Amor e ódio, criação e destruição - Rubem Paz

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Amor e ódio, criação e destruição - Rubem Paz Rubem Paz - Psicólogo, Analista Junguiano, atendimento online e presencial, contato (51)995268858 Fonte, livro O Mundo Interior do Trauma - Donald Kalsched

Todos os opostos são de Deus, e, portanto, o homem precisa se curvar a esse fardo; e, ao fazer isso, ele descobre que Deus, na sua oposição", apossou-se dele, encarnou nele. Ele se torna um receptáculo repleto de conflito divino (Jó, parágrafo 659). É preciso ser capaz de sofrer Deus. Essa é a suprema tarefa do portador de ideias ( Jung, 1973, p.65).

Essa frase é amplamente atribuída a Jung e expressa uma ideia central da psicologia analítica:“O homem que nunca passou ...
05/08/2026

Essa frase é amplamente atribuída a Jung e expressa uma ideia central da psicologia analítica:

“O homem que nunca passou pelo inferno de suas paixões nunca as superou.”
Jung

O sentido não é o de glorificar o sofrimento ou agir impulsivamente, mas afirmar que ninguém transforma aquilo que evita. As paixões, os impulsos, a raiva, o medo, o desejo, a inveja ou o luto precisam ser reconhecidos e atravessados conscientemente. Quando são reprimidos ou negados, tendem a permanecer atuando de forma inconsciente, governando a vida da pessoa.
Na perspectiva junguiana, essa travessia faz parte do processo de individuação, descer ao próprio inferno significa encontrar a sombra, suportar o conflito entre os opostos e permitir que uma consciência mais ampla emerja. Não se trata de ser consumido pelas paixões, mas de conhecê-las suficientemente para que deixem de dominar a personalidade.
Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
Atendimentos on-line e presencial, consultório sito Av Getúlio Vargas, 1157, Conjunto 1310, Menino Deus, Porto Alegre, RS
watts 051995268858

Na psicologia analítica, os sonhos desempenham uma função reguladora e compensatória da psique. Eles oferecem uma via de...
05/08/2026

Na psicologia analítica, os sonhos desempenham uma função reguladora e compensatória da psique. Eles oferecem uma via de expressão para conteúdos inconscientes que, se permanecessem totalmente reprimidos, poderiam desequilibrar a personalidade. Nesse sentido, pode-se dizer que os sonhos ajudam a preservar o equilíbrio psíquico.
O sonho não elimina a loucura, ele oferece um caminho para que a alma não precise adoecer em silêncio.
Jung escreveu:

“O sonho é uma pequena porta escondida no mais profundo e mais íntimo santuário da alma.”

E também afirmava que os sonhos são uma manifestação espontânea do inconsciente, trazendo aquilo que a consciência precisa conhecer para ampliar sua visão.

Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
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Nem Todos MorremEm memória de Carl Gustav JungÀs dezesseis horas de um 6 de junho, silenciou-se uma voz,mas não o mistér...
07/06/2026

Nem Todos Morrem
Em memória de Carl Gustav Jung

Às dezesseis horas de um 6 de junho, silenciou-se uma voz,
mas não o mistério que ela escutava.
O céu de Küsnacht vestiu-se de tempestade, e um raio desceu sobre a árvore amiga,
aquela que tantas vezes acolhera o homem em diálogo com a alma.
Como um último símbolo,
a natureza pareceu curvar-se
diante de quem aprendera a ler sua linguagem secreta.
Partiu Jung.
Mas nem todos morrem.
Há vidas que atravessam o tempo como rios subterrâneos, alimentando fontes invisíveis
em corações que jamais conheceram seu rosto.
Na pedra repousa a inscrição:

Vocatus atque non vocatus deus aderit.
Invocado ou não, o deus estará presente.

Presente no sonho que nos visita, na sombra que pede reconhecimento, na dor que deseja transformar-se em sentido, na estranha coincidência que ilumina o caminho.

“Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou”,
escreveu ele.

E talvez seja também a história
que cada um de nós é chamado a viver:
descer às profundezas,
encontrar os próprios monstros e tesouros,e retornar mais inteiro ao mundo.
Nem todos morrem.
Alguns tornam-se sementes.
E seguem florescendo na alma humana, sempre que alguém tem a coragem de olhar para dentro e escutar, no silêncio,
a voz eterna do Si-Mesmo.
🙏🌹🦋

Devemos nos importar com os mitos e estudá-los, porque eles não são apenas histórias antigas, são mapas da alma humana.N...
20/03/2026

Devemos nos importar com os mitos e estudá-los, porque eles não são apenas histórias antigas, são mapas da alma humana.
Nos mitos, encontramos a forma como gregos e romanos compreendiam o mundo, a vida, o sofrimento e o destino. Seus deuses não eram perfeitos: amavam, traíam, lutavam, erravam. E é justamente nisso que se aproximam de nós. Ao narrar feitos de heróis, forças divinas e tragédias humanas, os mitos revelam padrões profundos da experiência psíquica, aquilo que Jung chamou de arquétipos.
O herói que enfrenta provas impossíveis, a deusa ferida, o velho sábio, a sombra destrutiva, todos esses personagens vivem também dentro de nós. Os mitos organizam essas imagens em narrativas que dão sentido ao caos da existência, oferecendo linguagem simbólica para aquilo que, muitas vezes, não conseguimos dizer diretamente.
Mais do que registros de uma visão de mundo antiga, os mitos são espelhos atemporais. Eles mostram como as culturas clássicas viam a si mesmas, mas, sobretudo, revelam como o ser humano, em qualquer época, tenta compreender sua própria condição.
Estudar mitos, portanto, não é olhar para trás. É aprofundar o olhar para dentro. 🙏🦋🌹
Imagem Zeus no Olimpo

Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
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Zeus, senhor do céu vasto e do trovão, ergue-se no Olimpo como força e decisão.Filho de Cronos, rompeu o tempo devorador...
20/03/2026

Zeus, senhor do céu vasto e do trovão, ergue-se no Olimpo como força e decisão.
Filho de Cronos, rompeu o tempo devorador, libertou os irmãos, instaurou nova ordem e vigor. Nas mãos, o raio, símbolo de poder e destino,
no olhar, a vastidão de um deus divino. Rege os ventos, as nuvens e a tempestade,
sustenta o mundo entre justiça e vontade. Amante incansável, fecundo em criação,
gerou deuses e heróis em profusão. Hércules, força, Atena, razão e estratégia;
Apolo, luz que atravessa toda tragédia. Mas em sua grandeza também há contradição,
Zeus é ordem e impulso, lei e paixão. Como os homens, carrega desejo e conflito,
faz do Olimpo um espelho do humano infinito. Assim, mais que um deus distante a reinar,
Zeus vive no mito, e em nós a pulsar.🙏🦋🌹

Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
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A psicologia arquetípica de James Hillman nos lembra de algo essencial: a alma fala por imagens.Jung já dizia que não so...
15/03/2026

A psicologia arquetípica de James Hillman nos lembra de algo essencial: a alma fala por imagens.
Jung já dizia que não somos feitos apenas de fatos e acontecimentos, mas também de símbolos, sonhos e mitos que procuram expressão na vida. Dentro de cada pessoa existe um centro vivo, um núcleo de sentido que lentamente tenta tomar forma.
Hillman chamou isso de a “teoria da bolota”, assim como a bolota já contém o carvalho em potência, cada vida traz dentro de si um desenho secreto, um daimon que orienta o caminho da alma.
Por isso, talvez nossas estranhezas, paixões, repetições e até certas feridas não sejam apenas problemas a eliminar, mas sinais do caráter que a alma tenta esculpir em nós. No fundo, a questão não é apenas corrigir a vida.
É aprender a escutar.
Escutar os sonhos.
Escutar as imagens.
Escutar os chamados silenciosos da alma.
Porque, às vezes, não somos nós que estamos vivendo uma história. É a história da nossa alma que está tentando viver através de nós. 🙏🦋🌹

Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
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A primeira flor de Adália na horta é um acontecimento da alma. Não é apenas uma flor, é um arquétipo que se manifesta, u...
30/11/2025

A primeira flor de Adália na horta é um acontecimento da alma. Não é apenas uma flor, é um arquétipo que se manifesta, um sinal do Self que brota entre terra e céu.
Ela se ergue como um pequeno portal imaginal, onde o azul infinito toca o húmus escuro, e a vida revela sua vocação de juntar opostos. Assim, a flor não nasce apenas no canteiro, mas no mundo interior de quem a contempla. 🙏🦋🌹

As primeiras flores de Lótus que emergem na horta orgânica não pertencem apenas ao jardim, são imagens primordiais que s...
30/11/2025

As primeiras flores de Lótus que emergem na horta orgânica não pertencem apenas ao jardim, são imagens primordiais que se erguem do inconsciente.
Nascidas do lodo, elas revelam a antiga sabedoria do arquétipo,aquilo que brota das zonas sombrias também aponta para o numinoso.
Como emissárias do grande céu azul, encarnam o eterno movimento da alma entre profundidade e altitude, matéria e espírito.
Assim, cada Lótus que se abre é uma epifania do Self, mostrando que o mundo interior e o mundo da terra são um só campo imaginal. 🙏🦋🌹

A Ferrugem da MenteAssim como o ferro se destrói pela própria ferrugem, a mente se desgasta pelos pensamentos que abriga...
03/11/2025

A Ferrugem da Mente

Assim como o ferro se destrói pela própria ferrugem, a mente se desgasta pelos pensamentos que abriga.
Tomada pela neurose, vai se envenenando aos poucos, presa num lugar salgado onde nada cresce. A autocrítica constante, o medo e a negatividade são formas sutis de corrosão emocional.
Mas os pensamentos também podem ser cura, quando cultivamos gratidão, aceitação e compaixão, fortalecemos o equilíbrio interior.
O que nos enfraquece não é o que acontece fora, mas o modo como interpretamos o que acontece.
Cuidar dos pensamentos é cuidar da saúde da alma, ser dono das próprias emoções, como dizia Jung. 🙏🦋🌹
Rubem Paz
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Primavera arquétipo da esperança Bem-vinda, primavera da alma!Tuas flores anunciam o renascimento do Self,teu perfume de...
22/09/2025

Primavera arquétipo da esperança

Bem-vinda, primavera da alma!
Tuas flores anunciam o renascimento do Self,
teu perfume desperta o que estava adormecido nas sombras do inverno.
Cada broto que rompe a terra
é símbolo do inconsciente que se abre à consciência, trazendo à luz aquilo que antes era semente em silêncio.
O verde que se espalha nos campos
é a promessa da vida que insiste em recomeçar,
da psique que se renova em ciclos eternos.
Primavera é convite para nos tornarmos quem somos, é caminho do florescer interior.
Que em nós também desabroche a beleza,
que possamos integrar nossas partes esquecidas e caminhar leves, sustentados pelo sopro do Self. 🙏🦋🌹

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