Dr Caio Pina

Ligar Como chegar

Dr Caio Pina Dedicado ao tratamento das neuropatias. Cansado de sentir uma “dor cansada”, eu posso te ajudar.

Da sala de aula à sala de cirurgia.Voltar ao Centro Escolar Carochinha Centro Escolar Carochinha , onde estudei quando c...
15/09/2026

Da sala de aula à sala de cirurgia.

Voltar ao Centro Escolar Carochinha Centro Escolar Carochinha , onde estudei quando criança, foi como reencontrar o começo da minha própria história.

Foi ali que conheci o basquete, aprendi a aprender, tornei-me um bom aluno e encontrei amigos que continuam comigo até hoje. Sem tudo o que vivi nessa escola, certamente eu não seria quem sou.

Desta vez, retornei para conversar com os jovens do ensino médio sobre a jornada de um médico: as escolhas, o vestibular, a formação, a decisão da especialidade e, principalmente, uma pergunta que muitos deles carregam:

Ainda vale a pena fazer Medicina?

Eu acredito profundamente que sim.

A Medicina está mudando. A inteligência artificial transformará muitas coisas, mas acredito que ela também nos permitirá dedicar mais tempo ao que realmente importa: a pessoa que está diante de nós.

Pessoas continuarão sendo cuidadas por pessoas.

Tenho muito orgulho da jornada que trilhei e espero ter inspirado algum daqueles jovens a seguir esse caminho — talvez na Medicina, na Ortopedia ou no cuidado de pessoas que sofrem com dor crônica.

Foi sensacional voltar ao lugar onde tantos sonhos começaram e, desta vez, ajudar outros a começarem a sonhar.

E, se você ainda está em dúvida se vale a pena fazer Medicina: só faz, pô. Pensa muito não. É difícil, exige muito… mas é massa.

15/09/2026

Nunca é tarde para acreditar em dias melhores.

Aos 80 anos, ela chegou até mim convivendo com as marcas deixadas pela quimioterapia: dor, dormência, queimação e perda de força nas pernas. A bengala já fazia parte dos seus dias, mas ainda havia dentro dela algo que a dor não conseguiu vencer: a vontade de viver.

Após a cirurgia, ela deixou a bengala. E voltou a dançar.

Porque a neuropatia pós-quimioterapia não precisa ser uma sentença de sofrimento para toda a vida. Existem casos em que podemos encontrar compressões dos nervos periféricos passíveis de tratamento. Há caminhos que podem aliviar a dor, recuperar movimentos e devolver autonomia.

Dois meses depois, durante a alta, ela me disse:

“Poxa, doutor, o senhor é tão legal… Pena que não é desses médicos que a gente f**a voltando várias vezes.”

Eu sorri e respondi que a vida do cirurgião é feita de relacionamentos breves, mas muito intensos.

Nós nos encontramos quando a dor ocupa espaço demais. Caminhamos juntos por um trecho difícil. E, quando tudo dá certo, despedimo-nos para que o paciente possa voltar à própria vida.

Talvez algumas despedidas sejam, na verdade, uma forma bonita de vitória.

Aos 80 anos, ainda dá para sonhar. Ainda dá para recomeçar. E, graças a Deus, ainda dá para dançar.

14/09/2026

“A dor faz parte da corrida.”

Essa é uma mentira que contaram para você.

Durante muito tempo, a filosofia do “no pain, no gain” fez muitos atletas acreditarem que sentir dor era apenas o preço a pagar pela evolução. Mas nem toda dor signif**a esforço — algumas são um pedido de atenção do corpo.

Às vezes, é necessário ajustar a intensidade do treino. Em outros casos, investigar inflamações, lesões por esforço repetitivo ou fraturas por estresse.

Mas há uma causa ainda pouco lembrada: as síndromes de compressão dos nervos periféricos.

Essas compressões também podem acontecer em pessoas jovens, ativas e bem condicionadas. Podem causar dor em queimação, choques, dormência, perda de força e queda de desempenho — e, quando corretamente identif**adas, podem ter tratamento efetivo.

Dor não é fraqueza. E suportá-la indefinidamente não é sinal de evolução.

O corpo fala. Precisamos aprender a escutá-lo.

E você: qual outra mentira já ouviu sobre atividade física e dor?

10/09/2026

“Eu vou dançar forró!”

Foi uma das primeiras coisas que ouvi dessa paciente paraibana depois da cirurgia.

Ela acordou, percebeu que a dormência estava diferente e, ainda naquele momento de felicidade, já começou a fazer planos para o próximo São João.

Como ela mora perto de Campina Grande, aproveitei para lembrá-la de um fato científico absolutamente indiscutível: o São João de Caruaru ainda é o melhor do mundo.

Ela, obviamente, discordou.

Depois de uma discussão baseada em evidências bastante questionáveis dos dois lados, decidimos pelo empate para preservar a relação médico-paciente.

Mas fiquei pensando na frase dela:

“Eu vou dançar forró.”

Para quem convive com dor, dormência e limitações por tanto tempo, voltar a imaginar uma festa, uma dança, uma viagem ou simplesmente algo que antes fazia parte da vida pode signif**ar muito mais do que qualquer escala de dor.

No fim, pouco importa se o melhor São João é o de Campina Grande ou o de Caruaru — embora eu mantenha minhas convicções.

O que importa é que todos terminem felizes.

Que o paciente esteja feliz com sua recuperação. Que o médico tenha a alegria de olhar para o próprio trabalho e sentir que valeu a pena. E que possamos continuar contribuindo, cada um à sua maneira, na história uns dos outros.

Afinal, ninguém dança forró sozinho.

E uma boa quadrilha também não acontece com uma pessoa só.

Precisa do padre, do delegado, do noivo, da noiva… precisa de gente diferente, cumprindo papéis diferentes, mas caminhando na mesma direção.

Talvez cuidar de alguém seja um pouco assim também.

Paciente, família, médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e todos aqueles que participam do caminho.

Ninguém precisa fazer tudo. Mas todos podem fazer alguma coisa pelo bem comum.

E se, no final, ela estiver dançando forró no próximo São João, eu aceito até dizer que Campina Grande empatou com Caruaru.

Mas só empatou.

Fiquem com Deus.

10/09/2026

“Escutar é mais difícil que falar.”

Essa frase de Escutatória, de Thomas Brieu, tem me acompanhado nos últimos meses.

E confesso: para mim, é verdade.

Eu adoro falar. Falar do meu trabalho, do que estudo, das cirurgias e, principalmente, das histórias que terminaram bem.

Mas tenho percebido que aprender a ouvir é muito mais difícil.

O livro traz outra frase que me incomodou de uma maneira boa:

“Escutar não é esperar sua vez de falar.”

Quantas vezes fazemos exatamente isso?

Enquanto alguém fala, já estamos preparando a resposta. Pensando no próximo exame, no diagnóstico, no tratamento ou na nossa própria experiência.

Na medicina, isso pode nos custar justamente aquilo que mais precisamos conhecer: a história do paciente.

Essa paciente veio do interior da Paraíba depois de anos convivendo com dor, formigamento e limitações causadas pela neuropatia pós-quimioterapia.

Quando chegou ao consultório, uma das coisas que mais a marcou foi perceber que alguém queria ouvir sua história.

E foi ouvindo que surgiram novas perguntas.

Será que toda aquela dor era consequência irreversível da quimioterapia?

Será que havia também compressões dos nervos periféricos contribuindo para seus sintomas?

É o ouvir que permite questionar. E é o questionar que, às vezes, nos permite encontrar outros caminhos.

Cinco dias depois da cirurgia, ela me enviou um vídeo caminhando novamente.

Ainda é cedo. Há uma recuperação inteira pela frente.

Mas talvez essa história tenha me ensinado algo tão importante quanto qualquer técnica cirúrgica:

antes de procurar a resposta, precisamos aprender a oferecer silêncio.

Um silêncio com atenção.
Sem julgamento.
Sem pressa para responder.

Porque exames mostram imagens.

Pessoas contam histórias.

E algumas histórias só revelam aquilo que precisamos saber quando encontram alguém verdadeiramente disposto a escutar.

Fiquem com Deus.

09/09/2026

“A quimioterapia ferrou meus nervos.”

Foi assim que ela chegou até mim.

Depois do tratamento contra o câncer, vieram dor, dormência e formigamento nas pernas e nos pés. Já não conseguia usar sandálias ou tênis normalmente. Caminhar 200 metros era quase impossível.

E ela acreditava que sua neuropatia pós-quimioterapia não teria mais jeito.

Do interior da Paraíba, passou meses me “estudando” pelas redes sociais até criar coragem para vir a Recife.

Quando chegou, disse que encontrou aqui algo que há muito tempo não encontrava: alguém interessado em ouvir sua história.

E havia algo importante naquela história.

A quimioterapia pode, sim, lesar os nervos. Mas nem todo sintoma precisa signif**ar que aquele nervo está definitivamente perdido.

Em alguns pacientes com neuropatia pós-quimioterapia, encontramos também compressões dos nervos periféricos contribuindo para a dor, o formigamento, a dormência e a perda de força.

E compressões podem ser tratáveis.

Cinco dias depois da cirurgia, ainda com pontos e curativos, ela me mandou um vídeo fazendo uma caminhada.

Já estava dormindo melhor, com redução importante da dor e do formigamento. Aqueles 200 metros que antes pareciam impossíveis começavam a f**ar para trás.

É cedo. Ainda existe uma recuperação inteira pela frente.

Mas quero que essa história chegue a quem sofre com neuropatia pós-quimioterapia e acredita que não existe mais nada a fazer.

Nem todo paciente terá uma compressão nervosa. Nem todos terão indicação cirúrgica.

Mas talvez “meus nervos foram destruídos” não precise ser o fim da história.

Depois de tudo o que alguém já enfrentou contra o câncer, acredito que vale a pena investigar antes de dizer que não há mais esperança.

Fiquem com Deus.

08/09/2026

“Doutor, aquela canseira que eu tinha nas pernas eu não tenho mais. Minhas pernas estão com mais força. Estou conseguindo andar dentro de casa e não está doendo.”

Recebi esse áudio de uma paciente com espondilite anquilosante e dor crônica que tratamos recentemente por compressões dos nervos periféricos.

Ainda estamos no começo da recuperação. Ela ainda relata dormência nos dedos dos pés e o desconforto esperado nos locais operados. Por isso, é cedo para falar em resultado definitivo.

Mas ouvir “estou conseguindo andar dentro de casa” tem um signif**ado enorme quando conhecemos a história por trás dessa frase.

No segundo áudio, ela terminou dizendo:

“Agradeço a Deus por ter colocado o senhor no meu caminho. O senhor está sendo um anjo…”

Confesso que não gosto muito quando me chamam de anjo.

Anjos, na minha compreensão da fé, pertencem a outra dimensão. Eu sou humano — e conheço muito bem minhas limitações e minhas falhas.

Mas acredito profundamente que podemos escolher ser instrumentos de transformação do Reino de Deus aqui na Terra.

Todas as noites, quando oro pelos meus filhos, peço a Deus que eles cresçam fortes e corajosos, obedientes à Palavra e que sejam instrumentos dessa transformação do Teu reino aqui na Terra.

E talvez eu não possa pedir isso a eles sem tentar viver da mesma maneira.

Foi também por isso que escolhi dedicar uma parte tão importante da minha vida profissional ao estudo da dor neuropática e das compressões dos nervos periféricos.

Não porque eu tenha resposta para toda dor. Muito menos porque uma cirurgia possa resolver todos os problemas de alguém com uma doença tão complexa quanto a espondilite anquilosante.

Mas porque, quando existe algo que podemos compreender e tratar, acredito que temos o dever de tentar.

Ela ainda tem um caminho pela frente.

Mas hoje anda pela própria casa com menos dor e sentindo as pernas mais fortes.

Para alguns, pode parecer pouco.

Para quem conhece a história inteira, é muita coisa.

Que Deus continue nos permitindo ser instrumentos na vida uns dos outros.

07/09/2026

Às vezes, o que uma pessoa mais quer recuperar não é a força nas pernas. É a segurança para receber um abraço.

Conversando com essa paciente, ela me contou sobre a relação maravilhosa que tem com os netos.

O mais novo ainda é um pequeno de 8 anos. Quando a vê, corre e se joga em seus braços.

Só que hoje esse momento, que deveria ser apenas alegria, também traz medo.

Ela já não se sente segura para sustentá-lo. Tem receio de que as pernas falhem e não suportem o peso do neto.

É nessas horas que a gente entende que dor crônica nunca é apenas uma nota de 0 a 10.

É deixar de fazer coisas que pareciam pequenas. É perder confiança no próprio corpo. É começar a ter medo até daquilo que mais ama.

Ela tem espondilite anquilosante. E faço questão de deixar algo muito claro: espondilite é uma doença reumatológica e deve necessariamente ser acompanhada e tratada pelo reumatologista.

Eu sou ortopedista e cirurgião da mão e tenho dedicado grande parte do meu trabalho ao estudo e tratamento das compressões dos nervos periféricos.

Meu papel nessa história não é tratar a espondilite.

É investigar se, além dela, existem neuropatias compressivas contribuindo para a dor, a alteração de sensibilidade ou a perda de força — e tratá-las quando houver indicação.

Uma coisa não substitui a outra.

Na verdade, acredito cada vez mais no contrário: quanto mais profissionais estiverem verdadeiramente envolvidos no cuidado de uma pessoa com uma doença autoimune, melhor.

Reumatologista, fisioterapeuta, profissionais da dor, cirurgião de nervos e todos aqueles que forem necessários.

Não precisamos disputar o paciente.
Precisamos cuidar dele juntos.

Porque, no fim, talvez o objetivo não seja apenas melhorar um exame ou tratar um nervo.

Às vezes, é ajudar uma avó a recuperar a confiança para, quando o neto correr em sua direção, pensar apenas no abraço.

Fiquem com Deus.

07/09/2026

Espondilite anquilosante e dor crônica: será que toda a dor de um paciente com espondilite é causada pela própria doença?

Neste vídeo, compartilho o caso de uma paciente com espondilite anquilosante, histórico de uveíte e dor crônica, em quem a investigação clínica revelou também a presença de neuropatias compressivas — compressões dos nervos periféricos.

Esse é um ponto que considero fundamental no tratamento da dor crônica: um diagnóstico importante não necessariamente explica todos os sintomas de uma pessoa.

Doenças reumatológicas e inflamatórias podem provocar dor e alterações importantes no organismo. Mas alguns pacientes também podem apresentar compressões dos nervos periféricos, capazes de contribuir para sintomas como dor neuropática, queimação, formigamento, alterações de sensibilidade e perda de força.

Quando uma neuropatia compressiva é identif**ada, tratar o nervo não signif**a curar a espondilite anquilosante. Signif**a investigar e, quando indicado, tratar outra possível fonte de dor.

A uveíte desta paciente também me fez lembrar de uma história que acompanho há algum tempo. Sou ouvinte assíduo do Jota Jota Podcast, do Joel Jota, que já compartilhou publicamente sua experiência com doença autoimune e uveíte.

Mas talvez a principal mensagem deste vídeo seja outra.

Na medicina, precisamos ter disposição para voltar ao problema quando a primeira resposta não explica tudo.

E isso me lembra uma palavra que gosto muito de ouvir Clóvis de Barros Filho discutir: brio.

Brio para estudar novamente.
Brio para ouvir o paciente.
Brio para reconhecer aquilo que ainda não sabemos.
E brio para continuar procurando aquilo que ainda pode ser tratado.

Dor crônica não combina com respostas simplistas.

Uma pessoa pode ter mais de uma razão para sentir dor.

Dr. Caio Pina
Ortopedista | Cirurgião da Mão e Nervos Periféricos
CRM-PE 22.516

05/09/2026

Exames não sentem dor. Pessoas sentem.

Hoje, conversando com uma paciente, pensei novamente sobre algo que tem se tornado cada vez mais importante para mim na medicina: para tratar a dor, primeiro precisamos entender a história.

E uma história nunca cabe inteira em uma imagem.

A ressonância registra um recorte. O exame aponta caminhos. Mas é a pessoa diante de nós que sente, que sofre e que pode nos contar aquilo que nenhuma imagem consegue mostrar.

Neste caso, o exame sugeria uma explicação. Mas os sintomas contavam outra história. Foi preciso ouvir, examinar e procurar além daquilo que estava escrito no laudo.

E isso exige uma coisa cada vez mais rara: tempo.

Vivemos com pressa. Queremos respostas rápidas, consultas rápidas, diagnósticos rápidos. Curiosamente, ao mesmo tempo, vemos tanta gente redescobrindo a câmera analógica, o crochê, o artesanal… talvez porque exista em nós uma saudade das coisas que precisam de tempo.

A medicina também precisa de tempo.

Tempo para perguntar.
Tempo para examinar.
Tempo para perceber um detalhe aparentemente sem importância.
E, principalmente, tempo para ouvir.

Já ouvi algumas vezes que eu “enrolo demais” nas consultas. Talvez eu realmente seja um pouco mais lento.

Mas é porque aprendi que os detalhes importam.

Os nervos contam ao cérebro aquilo que acontece no nosso corpo. Os exames conseguem fotografar alguns momentos dessa história. Mas nenhum deles substitui a pessoa que está sentada diante de nós.

A vida humana não é uma fotografia. É um filme inteiro acontecendo.

E nós, médicos, recebemos o privilégio de entrar por alguns minutos na história de alguém.

Por isso, se você deseja cuidar de pessoas, aprenda também a ser um pouco mais lento.

Escute.

Observe.

Esteja presente.

Porque, no fim, pessoas precisam ser cuidadas por pessoas.

Endereço

Avenida Rui Barbosa 1541
Recife, PE
52050000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 16:00 - 19:00
Quinta-feira 16:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 11:00

Telefone

+81999770345

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Dr Caio Pina publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar