19/06/2026
As alterações no padrão de sono ao longo do envelhecimento são manifestações fisiológicas, hormonais e neurológicas esperadas, caracterizadas pela redução da produção de melatonina e uma diminuição gradual de cerca de dez minutos de descanso por década após os 60 anos. Para indivíduos acima de 65 anos, a necessidade biológica passa a ser de 6 a 8 horas diárias, com tendência a despertares precoces e maior fragmentação noturna. Na abordagem geriátrica, ressalta-se que dormir menos não se traduz necessariamente em um distúrbio; o parâmetro clínico determinante é a qualidade do despertar e a manutenção da energia diurna. A intervenção especializada torna-se necessária apenas quando a privação de sono gera sonolência excessiva ou prejuízos cognitivos, condições que elevam os riscos cardiovasculares e metabólicos.
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2026/06/09/por-que-o-sono-muda-com-o-envelhecimento-e-o-que-e-considerado-normal.ghtm