05/05/2026
Hoje participamos de uma roda de debates e reflexões sobre o Projeto de entrega responsável, junto à equipe do 2º Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre. Um espaço potente de escuta, troca e compromisso com a proteção integral de mães e crianças.
Falar sobre entrega responsável é, antes de tudo, falar sobre acolhimento sem julgamento. Existem mulheres que, por diferentes motivos, emocionais, sociais, econômicos ou psicológicos , não conseguem exercer a maternidade naquele momento, muitas delas, fruto de abusos. E reconhecer isso, não as torna menos dignas; ao contrário, pode representar um ato de cuidado e responsabilidade.
É fundamental que essas mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem caminhos legais e protegidos para essa decisão. Procurar os órgãos competentes, é garantir que todo o processo ocorra com respeito, sigilo e amparo, preservando tanto a mãe quanto a criança.
Da mesma forma, é essencial que os hospitais e suas equipes, estejam preparados para acolher essas situações com sensibilidade e ética, evitando qualquer forma de preconceito ou constrangimento. O sigilo deve ser assegurado, e o cuidado precisa ser integral.
Quando a entrega é feita de forma responsável, protegida e acompanhada, abre-se a possibilidade de que essa criança seja inserida em uma família que possa oferecer amor, estabilidade, oportunidades e qualidade de vida.
Seguimos refletindo e trabalhando para que esse tema, seja cada vez mais compreendido, respeitado e tratado com a seriedade e humanidade que exige. 💗