13/07/2026
Os nossos prematuros extremos estão sobrevivendo cada vez mais.
Nós hoje estamos vendo bebês abaixo de 28, 26, até 25 semanas sobrevivendo.
Só que à medida que a sobrevida aumentou, ficou patente um ponto frágil do nosso cuidado: a pele desses bebês extremos, especialmente abaixo de 25 semanas, é uma barreira imatura, permeável, que obviamente não foi feita para o ambiente da UTI neonatal.
Neste contexto, o que a gente chama de skincare, o cuidado do prematuro, é fundamental. É prevenção de infecção, menos dor pra esse bebê, menos perda de líquido, porque eles perdem muito pela pele, e mais estabilidade pro bebê mais vulnerável da unidade.
Esse assunto gera exatamente o que a gente vê na prática: uma enorme variação entre unidades, entre países e até mesmo entre profissionais. Desde qual antisséptico usar para o cateter, até que fita você vai usar, qual é o creme, quando é seguro começar a cuidar da pele e até como você diferencia simplesmente uma pele imatura normal de uma lesão real nos primeiros dias.
Nós sabemos que as lesões de pele nesses bebês são quase sempre multifatoriais. É umidade, é pressão, é fricção, oclusão por adesivos, tudo atuando junto num tecido extremamente frágil e que a gente manipula todos os dias.
Foi nesse cenário que em 2025 nasceu a SIGNET. SIGNET é uma abreviação para Skin Integrity in Extreme Preterm Research Network, uma rede internacional multidisciplinar e interdisciplinar, criada justamente porque não existia nenhum grupo global focado só nesse estudo da pele dos prematuros extremos.
Em resumo, esse grupo marca uma virada de chave. O cuidado com a pele em prematuros extremos deixa de ser baseada em experiências locais e passa a caminhar para um modelo global, padronizado e orientado por evidências.
Se você quiser ver o resumo estruturado em português desse artigo e da proposta da SIGNET, ele está disponível no site do NeoPedHub.
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