25/08/2026
O trabalhador recebeu alta do INSS, mas diz que não se sente em condições de retornar ao trabalho. E agora?
Essa é uma situação delicada — e mais comum do que muitas empresas imaginam.
A alta previdenciária encerra o benefício, mas o retorno às atividades precisa ser conduzido com avaliação ocupacional, responsabilidade e planejamento.
De acordo com a NR-7, quando o trabalhador permanece afastado por 30 dias ou mais por doença ou acidente, o exame de retorno deve ser realizado antes que ele reassuma suas funções. Nessa avaliação, também deve ser considerada a necessidade de um retorno gradativo.
Não basta perguntar: “Ele pode trabalhar?”
É preciso avaliar:
• qual é a condição atual de saúde do trabalhador;
• quais são as atividades reais da sua função;
• a quais riscos ocupacionais ele estará exposto;
• se existem limitações ou restrições temporárias;
• se há possibilidade de retorno gradativo ou readaptação para uma atividade compatível.
Simplesmente impedir o retorno pode deixar o trabalhador no chamado “limbo previdenciário”: sem o benefício do INSS e sem salário. Por outro lado, permitir que ele reassuma uma atividade incompatível com sua condição pode agravar o quadro clínico e gerar riscos para o trabalhador e para a empresa.
A melhor conduta é integrar Medicina do Trabalho, RH, Segurança do Trabalho, liderança e médico assistente, respeitando o sigilo médico e registrando adequadamente todas as decisões.
O retorno ao trabalho não deve ser apenas burocrático.
Quando bem conduzido, ele protege a saúde do trabalhador, oferece segurança para a empresa e pode evitar novos afastamentos.
A sua empresa possui um fluxo estruturado para receber colaboradores após a alta do INSS?
A Clínica Sphor Medicina Ocupacional auxilia empresas na avaliação de retorno, definição de restrições, readaptação funcional e acompanhamento da saúde dos trabalhadores.
Dra. Letícia Sphor
Médica do Trabalho e Geriatra
Clínica Sphor
53 99937-8042