08/01/2018
“Quando um médico se defronta com a grande tarefa de ajudar uma pessoa psiquicamente enferma, vê à sua frente dois caminhos: ele pode registrar o que é mórbido. Irá, então , a partir dos sintomas da doença, concluir pela existência de um dos quadros mórbidos impessoais que foram descritos. (...) Ou pode trilhar outro caminho: pode escutar o doente como se fosse um amigo de confiança. Nesse cado, dirigirá a sua atenção menos para constatar o que é mórbido, para anotar sintomas psicopatológicos e, a partir disso, chegar a um diagnóstico impessoal, é mais para tentar compreender uma pessoa humana na sua singularidade e convivências suas aflições, seus temores, seus desejos e suas experiências pessoais.”
Bleuler