abdome, reduz massa muscular e piora a sensibilidade à insulina. Estudos mostram que MHT pode reduzir gordura visceral, melhorar resistência insulínica em até 12,9% em mulheres sem diabetes e até 35,8% em diabéticas, além de ajudar a preservar massa muscular.

Outro ponto: ao melhorar sono, humor, dor e sintomas vasomotores, MHT remove barreiras que atrapalham exercício e alimentação saudável. Não emagrece por si só, mas cria condições para que o emagrecimento aconteça.

O dado mais importante: a saúde metabólica que você leva para a perimenopausa define como essa transição vai se manifestar. Mulheres com peso bem controlado e boa sensibilidade à insulina antes da menopausa têm menos sintomas, acumulam menos gordura visceral e respondem melhor ao tratamento.

Cuidar do metabolismo na perimenopausa não é separado do cuidado da menopausa, é a base dele.

Você tem dúvidas sobre reposição hormonal? Me conta nos comentários. 👇

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Fonte: DOI: 10.1016/j.obpill.2026.100258

Você dorme menos de 7 horas por noite?Se sim, esse post é para você.Um estudo publicado no SLEEP Advances, da Oxford Uni...
27/08/2026

Você dorme menos de 7 horas por noite?
Se sim, esse post é para você.

Um estudo publicado no SLEEP Advances, da Oxford University Press, analisou dados de mais de 3.000 condados nos Estados Unidos entre 2019 e 2025 e chegou a um resultado que não deveria mais ser subestimado: dormir menos de 7 horas por noite é o segundo maior preditor de expectativa de vida mais curta. Atrás apenas do cigarro. À frente de obesidade, diabetes e inatividade física.

O padrão se repetiu em praticamente todos os estados, todos os anos estudados, independente de renda, acesso à saúde ou localização. Sono insuficiente encurta a vida e essa relação é consistente o suficiente para ser tratada como dado clínico, não como sugestão de bem-estar.

Para a mulher depois dos 40, esse dado tem um peso ainda maior.

A queda da progesterona na perimenopausa compromete o sono de forma direta — porque a progesterona tem efeito sedativo natural e é essencial para o sono profundo e restaurador. Quando ela cai, o cérebro não consegue desligar de verdade, os despertares noturnos aumentam e o sono perde a capacidade de restaurar o organismo.

E quando o sono não restaura, o que acontece com o corpo da mulher nessa fase é uma cascata: o cortisol sobe, a insulina desregula, a inflamação aumenta, o metabolismo desacelera, o humor oscila, a imunidade cai, o peso não responde. Tudo o que ela já está tentando controlar f**a mais difícil.

Sono não é detalhe do estilo de vida. É pilar de saúde com impacto direto na longevidade. E para a mulher na perimenopausa, investigar e tratar a causa do sono ruim é parte essencial do protocolo de cuidado, não um extra para quando sobrar tempo.

Você dorme 7 horas ou mais por noite? Me conta nos comentários como está o seu sono. 👇


Fonte: DOI: 10.1093/sleepadvances/zpaf090

Um dado publicado no Medscape em maio de 2026 chama atenção: mulheres entre 50 e 64 anos são as que mais usam agonistas ...
26/08/2026

Um dado publicado no Medscape em maio de 2026 chama atenção: mulheres entre 50 e 64 anos são as que mais usam agonistas do GLP-1 para controle de peso nos EUA, 20% relatam uso atual ou passado. Paradoxalmente, são também as menos representadas nos estudos clínicos que deveriam orientar esse uso.

Essa desconexão importa, especialmente para quem está na menopausa ou perimenopausa e considera GLP-1. A medicina do estilo de vida já sabe: nessa fase, a perda de peso pode ser menor do que em mulheres mais jovens, não por falha do medicamento, mas porque o metabolismo muda, o gasto calórico cai e outras alterações acontecem ao mesmo tempo.

Outro ponto crítico é o risco de perda de massa muscular. Sem proteína adequada e treino de força, parte do peso perdido não é gordura, mas sim músculo, o que signif**a metabolismo mais lento, maior fragilidade e dificuldade em manter resultados.

GLP-1 não elimina gordura sozinho. Seu papel é reduzir a fome e o “ruído alimentar”, criando espaço para mudanças reais de alimentação e movimento. São essas mudanças que sustentam a perda de peso.

Vale reforçar: GLP-1 não é indicado para mulheres com peso normal e sem comorbidades metabólicas, mesmo que tenham ganho alguns quilos na menopausa.

No acompanhamento, além do número na balança, entram avaliação de composição corporal, protocolo de proteína, treino de força e análise hormonal e metabólica individualizada.

Você usa GLP-1 e está na menopausa ou perimenopausa? Compartilhe sua experiência nos comentários. 👇

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Fonte: Larkin M. Menopausa, agonistas do GLP-1 e perda ponderal na vida real. Medscape, 21/05/2026.

Dois anos de exercício conseguiram reverter 20 anos de envelhecimento do coração em adultos sedentários de 50 anos.O res...
25/08/2026

Dois anos de exercício conseguiram reverter 20 anos de envelhecimento do coração em adultos sedentários de 50 anos.

O resultado foi impressionante: o coração dessas pessoas passou a funcionar como o de alguém de 30. Isso não é exagero — é uma medida real da elasticidade do músculo cardíaco, publicada na revista científ**a Circulation.

Para mulheres na perimenopausa, esse dado é ainda mais importante. Antes da menopausa, o estrogênio protege naturalmente o coração: mantém os vasos flexíveis, controla o colesterol e reduz a inflamação. Mas quando esse hormônio começa a cair, essa proteção desaparece e o risco cardiovascular feminino se aproxima rapidamente do masculino — sem sintomas claros.

O exercício físico é a forma mais poderosa de compensar essa perda. Não é sobre estética ou “queimar calorias”: é sobre saúde real. Treinar de 4 a 5 vezes por semana, com consistência ao longo de dois anos, pode reverter o envelhecimento do coração e devolver a proteção que o estrogênio oferecia.

O estudo mostrou que o efeito é maior quando se começa antes dos 65 anos, porque o coração ainda responde melhor. Para mulheres na perimenopausa, essa oportunidade está acontecendo agora.

Na medicina do estilo de vida, exercício não é conselho genérico: é prescrição, com protocolo e integração ao cuidado hormonal, metabólico e nutricional. O coração merece essa atenção.

👉 E você, já incluiu o exercício como parte real da sua rotina? Me conta nos comentários! 👇

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Fonte: Levine BD et al. Circulation, American Heart Association

Esse mês,  a Sociedade Brasileira de Diabetes lançou novas orientações. E a principal mensagem é clara: cuidar do diabet...
24/08/2026

Esse mês, a Sociedade Brasileira de Diabetes lançou novas orientações. E a principal mensagem é clara: cuidar do diabetes vai muito além de controlar o açúcar no sangue.

Por muito tempo, o tratamento se concentrou apenas em baixar a glicemia. Mas descobriu-se que, mesmo com o açúcar controlado, órgãos como coração, rins e fígado continuam sofrendo. Quase metade das pessoas com diabetes já chega ao médico com algum problema nesses órgãos, muitas vezes sem perceber.

A novidade é que o tratamento precisa começar desde cedo protegendo os órgãos e combatendo a gordura que se acumula ao redor deles. Essa gordura “invisível” inflama o corpo e atrapalha o funcionamento de tudo. Por isso, perder de 10% a 15% do peso pode reduzir essa gordura e até levar à melhora ou remissão do diabetes.

Hoje, a medicina olha para a saúde como um todo: não só glicemia, mas também coração, rins, hormônios e até o intestino. E essa atenção deve começar antes mesmo do diagnóstico, já nos casos de pré-diabetes, resistência à insulina e gordura abdominal persistente.

👉 O diabetes não é só sobre açúcar no sangue. É sobre proteger o corpo inteiro.

Você já sabia disso? Me conta nos comentários!

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Fonte: Diretriz SBD 2026. Medscape, 21/08/2026.

Durante muito tempo, a dúvida sobre reposição hormonal foi: fazer ou não fazer? Hoje a ciência mostra que a pergunta cer...
21/08/2026

Durante muito tempo, a dúvida sobre reposição hormonal foi: fazer ou não fazer? Hoje a ciência mostra que a pergunta certa é quando começar.

Um estudo enorme, com dados de mais de 120 milhões de mulheres, revelou que iniciar o estrogênio ainda na perimenopausa — fase de transição antes da última menstruação — não aumenta o risco de câncer de mama, infarto ou AVC. Mas começar muito tempo depois da menopausa já instalada pode trazer mais riscos.

Isso confirma a ideia da “janela terapêutica”: existe um período em que o corpo responde melhor à reposição, com mais benefícios e menos riscos. E esse período é antes da menopausa completa.

A perimenopausa pode durar anos. O ciclo menstrual continua, mas os hormônios já oscilam. É nessa fase que aparecem sintomas como insônia, mudanças de humor, ondas de calor, queda da libido e alterações no metabolismo — muitas vezes confundidos com estresse ou idade.

O recado é claro: conversar cedo com a médica sobre reposição hormonal pode melhorar a qualidade de vida agora e proteger coração e cérebro no futuro.

Reposição hormonal não é igual para todas. É uma decisão individual, feita junto com o médico, considerando histórico, genética e o momento certo.

👉 Se você está na perimenopausa e nunca falou sobre isso com sua médica, este é o convite para começar essa conversa.

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Fonte: The Menopause Society Annual Meeting 2025. Chidi I, Pope R, Faubion S. The Timing of Estrogen Therapy: Perimenopausal Benefits and Postmenopausal Risks. menopause.org

O corpo funciona com um relógio interno chamado ritmo circadiano. Ele regula genes, hormônios, neurotransmissores e até ...
19/08/2026

O corpo funciona com um relógio interno chamado ritmo circadiano. Ele regula genes, hormônios, neurotransmissores e até as bactérias do intestino ao longo das 24 horas. Quando esse ritmo é desrespeitado com noites curtas, refeições tardias, uso de telas antes de dormir ou horários irregulares, o equilíbrio intestinal se perde. Isso reduz a diversidade de bactérias boas, aumenta as inflamatórias, compromete a produção de butirato e favorece a resistência à insulina e a inflamação.

A ciência mostra que dormir menos de seis horas por noite aumenta muito o risco de resistência à insulina. Pessoas saudáveis que dormem cinco horas ou menos por apenas quatro dias já apresentam intolerância à glicose. Respeitar o ritmo circadiano, com sono adequado, janela alimentar de 10 a 12 horas e redução da luz azul à noite, melhora sintomas de intestino irritável, glicemia, energia e inflamação em poucas semanas.

Você tem respeitado o ritmo do seu corpo? Me conta nos comentários. 👇

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