08/01/2026
Ontem eu fiz um daith — e, dessa vez, o motivo não era estética. Era enxaqueca.
Eu já perfurei daith muitas vezes e não dá pra fingir que esse pedido não existe: tem gente que busca esse piercing justamente pra aliviar (ou até “curar”) as crises. E ontem teve um detalhe que deixou tudo ainda mais curioso: a cliente era médica.
Antes de qualquer romantização, eu faço sempre o mesmo “discurso chato” (e necessário): não existe evidência científica sólida que comprove o daith como tratamento para enxaqueca. Não é promessa, não é prescrição, não é milagre.
Mas também seria desonesto ignorar o que eu vejo na prática. Porque, ao longo do tempo, eu já presenciei resultados impressionantes. Se é placebo, se é efeito de ponto de pressão, se é algum mecanismo que a ciência ainda não fechou… eu não sei. O que eu sei é: acontece.
E ontem aconteceu de um jeito quase irritante de tão direto: a dor passou na hora. Instantâneo. E quando quem diz isso é uma médica — alguém treinado pra desconfiar — o daith fica… ainda mais misterioso.
Na Nautilus, a gente trata isso com a seriedade certa:
• técnica, anatomia e biossegurança em primeiro lugar
• sem promessas
• e com uma pergunta honesta no ar: e se, por algum motivo, isso realmente ajuda algumas pessoas?
Se você tem enxaqueca e quer entender se o daith faz sentido pra você (nem todo ouvido é igual), me chama e a gente faz uma avaliação.