05/08/2026
Existem cicatrizes que não são visíveis no corpo,
estão apenas na alma,
quase como que 'congeladas'
no tempo-e-espaço que parece passado
(mas que para o inconsciente),
ainda é o presente!
Tem cicatrizes que doem,
custam a passar,
tornam-se doloridas,
quase como uma dor-contínua...
Aquela que pinga-pinga-pinga,
como um gotejar de uma to****ra enguiçada.
Tem cicatrizes que são visíveis,
bem na nossa cara,
essas não tem como disfarçar,
por mais que às vezes,
outros a vejam mais que nós mesmos
(pois estas podem ser vistas,
apenas por espelhos!)...
Existem cicatrizes que contam histórias, memórias e sentimentos de toda ordem:
de medo, dor e desconforto,
de vergonha e também de grandeza (como um parto, já pensou por esse lado?)...
Cicatrizes são marcas de 'guerra' que trazem o registro de sobrevivência do corpo,
aquele instinto que nos faz permanecer em pé,
apesar de toda e qualquer tempestade tempestuosa!
Cicatrizes não precisam ser escondidas, nem superadas.
Podem ser apenas integradas em nossa história e ressignificadas,
cada uma com seu traço e cor,
com sua carga emocional e peso de dor
(porque o corpo sofre, embora a mente possa ser imune)...
Cicatrize-se!
Não apenas com o tempo, remédio ou medicinas,
mas com suas lágrimas escondidas, dores integradas se transformam em frutos fecundos,
oriundos de um mar profundo
de misericórdia, amor e perdão incondicional
(por nós mesmos, em primeiro lugar!)
Se perdoar, se responsabilizar, aceitar aquela marca como um lembrete que sua força é invencível! Que sua capacidade é infinita e abundante!
Que uma marca pode permanecer (por dentro ou fora da pele), mas quem a gente escolhe viver (e ser) a partir disso, aí é uma outra história!
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🌹 Ana Carolina Reis