Dr. José Maria Lopes

Dr. José Maria Lopes Médico Neonatologista - Minha missão é contribuir para o cuidado de recém nascidos de alto risco

Hoje lembrei muito do meu pai e de como ele ficaria feliz vendo essa tropa toda !!! Feliz Dia dos Pais ! ❤️✨
09/08/2026

Hoje lembrei muito do meu pai e de como ele ficaria feliz vendo essa tropa toda !!! Feliz Dia dos Pais ! ❤️✨

08/08/2026

Tive a honra de mediar o painel “Os Desafios da Liderança Hospitalar na Nova Era da Saúde”, no palco da Global Health, dentro da Rio Innovation Week 2026.

Dividir esse momento com Renan Rezende, Charles Souleymann e Manoel de Carvalho, foi uma oportunidade única de trocar experiências sobre os rumos da gestão hospitalar.

Liderar a saúde do futuro não é escolher entre inovação e humanização, é integrar as duas coisas. Tecnologia, eficiência e dados só fazem sentido quando colocam o cuidado com as pessoas no centro da decisão.

Obrigado a Erika Abreu, Global Health - INNOVATION WEEK e o Rio Innovation Week pelo espaço e pela curadoria impecável.

05/08/2026

Você já parou para analisar a verdadeira acústica do microambiente que oferecemos aos nossos prematuros?

Frequentemente focamos na estabilidade hemodinâmica e respiratória, nas doenças como um todo, mas negligenciamos um fator crítico pro neurodesenvolvimento: o impacto sonoro dentro da incubadora.

A Academia Americana de Pediatria recomenda no máximo 45 decibéis durante o dia e 35 à noite.

No entanto, muitos estudos mostram que o manuseio de rotina, como simples fechar a porta da incubadora ou colocar um prontuário sobre ela, gera picos de ruído que ultrapassam 80 e podem chegar a mais de 90 decibéis.

E isso vai direto no ouvido do recém-nascido. É um ambiente de estresse acústico constante.

Este artigo, publicado no Frontiers in Psychology, revela algo muito importante. Por exemplo, o suporte respiratório de alto fluxo, que é uma terapia indispensável pra criança, cria um efeito de máscara tão severo que a voz materna ou uma musicoterapia tornam-se praticamente imperceptíveis pro bebê.

E tem mais: a incubadora funciona como uma câmara de ressonância, amplificando frequências graves, muito além do que a criança receberia, obviamente, de uma forma filtrada, se ela estivesse dentro do útero.

Precisamos ir além do cuidado biológico e olhar para neuroproteção ambiental.

Esse artigo é de leitura fundamental pra quem quer revisar protocolos de manuseio e proteção acústica na UTI neonatal.

O resumo estruturado e o artigo original já estão na plataforma do NeoPed HUB.

Vale muito a leitura pra quem busca excelência no cuidado e na neonatologia.

🔗Link na bio NeoPed HUB

17/07/2026

A gente vem falando de burnout, plantão de 24 horas, excesso de trabalho, há bastante tempo por aqui.

Mas o artigo que eu li essa semana é diferente de tudo que eu tinha visto até agora.

A gente sabe qual é o tamanho do problema. Neonatologista que faz plantão de 24 horas, 3 vezes por mês, perde quase 1 ano inteiro de sono ao longo da carreira. E sono perdido dobra o risco de erro médico grave, deixa a performance clínica abaixo do esperado.

Isso tudo aqui a gente discutiu, a gente já falou muito. O que muda agora é que, pela primeira vez, eu vejo um grupo de autores não ficar só descrevendo o problema. Eles propõem um modelo, de verdade.

Eles testam, comparam e mostram o que funciona e o que não funciona em cada formato de escala. São 8 modelos diferentes: job sharing, cuidado longitudinal, escalas por população de pacientes, plantão noturno dedicado, entre outros.

E o artigo é bem honesto.
Nenhum modelo é perfeito.

Reduzir a carga horária, por exemplo, parece uma resposta óbvia, mas um estudo com quase 400 mil internações mostrou que médicos com menos dias clínicos no ano tiveram pacientes com maior mortalidade, a mortalidade sendo ajustada.

Ou seja, a solução não é simples, mas ela existe e agora está sendo mapeada.

Esse artigo eu queria ter lido há muitos anos atrás.

O resumo estruturado completo, com a tabela comparando os 8 modelos e os dados por trás de cada um, já está disponível no NeoPed HUB.

Vale muito a leitura!
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13/07/2026

Os nossos prematuros extremos estão sobrevivendo cada vez mais.

Nós hoje estamos vendo bebês abaixo de 28, 26, até 25 semanas sobrevivendo.

Só que à medida que a sobrevida aumentou, ficou patente um ponto frágil do nosso cuidado: a pele desses bebês extremos, especialmente abaixo de 25 semanas, é uma barreira imatura, permeável, que obviamente não foi feita para o ambiente da UTI neonatal.

Neste contexto, o que a gente chama de skincare, o cuidado do prematuro, é fundamental. É prevenção de infecção, menos dor pra esse bebê, menos perda de líquido, porque eles perdem muito pela pele, e mais estabilidade pro bebê mais vulnerável da unidade.

Esse assunto gera exatamente o que a gente vê na prática: uma enorme variação entre unidades, entre países e até mesmo entre profissionais. Desde qual antisséptico usar para o cateter, até que fita você vai usar, qual é o creme, quando é seguro começar a cuidar da pele e até como você diferencia simplesmente uma pele imatura normal de uma lesão real nos primeiros dias.

Nós sabemos que as lesões de pele nesses bebês são quase sempre multifatoriais. É umidade, é pressão, é fricção, oclusão por adesivos, tudo atuando junto num tecido extremamente frágil e que a gente manipula todos os dias.

Foi nesse cenário que em 2025 nasceu a SIGNET. SIGNET é uma abreviação para Skin Integrity in Extreme Preterm Research Network, uma rede internacional multidisciplinar e interdisciplinar, criada justamente porque não existia nenhum grupo global focado só nesse estudo da pele dos prematuros extremos.

Em resumo, esse grupo marca uma virada de chave. O cuidado com a pele em prematuros extremos deixa de ser baseada em experiências locais e passa a caminhar para um modelo global, padronizado e orientado por evidências.

Se você quiser ver o resumo estruturado em português desse artigo e da proposta da SIGNET, ele está disponível no site do NeoPedHub.
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09/07/2026

Crianças prematuras representam uma em cada cinco hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório em menores de dois anos, o dobro do que seria esperado pela prevalência de prematuridade na população.

E o dado mais importante ainda é que, abaixo dos seis meses de idade, qualquer prematuro, mesmo os de 32, 34 semanas, eles vão ter o dobro de risco e precisar de ventilação assistida comparado a bebês a termo.

Para prematuros, então, com broncodisplasia pulmonar, o risco de internação prolongada continua alto até dois anos de idade.

Esses são dados de um artigo muito relevante publicado no Pediatrics recentemente.

A boa notícia é que hoje temos ferramentas reais de prevenção. O nirsevimabe, a vacina materna contra o RSV, estão disponíveis e reduzem significativamente o risco de doença grave nesses bebês. Ou seja, o problema é sério, mas evitável.

Se você trabalha numa UTI neonatal ou com crianças na primeira infância, vale a pena a leitura do resumo desse artigo que já está disponível na plataforma do NeoPed HUB.
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30/06/2026

Eu vou falar pra vocês de um caso, que na verdade, eu vivi recentemente, que tá publicado um case report.

Bebê de 31 semanas, 1.600 gramas, que com 19 minutos após o nascimento, começa dispneia, gemidos, admitido em uma UTI neonatal com diagnóstico inicial de síndrome do desconforto respiratório.

Só que havia um detalhe enorme no fundo da história: mãe com cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva, diagnosticada no final da gravidez. Avô materno e tio também com cardiomiopatia hipertrófica.

A ecocardiografia precoce revelou o que o histórico da família parecia sugerir: uma hipertrofia assimétrica da parede do ventrículo esquerdo e o septo interventricular espessado com mais de 6 milímetros, compatível então com o mesmo diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica não obstrutiva.

No relato de caso, ele conta que o bebê iniciou um beta bloqueador pra tentar frear a progressão da hipertrofia aos três meses de idade.

Mesmo assim, entre cinco e seis meses, a doença avançou com aumento da hipertrofia e obstrução de fluxo da saída do ventrículo esquerdo, com o septo espessando para quase 11 milímetros.

Clinicamente, a criança tinha piorado a dificuldade respiratória, com dificuldade de alimentar, sudorese, baixo ganho de peso e apesar do aumento da dose do metoprolol e adição de diurético, a criança não estava melhor.

Queria levantar um ponto importante: a cardiomiopatia hipertrófica neonatal é extremamente rara e difícil de diagnosticar antes dos sintomas, mas a ecocardiografia precoce pode ser decisiva pra salvar a vida dessa criança.

O histórico familiar é central e o rastreamento, tanto do bebê quanto de parentes com te**es genéticos, permite identificar os portadores do gene e intervir mais cedo.

O protocolo e o caso completo, você pode ver em português no site do Neoped HUB.
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16/06/2026

Quando eu comecei na neonatologia, uma das coisas que mais me incomodava era a distância entre o que a ciência produzia e o que efetivamente chegava na beira do leito. E isso não acontecia pela falta de vontade dos pediatras estudarem.

Existe muito conhecimento bom, mas tá muito disperso, a maioria tá em inglês e não é fácil você acessar isso na hora que você tá precisando. E eu pensei: isso definitivamente precisa mudar.

O NeoPed HUB nasceu pra ser uma ponte entre a evidência científica e a prática clínica real. Um espaço onde o pediatra e o neonatologista brasileiro encontra conhecimento de qualidade, atualizado, acessível e confiável.

Hoje, são mais de 5 mil médicos que confiam na nossa plataforma e mais de mil resumos de artigos científicos publicados.

Uma comunidade que cresce porque acredita e apoia a pediatria com evidência.

Se você cuida de crianças e quer exercer uma prática com mais segurança, mais respaldo e mais conexão com a ciência, o NeoPed HUB foi construído pra você.

Te espero lá!

09/06/2026

A IA chegou ao NeoPed HUB e vai transformar a sua forma de estudar e consultar.

Treinada com o conteúdo do próprio site, atualizado toda semana com as melhores evidências em pediatria e neonatologia, nossa IA está pronta pra responder suas dúvidas clínicas de forma rápida, prática e confiável.

Tudo isso com fontes clicáveis pra você ir direto à referência original

Simples. Rápido. Baseado em evidência.
Teste agora gratuitamente.

Acessa lá no link da bio
E me conta o que você achou!

04/06/2026

Você está na frente de um caso complexo e precisa de muitas informações baseadas em evidência. Você já passou por isso num plantão?

A IA do NeoPedHub utiliza a nossa base de artigos científicos e protocolos clínicos, entregando as respostas com referências atualizadas. Tudo numa plataforma desenvolvida especificamente para pediatras e neonatologistas.

São mais de 1.000 artigos científicos e mais de 100 vídeo abstracts pra você consultar.

Você faz a pergunta clínica, a IA busca as informações, cruza todas as informações disponíveis e vai te fornecer a resposta. Não é uma IA genérica, é um conteúdo construído com a informação que tá no nosso site, que são evidências do dia a dia da pediatria e da neonatologia.

E olha, ela não substitui o raciocínio clínico, é simplesmente uma ferramenta pra te ajudar, pra te apoiar nesta jornada.

Por enquanto, está disponível gratuitamente, mas por tempo limitado. Acesse o link na bio, teste uma pergunta real e depois nos conte o que que você achou.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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