Dra Mauy Mana

Dra Mauy Mana Gastroenterologia & Hepatologia Clínica

Sim, esteatose (gordura no fígado) tem cura! O tratamento tem como principal foco a modificação do estilo de vida, sendo...
28/03/2023

Sim, esteatose (gordura no fígado) tem cura! O tratamento tem como principal foco a modificação do estilo de vida, sendo medida essencial em todas as fases da doença, tanto mais efetiva quanto mais precocemente instituída.

Como ainda não existe um tratamento farmacológico específico para a doença, frequentemente a abordagem se concentra no controle dos fatores de risco, como obesidade e resistência insulínica. O objetivo final do tratamento, além da redução da mortalidade, é a tentativa de reduzir a progressão da lesão hepática, principalmente para cirrose, além da redução da incidência de carcinoma hepatocelular.

📌 Medidas não farmacológicas:
➔ Dieta pobre em lipídios e de baixo teor calórico (a Dieta do Mediterrâneo demonstrou ótimos resultados);
➔ Prática de atividades físicas (tanto exercícios aeróbicos como treinos de resistência parecem ser efetivos no controle do depósito de gordura no fígado, porém a prática regular e continua é necessária);
➔ Evitar consumo de bebida alcoólica (quantidades de 30g para os homens e 20g para as mulheres, parecem ser seguras);
➔ Perdas ponderais de pelo menos 7-10% do peso inicial, mostraram impacto na melhora histológica dos pacientes com NASH (esteatohepatite), com redução dos graus de esteatose e inflamação, assim como nos níveis das enzimas hepáticas;

📌 Medidas farmacológicas (foco na resistência insulínica, estresse oxidativo e no processo inflamatório):
➔ Vitamina E;
➔ N-Acetilcisteína;
➔ Estatinas e ômega 3;
➔ Metformina;
➔ Pioglitazona;
➔ Agonistas do receptor GLP-1;

Cerca de 20% dos portadores de doença gordurosa podem evoluir com cirrose, e a presença de fibrose é o principal fator para essa evolução. A esteatose ainda se constitui em grande desafio na hepatologia, o tratamento é essencial para evitar as complicações da doença. Ter gordura no figado não é normal, procure ajuda de um especialista!

Os inibidores de bomba de prótons, aqueles medicamentos da família dos “prazol” (omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, ra...
27/03/2023

Os inibidores de bomba de prótons, aqueles medicamentos da família dos “prazol” (omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, rabeprazol, esomeprazol, dexlansoprazol) são dr**as amplamente utilizadas no mundo e atuam através da inibição da secreção acida gástrica.

Desde seu lançamento no final da década de 80, revolucionaram a abordagem terapêutica da úlcera péptica e da doença do refluxo gastresofágico, proporcionando uma substancial redução na morbimortalidade associada a essas afecções e tornando-se uma das dr**as mais prescritas em todo mundo.

Alguns efeitos adversos podem ser observados no uso a longo prazo dessas medicações:

➡️ Deficiência de vitamina B12;
➡️ Infecção por clostridium difficile;
➡️ Nefrite intersticial aguda;
➡️ Deficiência de magnésio;
➡️ Diminuição da absorção de ferro;
➡️ Demência (esta associação deve ser interpretada com cautela, uma vez que os estudos que avaliaram esta variável apresentaram algumas falhas metodológicas e mais estudos ainda são necessários para comprovar esta associação);
➡️ SIBO (Supercrescimento bacteriano do intestino delgado);
➡️ PBE (Peritonite bacteriana espontânea) em cirróticos;
➡️ Pólipos gástricos de glândulas fúndicas.

📌 Apesar de serem medicações seguras e o risco da supressão ácida prolongada pelo IBP raramente produzir efeitos adversos relevantes, sempre é necessária uma indicação médica precisa, com doses e duração da terapêutica adequadas para o uso seguro dessas medicações.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem crônica, altamente prevalente, do eixo cérebro-intestino. A maior...
25/03/2023

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem crônica, altamente prevalente, do eixo cérebro-intestino. A maior prevalência é observada na faixa etária entre 30 e 50 anos, com idade média de 40 anos.

Apesar de ser tradicionalmente relacionada ao s**o feminino, estudos recentes apontaram para um aumento da incidência entre os homens. No Brasil, a SII afeta aproximadamente 10% a 15% da população, com redução dessa proporção após 60 anos.

📌 A sua etiopatogenia ainda não está totalmente esclarecida, mas há uma extensa variedade de mecanismos envolvidos. Seja na apresentação inicial, seja na exacerbação, os estressores psicológicos, que incluem os transtornos de humor e/ ou físicos, podem preceder à sintomatologia. É fato que as alterações da motilidade intestinal, a hipersensibilidade visceral e o estilo de vida do paciente são fatores desencadeadores relevantes nessa síndrome.

Para o diagnóstico (critérios de Roma IV) é necessário a presença de dor abdominal recorrente, na média pelo menos um dia por semana nos últimos 3 meses, associada a dois ou mais dos critérios abaixo:

➡️ Relacionada à defecação;
➡️ Associada à alteração da frequência das defecações;
➡️ Associada à alteração na forma (aparência) das fezes.

Esse distúrbio é classificado conforme o padrão de funcionamento do trânsito intestinal: diarreia predominante, constipação predominante ou misto (Escala Bristol).

O diagnóstico é clínico, porém alguns exames laboratoriais básicos podem ser solicitados na consulta inicial para avaliar outras patologias associadas. A colonoscopia pode ser necessária dependendo da idade do paciente ou na presença de sinais de alarme (emagrecimento, sangramentos, anemia, massas abdominais, alterações ao toque retal), porém a mesma não é necessária para o diagnóstico.

✅ O tratamento da SII depende da apresentação clínica; porém, em razão da heterogeneidade sintomatológica, as medidas devem ser individualizadas. O manejo terapêutico abrange as categorias farmacológicas e não farmacológicas.

O fígado é responsável pela produção de fatores de coagulação e nas doenças hepáticas, a disfunção do fígado altera o si...
24/03/2023

O fígado é responsável pela produção de fatores de coagulação e nas doenças hepáticas, a disfunção do fígado altera o sistema de coagulação.🩸

A cirrose hepática pode estar associada a hipertensão portal que leva a uma redução do número de plaquetas.

Tanto a alteração no sistema de coagulação como a redução das plaquetas podem facilitar o aparecimento de manchar arrochadas (equimoses e hematomas) na pele de pacientes com doenças hepáticas.

Se você tem manchas arroxeadas e não sabe a causa, fique atento para possíveis problemas no fígado! ⚠️

O uso de medicações laxativas muitas vezes é necessário no tratamento da constipação.Entretanto, nem todos os laxantes a...
20/03/2023

O uso de medicações laxativas muitas vezes é necessário no tratamento da constipação.

Entretanto, nem todos os laxantes agem da mesma forma, e é necessária uma avaliação médica para indicar o tipo correto de medicação e evitar seu uso abusivo, pois eles podem gerar danos a curto e a longo prazo. ⏳

💊 Essas medicações podem lesar haustrações intestinais, que são as “bolsas” do intestino grosso responsáveis pelo movimento do mesmo, deixando-o retificado (Cólon Catártico).

É por isso, que muitos pacientes relatam que determinados laxantes não funcionam mais com o tempo, tendo que trocar de laxativo ou amentar a dose.

📌 Também podem levar a irritação na parede intestinal e causar deficiência de minerais e até desidratação. Podem também levar a melanoses coli, pigmentação benigna da mucosa colônica.

Alguns laxantes originados de plantas, por apresentarem caráter natural, lhe conferem certa credibilidade por parte dos usuários, que desconhecem seus efeitos secundários irreversíveis (redução da sensibilidade, atrofia da mucosa lisa e do plexo mioentérico).

Desta forma, é de suma importância a correta classificação da constipação, adoção de medidas comportamentais e dietéticas efetivas para o tratamento desta entidade.

O tratamento farmacológico deve ser indicado e acompanhado por um especialista em casos específicos para evitar suas complicações que muitas vezes podem ser irreversíveis.

Mais comumente fala-se em constipação intestinal quando o indivíduo evacua menos de três vezes na semana.Porém, atualmen...
15/03/2023

Mais comumente fala-se em constipação intestinal quando o indivíduo evacua menos de três vezes na semana.

Porém, atualmente consideramos constipação independente do ritmo evacuatório, quando há queixa de sensação de evacuação incompleta, aumento da consistência f***l, necessidade de grandes esforços às dejeções e utilização de manobras digitais.

Pode acometer qualquer fase da vida, desde o lactente até o idoso. Mulheres apresentam uma frequência maior comparada aos homens. Sendo fatores de risco para a constipação: idade superior a 50 anos, s**o feminino, baixa ingestão calórica, polifarmácia, sedentarismo, baixas condições econômicas e educacionais.

A constipação pode ser crônica(ou funcional) sendo dividida em constipação com trânsito colônico normal, constipação com trânsito colônico lento e desordens evacuatórias (defecação dissinérgica, retocele, prolapso retal ou intussuscepção).

📌Também pode ser classificada como secundária à alguma condição como uso de medicações (opioides, anticonvulsivantes, amiodarona, antidepressivos, tricíclicos, antiparkinsonianos, sulfato ferroso, hidróxido de alumínio, atenolol, furosemida, entre outros);
📌Obstrução mecânica;
📌Doenças neurológicas(doença de Parkinson, acidente vascular encefálico, esclerose múltipla, neuropatias, entre outras;
📌Doenças endócrino- metabólicas(diabete mellitus, hipotireoidismo, distúrbios eletrolíticos, entre outros);
📌Outras doenças como Doença de Chagas, esclerodermia e porfiria.

O diagnóstico é meramente clínico, porém como os sintomas se sobrepõem muitas vezes utilizamos de exames para classificar a constipação e fazer um tratamento adequado.

Os critérios de Roma IV diferencia constipação intestinal funcional da síndrome do intestino irritável com predomínio de constipação.

Alguns exames podem trazer informações importantes para a classificação e orientação do tratamento como o trânsito colônico, manometria anorretal, teste de expulsão do balão e a defecografia.

🚨Classificar a constipação é importante para orientar o tratamento. O tratamento de constipação não é sempre igual, ele deve ser individualizado conforme os sintomas e com a classificação da constipação do indivíduo.

O prurido (coceira) no corpo pode estar presente em algumas doenças do fígado. A sua ocorrência está associada à redução...
10/03/2023

O prurido (coceira) no corpo pode estar presente em algumas doenças do fígado. A sua ocorrência está associada à redução na formação ou no fluxo da bile, e as alterações podem acontecer na célula hepática, nos canais biliares intra-hepáticos ou por obstrução de fluxo nas vias biliares intra ou extra-hepáticas.

Veja as doenças hepáticas mais comuns que causam prurido:

➡️ Colestase intra-hepática da gravidez;
➡️ Colangite biliar primária (CBP);
➡️ Colangite esclerosante primária (CEP);
➡️ DILI (Lesão hepática induzida por dr**as);
➡️ Cálculos biliares;
➡️ Hepatites virais que cursam com colestase;
➡️ Colestases genéticas.

A coceira tende a ter maior intensidade no período noturno. Ela é habitualmente generalizada, mas pode ter distribuição específica dos membros, palmas e plantas dos pés. Lesões de pele não são detectáveis no prurido de causa hepática, podemos perceber apenas a presença de escoriações que são consequência do ato de se coçar.

Opte por banhos frios e o uso de hidratantes para aliviar o ressecamento da pele. Também é importante manter as unhas cortadas para evitar danos à pele. O tratamento medicamentoso deve ser realizado, assim como o controle da doença hepática. O sintoma pode ser tão intenso e incapacitante que, em alguns casos mais raros, o prurido pode se tornar uma indicação de transplante de fígado.

Se você tem coceira frequente sem um diagnóstico, procure um especialista para descartar doenças hepáticas!

Para as mulheres que fazem parte da minha vida e que estiveram e ainda vão estar na minha jornada... ❤️Que não somente h...
08/03/2023

Para as mulheres que fazem parte da minha vida e que estiveram e ainda vão estar na minha jornada... ❤️
Que não somente hoje, mas que todos os dias possamos lembrar da nossa força e do tamanho enorme dos nossos corações. Ser mulher é uma dualidade constante.
É ser forte, mesmo quando se está internamente frágil.
É dar conta de tudo, mesmo quando o tudo sufoca.
É ter tempo para se doar, mesmo quando não há tempo.
É ser abraço, carinho e amor, mesmo quando o dia não está bom para ela.
É estar sempre ali, mesmo quando a mente está em outro lugar.
É cuidar do lar, dos filhos, do trabalho, do corpo, da mente e ainda assim ter um sorriso no rosto.
É nunca deixar a peteca cair, mesmo quando tudo conspira para que isso aconteça.
É sensibilidade e amor, mesmo sendo uma fortaleza. Ou vice-versa.
É ser! É viver! É conviver! É especial! É ÚNICA!

A gastrite é a inflamação da mucosa do estômago e pode ser causada por uma série de fatores. A gastrite atrófica não é u...
07/03/2023

A gastrite é a inflamação da mucosa do estômago e pode ser causada por uma série de fatores.

A gastrite atrófica não é um termo muito popular e poucas pessoas sabem que ela existe, porém é um achado frequente de exames endoscópicos, sendo um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico.

É definida como a perda de células da mucosa gástrica (atrofia) no contexto de inflamação crônica principalmente devido à infecção por Helicobacter pylori ou processos autoimunes.

Na gastrite atrófica as células parietais (células epiteliais do estômago que secretam ácido gástrico e fator intrínseco) são lesadas, tanto pelo H pylori (uma bactéria comumente encontrada no estômago e está presente em aproximadamente metade da população mundial) ou por processo autoimune (o organismo gera anticorpos que agridem as células parietais).

Essa agressão causa hipocloridria (diminuição da produção de ácido) e diminuição da produção de fator intrínseco (importante na absorção de vitamina B12). Assim como uma alteração na mucosa do estômago, podendo levar a metaplasia e displasia que são alterações celulares desse tecido tornando o mesmo mutagênico.

São consequências da gastrite atrófica:
Má absorção de vitamina B12;
Anemia perniciosa;
Sintomas neurológicos;
Adenocarcinoma gástrico (chance 3x maior em quem tem a doença);
Tumor carcinóide .

Toda gastrite deve ser investigada e tratada de forma adequada para evitar complicações!

FibroScan® (também chamado Elastografia Hepática Transitória) é um exame não invasivo usado para avaliar o grau de rigid...
28/02/2023

FibroScan® (também chamado Elastografia Hepática Transitória) é um exame não invasivo usado para avaliar o grau de rigidez do fígado. É uma alternativa eficiente e de confiança para verificarmos se seu fígado já possui “cicatrizes” ou até mesmo se existe cirrose hepática.

Na prática, a realização do exame de Fibroscan é semelhante a uma ultrassonografia. Para sua realização, o paciente deve permanecer deitado, e o médico desliza uma pequena sonda sobre o abdome do indivíduo, o exame é indolor e não apresenta riscos.

Pode ser realizado em todas as doenças do fígado. No nosso meio, a esteatose (gordura no fígado), abuso de álcool e hepatite virais são as doenças do fígado mais comuns. O resultado do exame ajuda também a prever complicações em situações como a cirrose hepática. A maioria dos aparelhos possui uma ferramenta denominada CAP (Controlled Attenuation Parameter) que avalia o grau de esteatose hepática e sua evolução.
A biópsia hepática ainda é mandatória em algumas doenças e na dúvida diagnóstica, porém em muitos casos conseguimos avaliar a doença hepática através do Fibroscan, sem a necessidade da biópsia.

Vale lembrar algumas situações limitam os resultados do exame (podendo superestimar o grau de fibrose), como atividade inflamatória muito intensa em hepatites virais, níveis muito elevados de enzimas hepáticas, tempo de jejum inadequado, sobrepeso ou obesidade (principalmente se o IMC for acima de 28 kg/m²), ingesta alcoólica ativa.

Além disso, o exame não deve ser realizado em pacientes com ascite, em grávidas, sobre cicatrizes ou feridas na pele ou em pacientes com dispositivos implantáveis (marcapassos, desfibriladores, etc).

Se você tem um diagnóstico de doença hepática, discuta com seu médico os benefícios da realização deste exame para o acompanhamento adequado da sua doença!

Doença de Wilson é uma doença hereditária rara, com preponderância em homens. Sua principal característica é o acúmulo d...
27/02/2023

Doença de Wilson é uma doença hereditária rara, com preponderância em homens.

Sua principal característica é o acúmulo de cobre nos tecidos, o que provoca alterações no cérebro, fígado, rins e olhos (anel de Kayser-Fleischer). O início dos sintomas, em geral, ocorre entre os 5 e 6 anos de idade, quando a criança começa a apresentar os primeiros sintomas de intoxicação por cobre.

Cerca de metade dos pacientes apresenta sintomas hepáticos e neurológicos. A hepatite culminando em cirrose é a apresentação hepática mais comum, mas alguns pacientes apresentam falência hepática fulminante.

Os sintomas neurológicos mais comuns são demência (perda da capacidade intelectual), psicose (alteração comportamental), alterações da deglutição e fala, movimentos anormais, como tremores e contrações anormais (distonias), redução da velocidade dos movimentos e incoordenação motora.

O tratamento é baseado em medicações que reduzem o acúmulo de cobre nos órgãos, sendo que devem ser utilizadas pelo resto da vida. Uma dieta pobre em cobre também é recomendada, evitando-se a ingestão de cogumelos, nozes, chocolate, frutas secas, fígado e frutos do mar.

Em casos severos, pode ser necessário um transplante de fígado. Medicações sintomáticas podem ser usadas para tratamento de espasmos musculares, rigidez e tremores.

Se a Doença de Wilson é diagnosticada e tratada de forma apropriada, os indivíduos podem ter uma vida com boa qualidade, sintomas reduzidos e com duração normal. Se não tratada, ela leva a lesões graves no cérebro, fígado e a morte.

Varizes gastroesofágicas são uma consequência direta da hipertensão portal (pressão aumentada nos vasos que irrigam o fí...
20/02/2023

Varizes gastroesofágicas são uma consequência direta da hipertensão portal (pressão aumentada nos vasos que irrigam o fígado) que pode ser uma complicação da cirrose hepática ou da obstrução dos vasos hepáticos e portais (trombose ou por deformidades causadas por algumas doenças como a colangite esclerosante primária).

Sua consequência direta é a formação de varizes esofágicas, com risco de hemorragia digestiva alta e sangramento.

Ao momento do diagnóstico de cirrose, 30 a 40% dos indivíduos com doença compensada já possuem varizes esofágicas (e 60% dos com ascite). O sangramento por varizes esofágicas é uma complicação potencialmente letal da cirrose. Além do risco imediato de óbito de 20 a 50% durante primeiro sangramento (e 30% nos subsequentes), estima-se que o risco de óbito em 6 meses após o sangramento esteja entre 20 e 50%, por novos sangramentos ou outras complicações da cirrose. O risco de sangramento das varizes esofágicas é relacionado ao seu tamanho, grau de disfunção hepática e as chamadas marcas vermelhas ou “red spots”.No caso de sangramento leve, os sintomas envolvem fezes escurecidas e odor forte (melena). Quando o sangramento é grave, pode haver vômito com sangue e fezes sanguinolentas e queda do estado geral com necessidade de hospitalização.

O diagnóstico de varizes de esôfago é realizado por meio do exame de endoscopia digestiva alta.

Para evitar o desenvolvimento de varizes de esôfago, é preciso combater as causas de cirrose, como alcoolismo, infecções virais, gordura no fígado, entre outras, e sempre manter a doença hepática controlada.

O tratamento das varizes de esôfago é fundamental para evitar o aparecimento de novas varizes, assim como a presença de sangramentos. Podendo ser realizado por um procedimento endoscópico denominado ligadura elástica, por uso de beta bloqueadores ou associando ambos.

Endereço

Avenida Três, 1701
Rio Claro, SP
13503-251

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