Priscila Tonello

Priscila Tonello CRMRS 39572
RQE 36814

04/09/2026

A pergunta “vou precisar usar imunobiológico para sempre?” não tem uma resposta única.

Mais importante do que perguntar simplesmente “posso parar a medicação?” é avaliar:

“Minha doença está estável o suficiente para que uma redução seja segura no meu caso?”

Se você tem espondiloartrite e quer entender melhor a atividade da sua doença, o tratamento que está usando e quais possibilidades existem para o seu caso, a consulta é o momento de fazer essa avaliação de forma individual.

Para informações sobre atendimento, envie uma mensagem pelo WhatsApp: (51) 98447-4878.

Fé e espiritualidade também podem ser estudadas pela neurociência.Hoje pela manhã encontrei um post da Deanna Minich, Ph...
03/09/2026

Fé e espiritualidade também podem ser estudadas pela neurociência.

Hoje pela manhã encontrei um post da Deanna Minich, PhD, CNS, IFMCP sobre um termo que imediatamente me chamou atenção: neuroteologia.

A neuroteologia investiga cientificamente a relação entre as experiências religiosas e espirituais e o funcionamento do cérebro. E uma revisão sistemática publicada a pouco reuniu 105 estudos, realizados entre 1998 e 2026, avaliando diferentes práticas por meio de técnicas como eletroencefalograma, ressonância magnética funcional e outros métodos neurofisiológicos.

Foram estudadas práticas como meditação, oração, recitação, cânticos, experiências místicas, rituais e estados alterados de consciência, dentro de diferentes tradições religiosas e espirituais, inclusive o Espiritismo.

E talvez uma das partes mais interessantes seja justamente esta: não parece existir um único “circuito da espiritualidade”.

Diferentes práticas parecem envolver diferentes redes cerebrais relacionadas à atenção, processamento emocional, autorreferência, conexão social, memória e recompensa.

A meditação, por exemplo, apresentou padrões diferentes daqueles observados durante a oração ou a recitação.

Isso não significa que a neurociência tenha encontrado uma explicação para a fé e muito menos que uma experiência espiritual possa ser reduzida a uma região cerebral.

Mas aquilo que vivenciamos subjetivamente também deixa uma assinatura mensurável no organismo! ✨

E talvez ciência e espiritualidade não precisem ocupar lados opostos da mesa... elas podem simplesmente fazer perguntas diferentes sobre uma mesma experiência humana.

Referência:
Husain W, Ammar A, Wusqa U-T, et al. The Neuroscience of Religious and Spiritual Practices: A Systematic Review of Neurotheological Evidence. Brain and Behavior. 2026;16:e71733. doi:10.1002/brb3.71733.

02/09/2026

Quando existe correlação clínica, uma das possibilidades de tratamento é a compensação com elevação ou palmilha, geralmente associada à abordagem das alterações biomecânicas encontradas.

Parece um detalhe, mas, às vezes, um diagnóstico diferencial simples pode explicar anos de sobrecarga musculoesquelética e dor persistente.

Por isso, na investigação da dor musculoesquelética, olhar apenas para o local que dói nem sempre é suficiente.

Para informações sobre consultas, acesse o link na bio ou pelo WhatsApp (51)984474878.

Referências:
Campbell TM et al. Arch Phys Med Rehabil. 2018;99:981-993.e2.
Vogt B et al. Dtsch Arztebl Int. 2020;117:405-411.

28/08/2026

Quando falamos em manejo do estresse, a suplementação pode ser mais uma ferramenta, mas não deveria ser a primeira e nem a única.

Uma revisão publicada no American Journal of Medicine em 2025 cita entre as estratégias nutricionais estudadas para suporte ao eixo HPA:

- Ômega-3 (EPA + DHA): o artigo cita estudos com 1,25–3 g/dia por 8–12 semanas, associados a melhora da resiliência ao estresse e modulação do cortisol
- Vitaminas do complexo B: B6 participa de neurotransmissores como serotonina e GABA; B12 e folato também aparecem ligados à função neuroendócrina
- Vitamina C: relação com a redução de cortisol e resposta ao estresse
- Magnésio: relacionado à atividade de receptor de glicocorticoide, ACTH e metabolismo dos glicocorticoides.
- Zinco: deficiência pode favorecer hiperatividade do eixo HPA; suplementação é discutida especialmente quando há deficiência/maior demanda.
- Adaptógenos: Ashwagandha (Withania somnifera), Rhodiola rosea, Holy basil (Tulsi), Panax ginseng (Asian ginseng) e Licorice root (alcaçuz) etc.

*Adaptógenos* podem ser usados no curto prazo para estresse agudo ou por períodos mais longos no manejo do estresse crônico, mas com reavaliação periódica para confirmar a necessidade de continuidade e evitar tolerância. *Não é um suplemento para usar indefinidamente por conta própria.*

O ponto mais importante, porém, é a individualização, conforme exames, principalmente se estiver deficiente.

A indicação também depende de sinais e sintomas, alimentação, doenças associadas, medicamentos em uso e do contexto clínico daquele paciente.

Nenhuma cápsula substitui aquilo que sustenta a regulação do estresse no dia a dia: sono reparador, alimentação adequada, realização de atividade física, suporte social e o manejo das próprias causas de estresse.

Mas a suplementação certa e na dose certa pode ser mais uma ferramenta para melhorar a forma como o organismo lida com os estressores.

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Referência: Ring M. An Integrative Approach to HPA Axis Dysfunction: From Recognition to Recove

27/08/2026

O estresse faz parte da vida... e a resposta ao estresse também é fisiológica. O problema é quando essa ativação se mantém por tempo prolongado.

O estresse crônico pode alterar a regulação do eixo HPA, modificar o ritmo do cortisol e interferir no sono, metabolismo, inflamação e resposta imune.

Por isso, manejo do estresse não significa simplesmente “relaxar”e sim criar condições para que o organismo consiga ativar a resposta quando necessário e voltar ao equilíbrio depois.

Entre as estratégias estudadas estão sono reparador, atividade física, alimentação, suporte social e intervenções mente-corpo, como mindfulness e meditação.

Ou seja: não se trata de “baixar o cortisol a qualquer custo”, e sim de melhorar a regulação da resposta ao estresse.

Para informações sobre consultas, acesse o link na bio ou pelo WhatsApp (51)984474878.

Referências:
Ring M. An Integrative Approach to HPA Axis Dysfunction: From Recognition to Recovery. Am J Med. 2025;138:1451–1463.

26/08/2026

Sono e saúde têm uma relação de mão dupla!

Pacientes com doenças autoimunes apresentam com frequência maior sono fragmentado, despertares noturnos, sono não reparador e fadiga. Ao mesmo tempo, alterações persistentes do sono podem contribuir para desregulação imune e maior atividade inflamatória.

Por isso, além de perguntar “quantas horas você dorme?”, vale avaliar:
• regularidade dos horários
• despertares noturnos
• sensação de sono reparador
• dor durante a noite
• ronco ou suspeita de apneia

Sono é um dos pilares da regulação imunológica... não é detalhe, é parte do tratamento!

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Referências:
Besedovsky L, Lange T, Haack M. Nat Rev Immunol. 2019;19:337–349.
Sangle SR, Tench CM, D’Cruz DP. Curr Opin Pulm Med. 2015;21:553–556.
Institute for Functional Medicine. Sleep & the Immune System: The Impact of Sleep on Inflammation & Autoimmunity.

25/08/2026

Ortobiológicos: para que eles podem ser utilizados?

Os ortobiológicos fazem parte de uma área em rápida evolução dentro do tratamento das doenças musculoesqueléticas. Entre eles, um dos mais estudados é o PRP, plasma rico em plaquetas.

O PRP é obtido do sangue do próprio paciente e contém uma concentração aumentada de plaquetas, capazes de liberar diferentes fatores como PDGF, TGF-β, VEGF e outros envolvidos nas fases de reparo tecidual.

As possíveis aplicações estudadas incluem:
• Artrose / Osteoartrite, principalmente de joelho
• Tendinopatias, como algumas lesões do manguito rotador e epicondilalgia lateral
• Tendinopatia patelar
• Fasciopatia plantar
• Tendinopatia do Aquileo
• Algumas lesões musculoesqueléticas esportivas

Mas a evidência não é igual para todas essas condições.

Na osteoartrite de joelho, por exemplo, o PRP vem sendo estudado principalmente para melhora de dor e função. E existe uma questão importante: “PRP” não é um produto único. A concentração de plaquetas, a quantidade de leucócitos, a forma de preparo e a técnica de aplicação podem variar muito e isso influencia tanto os resultados dos estudos quanto a resposta clínica.

Outro ponto importante: ortobiológico não é sinônimo de regeneração 100% garantida. Melhorar dor e função não significa necessariamente reconstruir uma cartilagem já desgastada.

A escolha entre exercício, fisioterapia, tratamento medicamentoso, infiltrações e outras estratégias depende do tipo de lesão, grau de comprometimento estrutural, atividade inflamatória, sintomas e características individuais de cada paciente.

Para ter o melhor resultado existe a indicação adequada para o paciente adequado.

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Referências:
Van Schaik KD, Lee KS. Semin Musculoskelet Radiol. 2021;25:735–744.
Navani A, et al. Bioengineering. 2025;12:908.

24/08/2026

D-dímero alto não significa, automaticamente ou somente, trombose!

O D-dímero é um produto da degradação da fibrina. Em outras palavras: ele aparece quando há ativação de coagulação, formação de fibrina e posterior ativação da fibrinólise, o mecanismo responsável por degradá-la.

Por isso, ele pode estar aumentado em diversas situações além da trombose: envelhecimento, gestação, exercício físico intenso, infecções, pós-operatório, trauma, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes, doença renal e processos inflamatórios.

E aqui entra um ponto muito importante: existe uma relação íntima entre inflamação, coagulação e fibrinólise. Em processos inflamatórios ocorre maior formação de fibrina e, consequentemente, maior degradação dessa fibrina, podendo elevar o D-dímero. Isso pode ser observado inclusive em doenças autoimunes e em outros estados de inflamação crônica.

E a trombose? Sim, o D-dímero faz parte da investigação de TVP, tromboembolismo venoso. Mas, justamente por apresentar alta sensibilidade e baixa especificidade, seu principal valor é ajudar a excluir trombose em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica quando o resultado é negativo. Um D-dímero elevado, isoladamente, não confirma trombose.

Por isso, interpretar apenas o número, sem considerar a idade, sintomas, contexto clínico, doenças associadas e outros exames, pode gerar investigação desnecessária e muita ansiedade.

D-dímero, assim como outros exames e marcadores de inflamação, é mais um dado que precisa ser interpretado dentro do contexto clínico.

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