09/12/2021
Os viajantes com doença cardíaca devem observar os cuidados adequados à sua condição, além das medidas de proteção em relação às infecções. São desaconselháveis viagens para regiões remotas, sem estrutura adequada para atendimento médico, com altitude elevada ou que exigem um grau de esforço físico maior que o desejável para o indivíduo. Nas viagens de avião, deve ser levado em consideração que a quantidade de oxigênio é menor no interior das aeronaves do que no nível do mar, o que é um fator de risco adicional.
Aqueles acometidos de complicações cardiovasculares devem ser orientados a adiar os vôos durante o período de estabilização e recuperação. Os prazos a serem observados são (podem ser revistos pelo médico assistente):
👉 Infarto não complicado: aguardar duas a três semanas.
👉 Infarto complicado: aguardar seis semanas.
👉 Angina instável: não deve voar.
👉 Insuficiência cardíaca grave e descompensada: não deve voar.
👉 Insuficiência cardíaca moderada: verificar com o médico se há necessidade de utilização de oxigênio durante o vôo.
👉 Revascularização cardíaca: aguardar duas semanas.
👉 Taquicardia ventricular ou supraventricular não controlada: não voar.
👉 Marcapassos e desfibriladores implantáveis: não há contraindicações.
Nos casos de AVC, deve-se considerar o estado geral e a extensão da doença:
👉 AVC isquêmico pequeno: aguardar 4 a 5 dias.
👉 AVC em progressão: aguardar 7 dias.
👉 AVC hemorrágico não operado: aguardar 7 dias.
👉 AVC hemorrágico operado: aguardar 14 dias.
Tem dúvidas? Converse com um cardiologista de sua confiança, crie hábitos saudáveis e lembre-se sempre: prevenir é o melhor remédio!
provida
com informações de: civs-ufrj e saude.es.gov.br