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🧠NeuroGeronGenética
DoençasNeurodegenerativas
MembroAbeneuro
🩺Clínica Bem Estar Saúde
JulianSaúdeVida
Alcides Gonzaga 235BoaVistaPorto Alegre/RS

06/10/2026

Alzheimer 🧠

04/10/2026

O acolhimento de uma pessoa com Alzheimer ou outra demência vai muito além de cuidar do corpo. É cuidar da pessoa que existe por trás da doença. 🧠💜

Precisamos oferecer paciência, respeito, escuta e segurança, mesmo quando ela repete perguntas, se confunde, pede pela mãe ou diz que quer ir para casa. Esses comportamentos não são “teimosia” ou “manha”; muitas vezes são manifestações das alterações causadas pela própria doença.

Em vez de confrontar ou corrigir o tempo todo, podemos acolher o sentimento, tranquilizar e redirecionar com carinho.

Porque, mesmo quando a memória falha, a pessoa continua sentindo amor, medo, carinho, insegurança e necessidade de ser respeitada.

Cuidar de alguém com demência é, antes de tudo, preservar sua dignidade. 💜

04/10/2026

O Alzheimer precoce é a doença de Alzheimer que começa antes dos 65 anos. Ele é menos comum que o Alzheimer de início tardio, mas pode atingir pessoas ainda em idade profissional e familiar ativa.

🧠 Por que acontece?

Não existe uma única causa. Na maioria dos casos, é resultado da combinação de genética, envelhecimento cerebral e outros fatores biológicos.

🔹 Genética: uma pequena parcela dos casos é causada por mutações hereditárias, principalmente nos genes APP, PSEN1 e PSEN2. Nesses casos, vários familiares podem apresentar Alzheimer em idades semelhantes.

🔹 APOE: a variante APOE ε4 aumenta o risco de Alzheimer, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Ter o gene não é uma sentença.

🔹 Alterações no cérebro: ocorre acúmulo anormal de proteínas, principalmente beta-amiloide e tau, levando progressivamente a alterações nas conexões entre os neurônios e à perda neuronal.

🔹 Fatores de risco: doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, perda auditiva, isolamento social, depressão e outros fatores podem contribuir para aumentar o risco.

⚠️ Um detalhe muito importante

No Alzheimer precoce, os primeiros sinais nem sempre são esquecimentos. Dependendo da região cerebral inicialmente afetada, podem aparecer dificuldades de linguagem, planejamento, organização, orientação espacial, comportamento ou desempenho no trabalho.

E algo muito comum é a própria pessoa não perceber ou não aceitar inicialmente as mudanças, podendo acreditar que são os outros que estão esquecendo ou cometendo erros. Isso pode acontecer por alterações da percepção sobre o próprio funcionamento cognitivo.

E genética não é destino. Mesmo quando existe predisposição genética, ela não determina sozinha quem desenvolverá a doença.
Dra. Andreia Costa | Neurodegenerativa | AlzheimerDemência 🧠🧬

01/10/2026

Alzheimer Precoce
A própria pessoa pode não perceber ou não aceitar que suas dificuldades de memória e outras funções cognitivas estão acontecendo com ela.

🧠 Alzheimer precoce: quando os sinais começam?

O termo Alzheimer de início precoce geralmente é usado quando os sintomas começam antes dos 65 anos. É menos comum que o Alzheimer de início tardio, mas pode acontecer inclusive em pessoas bem mais jovens.

Os primeiros sinais podem aparecer de forma sutil e gradual, por exemplo:

* esquecer conversas recentes ou compromissos;
* repetir perguntas ou histórias;
* dificuldade para encontrar palavras;
* perder-se em lugares conhecidos;
* apresentar dificuldade para organizar tarefas que antes eram simples;
* cometer erros incomuns no trabalho;
* ter dificuldade para lidar com dinheiro, documentos ou planejamento;
* apresentar mudanças de comportamento ou personalidade.

E existe algo muito interessante: no início, a pessoa pode continuar funcionando relativamente bem e encontrar maneiras de compensar suas dificuldades.

“Eu não estou esquecendo… são os outros!”

Algumas pessoas podem não reconhecer seus próprios déficits ou minimizar o que está acontecendo. Isso pode ocorrer por falta de percepção das alterações cognitivas, fenômeno chamado anosognosia, embora nem toda pessoa com Alzheimer apresente isso.

Então ela pode pensar:

“Eu não estou esquecendo. É você que não me contou.”

Ou:

“Todo mundo está ficando esquecido, menos eu.”

Eles podem acreditar que o marido, esposa, mãe, pai, os filhos ou colegas estão esquecendo mais do que ela, quando, na realidade, as mudanças cognitivas já estão começando a interferir na própria vida.

Isso não significa necessariamente que a pessoa esteja mentindo ou tentando esconder alguma coisa. Para ela, aquela percepção pode ser verdadeira naquele momento.

Por isso, confrontar repetidamente dizendo “você está esquecendo tudo!” geralmente não ajuda.

Quanto mais cedo houver investigação, maiores são as possibilidades de identificar a causa das alterações, iniciar cuidados adequados e planejar o futuro.
Dra. Andreia Costa | Neurodegenerativa | AlzheimerDemência 🧠🧬

01/10/2026

🧸 Bonecas terapêuticas nas pessoas com Alzheimer

Algumas pessoas com Alzheimer podem olhar para uma boneca e acreditar que ela é um bebê ou uma criança real. Podem querer pegar no colo, cobrir, alimentar, colocar para dormir, conversar ou protegê-la.

Isso não deve ser simplesmente tratado como “imaginação” ou como algo sem importância. Para aquela pessoa, a experiência pode ser emocionalmente verdadeira naquele momento.

A boneca pode despertar memórias e sentimentos relacionados à maternidade, paternidade, cuidado e proteção. Mesmo quando a pessoa já não consegue lembrar nomes, datas ou acontecimentos recentes, determinadas memórias emocionais e comportamentos aprendidos ao longo da vida podem permanecer relativamente preservados.

❤️ O que é a terapia com bonecas?

A chamada terapia com bonecas (doll therapy) utiliza bonecas realistas como recurso não farmacológico para algumas pessoas com demência.

Quando bem utilizada, pode ajudar a:

* proporcionar conforto e sensação de segurança;
* diminuir ansiedade e agitação em algumas pessoas;
* favorecer expressão de afeto e comunicação;
* oferecer uma atividade significativa durante o dia;
* estimular comportamentos de cuidado;
* reduzir momentos de solidão;
* proporcionar uma sensação de propósito e participação.

Por exemplo, uma paciente pode dizer:

“Preciso cuidar do meu bebê.”

Em vez de simplesmente corrigir:

“Isso não é um bebê, é uma boneca.”

podemos acolher a necessidade emocional:

“Vamos cuidar dele. Quer colocar uma mantinha?”

Isso não significa necessariamente confirmar uma realidade falsa. É uma forma de entrar na experiência da pessoa sem confrontá-la, quando isso traz conforto e não oferece risco.

🧠 Mas é importante individualizar

A boneca não funciona para todos os pacientes. Algumas pessoas podem não demonstrar interesse, enquanto outras podem ficar mais agitadas, possessivas ou até interpretar a boneca de maneira negativa.
Dra. Andreia Costa | Neurodegenerativa | AlzheimerDemência 🧠🧬

30/09/2026

🧠 Alzheimer precoce
Dra. Andreia Costa | Neurodegenerativa | AlzheimerDemência 🧠🧬

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🧠 “Quero ir para casa” ou “Quero ver minha mãe”

Na pessoa com Alzheimer ou outras demências, essas frases nem sempre significam literalmente que ela quer ir para a casa onde morava ou encontrar a mãe naquele momento.

A doença pode comprometer memória, orientação temporal e espacial e a capacidade de reconhecer a própria realidade atual. Assim, a pessoa pode estar vivendo uma referência de outra fase da vida.

Por exemplo:

* 👵 “Quero minha mãe” — a pessoa pode estar buscando segurança, proteção e conforto, mesmo que a mãe tenha falecido há muitos anos.
* 🏠 “Quero ir para casa” — pode significar “quero me sentir segura”, “quero voltar para um lugar conhecido” ou simplesmente que ela está desorientada naquele momento.
* ⏰ Ela pode acreditar que ainda é jovem e que precisa voltar para a casa dos pais, mesmo estando com 80 anos.

❤️ Como o cuidador deve responder?

Evite confrontar ou tentar provar que ela está errada.
Dra. Andreia Costa | Neurodegenerativa | AlzheimerDemência 🧠🧬

Endereço

Porto Alegre, RS

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