05/08/2026
Essa frase é amplamente atribuída a Jung e expressa uma ideia central da psicologia analítica:
“O homem que nunca passou pelo inferno de suas paixões nunca as superou.”
Jung
O sentido não é o de glorificar o sofrimento ou agir impulsivamente, mas afirmar que ninguém transforma aquilo que evita. As paixões, os impulsos, a raiva, o medo, o desejo, a inveja ou o luto precisam ser reconhecidos e atravessados conscientemente. Quando são reprimidos ou negados, tendem a permanecer atuando de forma inconsciente, governando a vida da pessoa.
Na perspectiva junguiana, essa travessia faz parte do processo de individuação, descer ao próprio inferno significa encontrar a sombra, suportar o conflito entre os opostos e permitir que uma consciência mais ampla emerja. Não se trata de ser consumido pelas paixões, mas de conhecê-las suficientemente para que deixem de dominar a personalidade.
Rubem Paz, Psicólogo – CRP 07/21661, Analista Junguiano, membro do IJRS e AJB, bem como da International Association for Analytical Psychology (IAAP) – (Zurique/Suíça) e Agricultor Familiar Orgânico
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