08/10/2026
O problema é que a perda óssea da vida da mulher se inicia justamente na transição menopausal. Quando a gente espera até os 65, muitas vezes descobre uma perda que poderia ter sido prevenida anos antes.
Por isso, no meu consultório, eu peço a densitometria antes: já na perimenopausa ou bem no início da menopausa.
E não olho só para a idade ou para a fase hormonal. Algumas mulheres têm uma predisposição maior à osteoporose e merecem atenção ainda mais cedo, como as que têm peso baixo, pouca massa muscular, histórico de osteoporose ou fratura na família, ou doença celíaca, por exemplo. Nesses casos, esperar é perder tempo de prevenção.
E por que isso importa? Porque se a densitometria mostra massa óssea abaixo do esperado (osteopenia), essa mulher precisa saber que o estradiol é uma opção de prevenção. Ela pode escolher fazer ou não, mas precisa ter essa informação para decidir. Cuidar dos ossos começa muito antes da fratura.