12/05/2026
Combinar o Apgar de cinco minutos com o pH da artéria umbilical pode melhorar a estimativa, tanto do risco de morte, como hemorragia intraventricular, logo após o nascimento.
Pelo menos, é isso que mostra um artigo publicado recentemente no JAMA, com mais de 4 mil bebês prematuros nascidos na Europa.
Eles analisaram esses recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação, todos com Apgar de cinco minutos e pH da artéria umbilical disponíveis no banco de dados.
Eles dividiram os bebês em quatro grupos: bebês com Apgar bom e com pH bom, bebês com Apgar bom, mas com pH da artéria umbilical baixo, Apgar baixo com pH bom e Apgar baixo com pH baixo.
E aí vem a parte que muda a nossa cabeça para o desfecho combinado de morte ou morbidade grave. Só o Apgar menor que sete já aumenta consideravelmente o risco, independente do pH da artéria umbilical.
Mas quando a gente olha só a mortalidade, o pior cenário de todos foi aquele bebê com Apgar de cinco minutos baixo, abaixo de sete, e pH da artéria umbilical baixo ao mesmo tempo.
Então, qual é a mensagem prática desse estudo?
Em bebês muito prematuros, no caso, menos de 32 semanas, olhar só o Apgar de cinco minutos é pouco.
Combinar o Apgar com o pH da artéria umbilical melhora a nossa estimativa de risco de morte e hemorragia ventricular logo após o nascimento, e ajuda também a entender como você estimar o risco de outras morbidades.
Se você quiser ver o resumo estruturado em português com números completos e detalhes desse artigo, você pode consultar na plataforma do NeoPedHub.
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