23/10/2020
- Tu te sentes nesta busca ou já a encontrou?!
Estamos sempre em busca de algo, seja um estado emocional, um sentimento, um estado mental, um conhecimento, um estado físico, uma habilidade e assim por diante.
Parece que uma de nossas condições é a eterna busca.
Quando, finalmente, encontramos algo que buscávamos abrem-se duas grandes rotas: desenvolver ainda mais ou acostumar-se com o dito encontrado.
Aperfeiçoar é um dos encantamos, sempre podemos mais. Descobrimos a mágica do insaciável e o poder que nos proporciona de irmos além.
Por outro lado, acomodar-se. Tal conquista se demonstra tão bem-vinda, que apenas o ato de desfruta-la já é saciável e encantador, mas este fenômeno logo nos leva a uma tendência de não vermos mais tamanha conquista com a passagem do tempo.
“Don’t take it for grated”, expressaria bem em inglês.
Bom, ambas rotas nos conduzem, mais cedo ou mais tarde, a sairmos da zona de conforto e irmos em busca.
Neste ponto, nossos quereres quase seriam utopias. Mas, ao meu ver, não o são, na medida em que desfrutamos deles por um tempo ou a própria companhia da procura. O que resta, mesmo, como conclusivo esta mais para a tão famosa impermanência.
Assim, o segredinho desta caminhada aqui, me parece que é desfrutar do está disponível a mim sem expectativas ou frustrações, permitindo que o estado de bem-estar me acompanhe e quando este se retirar que acolha sua saída e firmemente se busque esta mesma rota novamente até que esta gangorra faça movimentos curtos e leves a ponto de que tudo me soe como gratidão e oportunidade de ser melhor a cada dia e através desta integração entender o estado de bem-estar estar como um pouco acima das buscas e as conquistas e as situações, boas ou ruins, se apresentem como cenas de um filme, este filme da nossa vida.