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Nem todo sofrimento em crianças e adolescentes aparece como tristeza.Às vezes, ele aparece na irritação.No silêncio.No s...
08/09/2026

Nem todo sofrimento em crianças e adolescentes aparece como tristeza.
Às vezes, ele aparece na irritação.
No silêncio.
No sono.
No corpo.
Na queda de interesse.
Na mudança de comportamento.
E esse é um dos motivos pelos quais olhar apenas para o que a criança “faz” pode não ser suficiente.
Uma explosão pode ser vista como desafio.
Um isolamento pode ser confundido com “fase”.
Uma dor de barriga frequente pode parecer apenas física.
Um cansaço constante pode passar como preguiça.
Mas quando existe mudança de padrão, persistência, aumento de intensidade ou prejuízo no dia a dia, vale olhar com mais cuidado.
Observe especialmente se houve mudanças em:
• humor
• sono
• apetite
• energia
• interesse pelas atividades
• convivência em casa
• relação com a escola
• queixas físicas
• necessidade de se isolar
Um sinal isolado não fecha diagnóstico. O que importa é o conjunto: o que mudou, há quanto tempo, com que frequência e quanto isso está interferindo na vida da criança ou do adolescente.
E quando esses sinais persistem, se intensificam ou começam a comprometer bem-estar, aprendizagem, sono, vínculos ou funcionamento cotidiano, é importante buscar avaliação profissional.
Comportamento também pode ser pedido de ajuda.
Por isso, antes de concluir “é manha”, “é falta de limite” ou “é só uma fase”, tente perguntar:
“O que mudou aqui?”
Salve este carrossel para consultar depois e compartilhe com alguém que convive com crianças ou adolescentes.
Todo comportamento traz informação.
Antes de corrigir, compreenda.
Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

Mudanças pequenas para o adulto podem parecer enormes para a criança.Quando um plano muda de repente, algumas crianças p...
02/09/2026

Mudanças pequenas para o adulto podem parecer enormes para a criança.

Quando um plano muda de repente, algumas crianças precisam fazer muito mais do que simplesmente “aceitar”.

Elas precisam interromper o que já esperavam, compreender o novo cenário, reorganizar a própria resposta e lidar com a frustração que apareceu no caminho.

Por isso, a mudança pode surgir como:

• irritação intensa
• choro ou paralisação
• negociação sem fim
• rigidez diante do imprevisto
• uma reação que parece “grande demais” para o que aconteceu

Isso não significa que toda reação intensa seja explicada por dificuldade de flexibilidade. O contexto, a idade, o desenvolvimento, o cansaço e o momento também importam.

Mas existe uma mudança prática que pode ajudar bastante:

Antes da mudança:

avise com alguma antecedência, quando possível;
diga claramente o que vai mudar;
mostre qual será o próximo passo.

Por exemplo:

“Hoje não vamos ao parque. Vamos para casa, lanchar e descansar.”

E se a criança já estiver desorganizada, costuma ser mais útil fazer menos e melhor:

fale mais baixo, reduza comandos simultâneos, valide a frustração e depois direcione.

A meta não é fazer com que a criança nunca se frustre.

É ajudá-la, aos poucos, a desenvolver mais recursos para atravessar mudanças sem se perder completamente nelas.

Salve este carrossel para lembrar na próxima mudança de planos.

Todo comportamento traz informação.
Antes de corrigir, compreenda.

Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

Comportamento difícil também pode ser comportamento cansado.Nem toda piora no fim do dia significa falta de limite, desa...
01/09/2026

Comportamento difícil também pode ser comportamento cansado.

Nem toda piora no fim do dia significa falta de limite, desafio ou falta de vontade de colaborar.

Às vezes, a criança chega ao final do dia depois de sustentar muitas demandas: atenção, regras, transições, frustrações, estímulos, interações sociais e esforço para se organizar.

E quando a capacidade de autorregulação está reduzida, pequenas solicitações podem parecer muito maiores do que realmente são.

Isso não significa justificar todo comportamento.

Significa fazer uma pergunta antes de concluir:

“O que aconteceu antes?”

Vale observar:
• fome ou sede
• cansaço
• excesso de estímulos
• muitas demandas seguidas
• necessidade de alguns minutos de transição
• dificuldade para sair de uma atividade e iniciar outra

Às vezes, oferecer uma chegada mais previsível, reduzir comandos simultâneos e dar alguns minutos para a criança mudar de contexto pode ajudar bastante.

Compreender não é deixar de colocar limites. É escolher uma forma mais eficaz de aplicá-los.

Salve este post para lembrar disso nos dias mais difíceis.

Todo comportamento traz informação.
Antes de corrigir, compreenda.

Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

Seu filho chega da escola e parece outra criança?Às vezes, a irritação que aparece em casa não começou naquele momento.D...
31/08/2026

Seu filho chega da escola e parece outra criança?

Às vezes, a irritação que aparece em casa não começou naquele momento.

Durante o dia, a criança pode ter passado horas precisando seguir regras, esperar, prestar atenção, lidar com mudanças, barulho, frustrações e demandas sociais.

Para algumas crianças, sustentar tudo isso exige um esforço importante de autorregulação.

Por isso, quando ela chega em casa, vale observar antes de concluir que é “teimosia” ou que “faz porque quer”:

há fome? sede? cansaço? muitas perguntas de uma vez? vários comandos seguidos? necessidade de alguns minutos para fazer a transição entre escola e casa?

Isso não significa retirar limites.

Significa tentar criar condições para que a criança consiga responder melhor a eles.

Uma mudança simples pode ser começar a chegada com menos perguntas, menos comandos simultâneos e alguns minutos de transição antes de iniciar novas demandas.

E um ponto importante: nem toda irritação depois da escola é explicada por sobrecarga. O comportamento precisa ser compreendido dentro do contexto de cada criança.

Salve este post e observe os primeiros 20 minutos depois da escola esta semana.

Todo comportamento traz informação.
Antes de corrigir, compreenda.

Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

Muitas vezes, parece que a criança foi de 0 a 100 sem aviso.Mas, em alguns casos, os sinais começaram antes.Fome.Cansaço...
28/08/2026

Muitas vezes, parece que a criança foi de 0 a 100 sem aviso.

Mas, em alguns casos, os sinais começaram antes.

Fome.
Cansaço.
Tensão.
Desconforto.
Coração acelerado.
Calor.
Frio.
Vontade de ir ao banheiro.

O problema é que algumas crianças ainda têm dificuldade para perceber, identificar ou comunicar esses sinais internos com clareza.

Essa percepção do que acontece dentro do corpo é chamada de interocepção.

E ela pode ter um papel importante na autorregulação.

Antes de uma criança conseguir dizer:

“Estou ficando sobrecarregada.”

ela precisa, muitas vezes, aprender primeiro a reconhecer:

“Tem alguma coisa acontecendo no meu corpo.”

Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Você está nervoso?”

podemos experimentar perguntas mais concretas:

“Seu coração está rápido ou tranquilo?”
“Sua barriga está confortável?”
“Seu corpo está cansado?”
“Está com calor ou algum desconforto?”

E esse treino funciona melhor fora da crise, em momentos tranquilos.

Uma rotina simples pode ajudar:

1. CORPO — o que estou percebendo?
2. INTENSIDADE — está fraco, médio ou forte?
3. NECESSIDADE — o que pode me ajudar agora?

O objetivo não é evitar toda frustração nem explicar toda crise pela interocepção.

É aumentar, aos poucos, a chance de a criança reconhecer os sinais antes de chegar ao limite.

Porque regulação também se aprende percebendo o que vem antes.

Comente CORPO para receber o Mapa dos Sinais do Corpo, uma ferramenta prática para ajudar nessa observação.

Salve este carrossel para consultar nos dias em que a rotina ficar mais difícil.

Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

Psicoterapia não é “só conversar”.Uma conversa pode acolher, aliviar e fazer companhia.Mas o trabalho do psicólogo vai a...
27/08/2026

Psicoterapia não é “só conversar”.

Uma conversa pode acolher, aliviar e fazer companhia.
Mas o trabalho do psicólogo vai além da escuta espontânea: existe formação, técnica, ética, objetivos terapêuticos, acompanhamento do processo e intervenções orientadas por conhecimento científico.

É um profissional que ajuda crianças, adolescentes, adultos e famílias a compreenderem melhor emoções, comportamentos e padrões, desenvolverem novas estratégias e construírem, gradualmente, formas mais saudáveis de lidar com aquilo que está trazendo sofrimento ou prejuízo à vida.

E talvez uma das partes mais bonitas desse trabalho seja justamente esta: acolher sem julgar, sem oferecer respostas prontas e sem decidir pelo outro.

Hoje, no Dia do Psicólogo, deixo minha gratidão às psicólogas que fazem parte da nossa equipe e também a todos os profissionais que, mesmo trabalhando em outros espaços, caminham conosco no cuidado dos nossos pacientes.

Saúde mental não se cuida sozinha.
Ela se fortalece quando existe uma rede comprometida, ética e verdadeiramente integrada.

A vocês que escolheram transformar escuta em cuidado profissional: feliz Dia do Psicólogo.🤍

Dra. Mônica Iovanovich | MÉDICA | CRM 52-110005-0

25/08/2026

🚨 Drogômetro no trânsito: Quem usa medicamento controlado precisa entender isso.

A discussão sobre te**es capazes de identificar substâncias psicoativas em motoristas levanta uma questão importante: a detecção de uma substância não significa, por si só, que aquela pessoa esteja incapaz de dirigir.

Alguns medicamentos prescritos — inclusive utilizados no tratamento do TDAH e de outras condições de saúde — podem conter substâncias potencialmente identificáveis em te**es toxicológicos.

E aqui está o ponto fundamental: Uso terapêutico, com indicação e acompanhamento médico, não é a mesma coisa que uso indevido. Ao mesmo tempo, ter receita médica também não autoriza dirigir caso o medicamento esteja causando sonolência, alteração de atenção, coordenação ou qualquer prejuízo da capacidade de condução.

📌 Dica prática: se você faz uso regular de medicamento controlado, mantenha sua prescrição médica atualizada e, quando pertinente, documentação médica que comprove o tratamento. Caso esse tipo de fiscalização seja implementado ou ampliado, isso pode ser importante para contextualizar o uso legítimo da medicação.

E, principalmente: Nunca suspenda ou altere um medicamento por medo de um teste sem conversar com o médico que acompanha você ou seu filho.

Informação séria é essencial para que uma medida de segurança no trânsito não gere medo, abandono de tratamento ou interpretações equivocadas.

Salve este vídeo e envie para alguém que utiliza medicamento controlado e precisa saber disso.

Ritalina SaúdeMental Psiquiatria Trânsito InformaçãoEmSaúde

25/08/2026

🚨 Drogômetro no trânsito: Quem usa medicamento controlado precisa entender isso.

A discussão sobre te**es capazes de identificar substâncias psicoativas em motoristas levanta uma questão importante: a detecção de uma substância não significa, por si só, que aquela pessoa esteja incapaz de dirigir.

Alguns medicamentos prescritos — inclusive utilizados no tratamento do TDAH e de outras condições de saúde — podem conter substâncias potencialmente identificáveis em te**es toxicológicos.

E aqui está o ponto fundamental: uso terapêutico, com indicação e acompanhamento médico, não é a mesma coisa que uso indevido. Ao mesmo tempo, ter receita médica também não autoriza dirigir caso o medicamento esteja causando sonolência, alteração de atenção, coordenação ou qualquer prejuízo da capacidade de condução.

📌 Dica prática: Se você faz uso regular de medicamento controlado, mantenha sua prescrição médica atualizada e, quando pertinente, documentação médica que comprove o tratamento. Caso esse tipo de fiscalização seja implementado ou ampliado, isso pode ser importante para contextualizar o uso legítimo da medicação.

E, principalmente: Nunca suspenda ou altere um medicamento por medo de um teste sem conversar com o médico que o prescreveu.

Informação séria é essencial para que uma medida de segurança no trânsito não gere medo, abandono de tratamento ou interpretações equivocadas.

Salve este vídeo e envie para alguém que utiliza medicamento controlado e precisa saber disso.

Ritalina SaúdeMental Psiquiatria Trânsito InformaçãoEmSaúde

Talvez o que mais canse uma mãe não seja precisar pedir.É precisar pedir de novo, explicar de novo, insistir de novo — e...
24/08/2026

Talvez o que mais canse uma mãe não seja precisar pedir.

É precisar pedir de novo, explicar de novo, insistir de novo — e ainda terminar o dia achando que falhou.

Em crianças com TDAH, uma instrução que parece simples para o adulto pode exigir várias etapas ao mesmo tempo: parar o que está fazendo, manter o pedido na mente, organizar a sequência, resistir às distrações e começar.

Por isso, às vezes, repetir mais alto não resolve.

Pode ser mais útil reduzir a instrução, deixar o primeiro passo claro e ensinar a criança a avançar etapa por etapa.

Isso não significa retirar limites.

Significa tornar o limite mais ensinável.

Uma forma prática de começar hoje:

**em vez de**
“Vai tomar banho, arruma essa bagunça e depois pega o material.”

experimente
“Agora, coloque o controle sobre a mesa. Depois eu te digo o próximo passo.”

Pequenas mudanças na forma de orientar podem reduzir conflito e, ao mesmo tempo, ajudar a criança a desenvolver mais autonomia.

Comente PASSO para receber o material “Do pedido à ação”, um guia prático para transformar ordens em passos possíveis para crianças com TDAH.

Salve este post para consultar nos dias em que a rotina parecer pesada.

Dra. Mônica Iovanovich | CRM 52-110005-0
Médica, pós-graduada em Pediatria e em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência; formação em TEA pelo CBI of Miami.

02/08/2026

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