23/08/2026
A ciência precisa investigar você.
Porque, sinceramente, aos 71 anos, enquanto muita gente já começa a negociar com a escada — “vamos subir, mas sem pressa” — você continua com uma quantidade de energia que parece ter vindo com bateria extra de fábrica.
Planos? Tem vários.
Ideias? Sempre surgindo.
Disposição? Parece não conhecer o botão de desligar.
E se aparece alguma coisa acontecendo por aí, pode ter certeza: você não vai deixar passar em branco.
Mas talvez o mais bonito seja perceber que toda essa energia não está apenas no que você faz. Ela está na maneira como você vive.
Como professora de Yoga, você nunca ensinou apenas posturas, respiração ou técnica. Você ensina, principalmente, pelo exemplo.
Você mostra que disciplina não precisa ser pesada, que força não precisa esconder sensibilidade e que envelhecer definitivamente não significa colocar a vida no modo econômico.
Muito pelo contrário.
Você continua se movimentando, criando, estudando, se envolvendo, sentindo, rindo, se emocionando e, quando alguma coisa não agrada... bom, todos sabemos que a sua opinião não costuma ficar exatamente em modo silencioso.
E talvez seja justamente essa inteireza que inspire tanto.
Você não ensina uma versão idealizada da vida.
Você vive.
E é vivendo que nos lembra que Yoga não é apenas aquilo que fazemos sobre o tapete. É também a forma como atravessamos o mundo, como nos relacionamos, como sentimos, como persistimos e como continuamos curiosos diante da vida.
Que os seus 71 anos sejam apenas mais um capítulo dessa história — porque, pelo ritmo das coisas, essa história ainda vai precisar de muitos volumes.
Feliz aniversário!
Que nunca faltem movimento, projetos, pessoas para compartilhar tudo isso e, claro, motivos para continuar dizendo exatamente o que você pensa.
E que a sua energia continue dando trabalho para a ciência por muitos e muitos anos!