08/09/2026
Nem todo sofrimento em crianças e adolescentes aparece como tristeza.
Às vezes, ele aparece na irritação.
No silêncio.
No sono.
No corpo.
Na queda de interesse.
Na mudança de comportamento.
E esse é um dos motivos pelos quais olhar apenas para o que a criança “faz” pode não ser suficiente.
Uma explosão pode ser vista como desafio.
Um isolamento pode ser confundido com “fase”.
Uma dor de barriga frequente pode parecer apenas física.
Um cansaço constante pode passar como preguiça.
Mas quando existe mudança de padrão, persistência, aumento de intensidade ou prejuízo no dia a dia, vale olhar com mais cuidado.
Observe especialmente se houve mudanças em:
• humor
• sono
• apetite
• energia
• interesse pelas atividades
• convivência em casa
• relação com a escola
• queixas físicas
• necessidade de se isolar
Um sinal isolado não fecha diagnóstico. O que importa é o conjunto: o que mudou, há quanto tempo, com que frequência e quanto isso está interferindo na vida da criança ou do adolescente.
E quando esses sinais persistem, se intensificam ou começam a comprometer bem-estar, aprendizagem, sono, vínculos ou funcionamento cotidiano, é importante buscar avaliação profissional.
Comportamento também pode ser pedido de ajuda.
Por isso, antes de concluir “é manha”, “é falta de limite” ou “é só uma fase”, tente perguntar:
“O que mudou aqui?”
Salve este carrossel para consultar depois e compartilhe com alguém que convive com crianças ou adolescentes.
Todo comportamento traz informação.
Antes de corrigir, compreenda.
Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0