Tatiane Oliveira Psicóloga Clínica / Terapeuta ABA/ Neuropsicopedagoga

Tatiane Oliveira Psicóloga Clínica / Terapeuta ABA/ Neuropsicopedagoga � Minha atuação é voltada para:
• Identificar as capacidades e habilidades de aprendizagem do

07/08/2026

Nem todo mundo começa do mesmo lugar.

Algumas pessoas cresceram cercadas de segurança, apoio e acolhimento.

Outras precisaram aprender a caminhar enquanto ainda cuidavam das próprias feridas.

Por isso, comparar trajetórias pode ser tão injusto.

O que parece atraso, muitas vezes foi tempo de sobrevivência, de reconstrução, de aprender aquilo que outros receberam desde o início.

Cada pessoa carrega uma história que nem sempre conseguimos enxergar.

Não se cobre por ainda não ter chegado onde gostaria.

Respeite o seu tempo, reconheça o caminho que já percorreu e continue. 🌻

Você não está atrasada. Está construindo a sua história no seu próprio tempo.

Vídeo de Poemas / poesias / reflexão

07/08/2026

“Antes de ser de alguém, seja sua.”

Assistindo a Adoráveis Mulheres, fiquei pensando no quanto, às vezes, tentamos caber no mundo de alguém para sermos amados.

Diminuímos nossa luz, silenciamos vontades, ultrapassamos nossos próprios limites e, sem perceber, vamos deixando partes de nós pelo caminho.

Mas pertencer a si mesma não significa fechar as portas para o amor. Significa se conhecer o suficiente para que estar com alguém seja uma escolha, e não uma necessidade.

Uma relação saudável não deveria exigir que você deixasse de ser quem é para que o outro permaneça. Amor também é espaço para existir, crescer e florescer.

Talvez seja por isso que o autoconhecimento seja tão importante, quanto mais nos conhecemos, mais reconhecemos nossos limites, valores, desejos e também aquilo que não queremos mais aceitar.

Pertencer a si mesma talvez seja o primeiro passo para amar alguém sem deixar de existir.

E, quando esse caminho parecer difícil, buscar ajuda profissional também pode ser uma forma de cuidado consigo mesma. 💕

01/08/2026

Existe uma frase de Linus, dos Peanuts, que diz muito sobre o comportamento humano.

Quando criticam seu cobertorzinho de segurança, ele responde: "Talvez o café seja para você o que o cobertor é para mim."

Donald Winnicott chamou esse cobertor de objeto transicional, algo que ajuda a criança a regular emoções e enfrentar a ansiedade. Com o tempo, o objeto pode desaparecer, mas a necessidade de segurança continua.

Ela apenas muda de forma: pode aparecer no café, no celular, na rotina rígida, no excesso de trabalho ou até em relacionamentos dos quais não conseguimos nos desligar.

A questão não é julgar esses comportamentos, mas compreender qual função emocional eles exercem em nossa vida.

O verdadeiro crescimento emocional acontece quando, aos poucos, a segurança deixa de vir de fora e passa a ser construída dentro de nós.

29/07/2026

🧸 Por que o cobertor de Linus é muito mais do que um simples cobertor?

Existe uma cena clássica dos Peanuts em que Linus aparece segurando seu inseparável cobertor. Para muitos, parece apenas uma mania infantil. Mas, na Psicologia, esse comportamento tem um significado muito mais profundo.
O pediatra e psicanalista Donald Winnicott descreveu esse tipo de objeto como um objeto transicional. Pode ser um cobertor, um ursinho, uma fraldinha ou qualquer outro objeto ao qual a criança atribua um valor afetivo especial.
Esses objetos ajudam a criança a enfrentar um dos maiores desafios do desenvolvimento: perceber que a mãe ou o cuidador nem sempre estarão presentes o tempo todo. O objeto funciona como uma ponte entre a segurança oferecida pelos pais e a capacidade da criança de desenvolver sua própria segurança emocional.

Por isso, o problema nunca foi o cobertor. O problema seria retirar esse apoio antes que a criança estivesse preparada para abrir mão dele.

Essa ideia também se relaciona com a Teoria do Apego, de John Bowlby. Crianças que contam com uma base segura, formada por adultos disponíveis, acolhedores e previsíveis, desenvolvem mais confiança para explorar o ambiente, brincar, aprender e criar autonomia.

Com o tempo, o desenvolvimento saudável faz com que o objeto transicional deixe de ser necessário. Isso acontece naturalmente, quando a criança já consegue regular melhor suas emoções e sentir segurança mesmo na ausência do cuidador.
Na prática clínica, é importante diferenciar um objeto transicional esperado para a idade de situações em que o apego ao objeto pode estar relacionado a sofrimento emocional, ansiedade intensa ou outras dificuldades que merecem uma avaliação cuidadosa.
E talvez essa seja a maior lição de Linus: toda criança precisa de segurança antes de desenvolver independência.
A autonomia não nasce da ausência de vínculo. Ela nasce da presença de vínculos seguros.
Quando uma criança se sente protegida, acolhida e compreendida, ela encontra coragem para explorar o mundo e descobrir que é capaz de enfrentar novos desafios.
💙 Antes de pedir que uma criança "cresça" ou "largue o cobertor"

29/07/2026

Nem sempre nos apaixonamos por alguém que também está disponível para nos amar. Muitas vezes, o coração escolhe justamente quem está emocionalmente distante.

Nos Peanuts, Lucy passa boa parte das histórias tentando conquistar Schroeder. Ele não é grosseiro nem a humilha. Apenas está profundamente envolvido com sua maior paixão, a música, especialmente Beethoven. Ela ocupa um lugar central em sua vida e em sua identidade.

O que torna essa história tão interessante não é apenas o comportamento de Schroeder, mas a forma como Lucy reage. Quanto menos atenção recebe, mais insiste. Quanto mais distante ele parece, maior se torna sua esperança de que, um dia, ele finalmente a corresponda.

Esse padrão é mais comum do que imaginamos.

Segundo a Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby, nossas primeiras experiências afetivas influenciam a forma como nos relacionamos ao longo da vida. Pessoas com um padrão de apego mais ansioso, por exemplo, podem interpretar a distância emocional como um sinal de ameaça. Em vez de se afastarem, tendem a investir ainda mais na relação, buscando recuperar a sensação de segurança.

Outro conceito importante é o da idealização. Muitas vezes, deixamos de enxergar quem a outra pessoa realmente é e passamos a nos relacionar com a imagem que criamos dela ou com a esperança de quem ela "poderia se tornar". Isso faz com que pequenos gestos sejam interpretados como grandes sinais de interesse, alimentando expectativas que nem sempre correspondem à realidade.

Também existe um mecanismo conhecido na Psicologia como reforço intermitente. Quando alguém demonstra interesse apenas de vez em quando, responde uma mensagem ocasionalmente, faz um elogio inesperado ou oferece pequenos momentos de atenção, o cérebro pode interpretar essas recompensas imprevisíveis como um motivo para continuar insistindo. Esse padrão pode fortalecer ainda mais o vínculo, mesmo quando a relação não é saudável ou recíproca.

Lucy não disputa o coração de Schroeder com outra pessoa.

Ela disputa com aquilo que ele escolheu colocar no centro da própria vida.

E ninguém consegue ocupar um espaço que o outro não de

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