06/02/2026
Parto Domiciliar Planejado
seguro, responsável e muito amoroso
Nascer é um evento íntimo e familiar.
Parteiras não são coisa do passado. Em todo o canto há mulheres escutando esse chamado de apoiar outras mulheres em seus partos, como sempre foi. Assim como, em todo o canto, há mulheres escutando o chamado de suas próprias naturezas em parir com intimidade e aconchego, quando se é possível (e na grande maioria dos casos é; estima-se que apenas 5 a 15% dos nascimentos vao realmente precisar de intervenção - cirúrgica ou não).
As parteiras tem seu própria pré-natal de acompanhamento, estudam complicações possíveis, tem treinamento para reanimação neonatal, fazem sutura quando necessário. Além de que, recebem instrução espiritual ao longo de todo o acompanhamento e/ou momento do parto. Elas estão preparadas para, caso precise ir ao hospital, fazer isso no momento certo sabendo a distância que estão do hospital mais próximo.
Nascer em casa é o ambiente mais seguro para um bebê saudável em uma gestação de baixo risco. Nossos corpos sabem parir. Os bebês sabem nascer. Confiar na sabedoria do corpo e da VIDA (que quer viver e sabe o caminho) e se entregar para isso, é transformador.
O parto traz a tona mensagens e memórias de outros tempo. Abre o campo para uma cura profunda que pode ser bem aproveitada se guarnecida no pós parto. Resguardo é coisa séria.
Eu agradeço a equipe que nos acompanhou. Eliane scheele, Nina e Val. Três mulheres competentes, treinadas, que fazem parto pélvico domiciliar (coisa que a maioria dos médicos e obstetras não sabem fazer) - mas esse papo das competências técnicas das parteiras trago aqui para mostrar e falar da importância de reavivar essa sabedoria de partejar, pra lembrar que a parteria é VIVA e sempre pode ser uma opção a ser considerada, junto com as demais e que a DECISÃO cabe a mulher que está a parir, que seja uma decisão bem informada e segura.
Para além das competências técnicas, saúdo o que realmente importou no nosso parir - o amor, cuidado e zelo conosco, com minhas vontades… a paciência… (continua no comentários)