Jana Barcellos

Jana Barcellos Saúde, prevenção e reabilitação cardiovascular basedas em evidências.

21/08/2026

Essa semana ouvi uma pergunta que não saiu da minha cabeça: e se a gente já tiver parado de pensar muito antes da inteligência artificial chegar?

A gente passou décadas preenchendo cada espaço vazio com mais produção. E foi assim que foi deixando de lado as coisas que mais nos tornam humanos.

Sentir leva tempo, criar leva tempo, estar presente numa conversa leva tempo. A gente foi tratando tudo isso como ineficiência.

O sono costuma mostrar sinais que a rotina tenta normalizar.No estudo piloto da Pesquisa Sonata Brasil, realizado em par...
18/08/2026

O sono costuma mostrar sinais que a rotina tenta normalizar.
No estudo piloto da Pesquisa Sonata Brasil, realizado em parceria entre Sonata Brasil e Instituto Jana Barcellos, observamos uma presença importante de ansiedade, sobrecarga, mente acelerada e alterações na qualidade do sono entre as participantes.

Mas eles apontam para algo que merece atenção: a saúde emocional, o sono, os sonhos e o contexto de vida não caminham separados.

Quando uma mulher vive períodos de maior sobrecarga, o corpo pode sinalizar de muitas formas. Às vezes, no cansaço ao acordar. Às vezes, na mente que não desacelera. Às vezes, na piora da qualidade do sono. Às vezes, na intensidade dos sonhos.

A proposta da Pesquisa Sonata Brasil é olhar para esses sinais com ciência, cuidado e responsabilidade, ampliando a compreensão sobre saúde da mulher, estresse e recuperação.

Nota: Estudo piloto exploratório. Os resultados não devem ser generalizados para toda a população feminina, mas ajudam a orientar novas perguntas de pesquisa.

14/08/2026

A NR-1 está trazendo os riscos psicossociais para uma discussão que as empresas não podem mais tratar apenas como uma questão individual.

E talvez esse seja o ponto mais interessante dessa mudança: olhar para a organização do trabalho também como parte da prevenção.

A nova redação está em vigor desde 26 de maio de 2026, e o próprio Ministério do Trabalho reforça que o gerenciamento precisa considerar fatores psicossociais relacionados ao trabalho.

É uma conversa que interessa à legislação, claro. Mas interessa profundamente à saúde.

Na sua empresa, a NR-1 já está sendo discutida apenas como adequação ou também como uma oportunidade de rever a forma como o trabalho está organizado?

Quando o adoecimento vira afastamento, a empresa já está lidando com uma consequência. Por isso, saúde corporativa també...
13/08/2026

Quando o adoecimento vira afastamento, a empresa já está lidando com uma consequência. Por isso, saúde corporativa também exige capacidade de perceber o que está mudando enquanto as pessoas ainda estão trabalhando.

Esse olhar interessa especialmente a quem ocupa posições de liderança e gestão de pessoas, porque amplia a discussão para além de ações pontuais de bem-estar e coloca a saúde dentro das decisões da empresa.

É esse debate que levo para palestras e encontros corporativos.

Se esse é um tema que a sua empresa precisa discutir com mais profundidade, fale comigo pelo link da bio.

05/08/2026

O RH costuma ser quem inicia as conversas sobre saúde dentro das empresas, mas ele não consegue sustentar essa pauta sozinho.

Uma ação interna pode ser bem planejada, uma palestra pode ser excelente, uma campanha pode mobilizar muita gente. Ainda assim, se a rotina da empresa continua premiando excesso, urgência permanente e disponibilidade sem limite, a mensagem não se sustenta.

Saúde corporativa precisa de planejamento, mas também precisa de coerência.

Ela aparece no jeito como a liderança organiza o trabalho, conduz reuniões, reconhece pessoas, lida com pausas, responde à pressão e trata os sinais de sobrecarga.

Quando liderança e RH caminham juntos, saúde deixa de ser apenas uma data no calendário e começa a ganhar espaço na cultura.

29/07/2026

Empresas costumam ser muito boas em acompanhar entrega, prazo e desempenho, mas nem sempre olham com a mesma atenção para a carga que sustenta esses números.

E carga não é só quantidade de trabalho. É pressão acumulada, urgência permanente, sono ruim, pouca recuperação, excesso de alerta e uma rotina em que o corpo precisa compensar para seguir funcionando.

Em algum momento, isso deixa de ser invisível e começa a aparecer na qualidade das decisões, na comunicação, no retrabalho, no humor das equipes, na energia da liderança e nos afastamentos.

Falar sobre saúde nas empresas também é aprender a fazer perguntas melhores sobre a forma como o trabalho está sendo sustentado.

O corpo não entende metas, mas respeita seus limites.Essa é a base de tudo que levo para empresas, RHs e lideranças nas ...
27/07/2026

O corpo não entende metas, mas respeita seus limites.
Essa é a base de tudo que levo para empresas, RHs e lideranças nas minhas palestras.

Depois de mais de 20 anos pesquisando saúde cardiovascular em ambientes de alta complexidade, desenvolvi uma tese sobre o que acontece quando organizações ignoram os limites biológicos, cognitivos e emocionais das suas equipes, e o que é possível construir quando param de ignorar.

Se a sua empresa quer ter essa conversa antes do próximo afastamento, o link da bio tem o caminho.

24/07/2026

Na saúde, inovação não pode ser tratada como argumento de venda.

Novo exame, nova tecnologia, novo método ou nova abordagem só fazem sentido quando existe evidência, segurança e responsabilidade sustentando aquela escolha.

O mercado costuma premiar velocidade mas a ciência trabalha com outro tempo.

Ela testa, revisa, compara, questiona, confirma e avalia riscos antes de transformar uma ideia em conduta.

Isso é ainda mais importante quando existe interesse comercial envolvido. Porque, no cuidado em saúde, não estamos falando de um produto que pode ser trocado depois, estamos falando de pessoas.

01/07/2026

Nem toda observação é evidência.

E nem toda boa ideia se transforma em uma boa solução.

A ciência não existe para impedir a inovação. Ela existe para testar, questionar e validar aquilo que realmente melhora a vida das pessoas.

Porque o tempo da ciência não é o tempo do mercado.

E na saúde, segurança sempre deve vir antes da pressa.

O que você aí do outro lado acha disso?

05/05/2026

A gente ainda subestima a força das mulheres.

E não é opinião — é fisiologia.

Um estudo recente com homens e mulheres treinados mostrou algo muito interessante:

➡️ Mesmo treino
➡️ Mesma carga (75% de 1RM)
➡️ Mesma estrutura

👉 Mulheres realizaram quase o DOBRO de repetições ao longo das séries.

Mas o mais importante não é só isso.

Em uma única série até a falha, o desempenho foi praticamente igual.

Ou seja…
a diferença não está na força isolada.

👉 Está na forma como a fadiga acontece
👉 E principalmente na recuperação ENTRE as séries

Mulheres:

✔️ Recuperam mais rápido entre séries
✔️ Acumulam menos fadiga metabólica
✔️ Produzem menos lactato

E mesmo com maior volume…

👉 A recuperação de força e a dor muscular foram semelhantes até 72 horas.

Agora me responde:

Quantas vezes você já viu mulheres treinando com menos carga, menos volume…
e intervalos maiores “porque precisam”?

Talvez o problema não seja a capacidade delas.

Talvez seja a forma como a gente prescreve.

E isso muda tudo —
na performance, na reabilitação e na autonomia dessas mulheres.

Salva esse conteúdo.

Porque isso aqui não é detalhe.
É prática baseada em evidência.

🔬 Referência

Nuckols et al., 2026 – The effects of biological s*x on fatigue and recovery from resistance exercise

Endereço

Avenida Independência 925 Sala 309
Porto Alegre, RS
90420160

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