Espaço Mentes Pequeninas

Espaço Mentes Pequeninas Publico aqui conteúdo de qualidade que transforma a vida de crianças neurodivergentes e famílias

10/06/2026

“Mas doutora… Se ele consegue f**ar 4 horas no videogame, como pode ter TDAH?”

Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.

E a resposta costuma surpreender muitas famílias.

🧠 O TDAH não é um transtorno de falta de atenção.

É um transtorno que compromete a REGULAÇÃO da atenção e diversas funções executivas, como planejamento, organização, memória de trabalho e controle dos impulsos.

Por isso, atividades altamente estimulantes podem prender a atenção por horas.

Enquanto tarefas escolares aparentemente simples podem exigir um esforço enorme.

Quando entendemos isso, deixamos de enxergar a criança como preguiçosa ou desinteressada. E começamos a oferecer as estratégias necessárias para que a criança/adolescente possa diminuir essa DISFUNÇÃO EXECUTIVA.
Seu filho tem o transtorno, mas ele NÃO É O TDAH!

💙 Compartilhe este vídeo com alguém que ainda acredita que videogame exclui o diagnóstico de TDAH.

📌 Salve para consultar depois.

Dra. Mônica Iovanovich
CRM-RJ 52.110005-0
Pós-graduada em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Especialista em TEA

Autismo TEA DesenvolvimentoInfantil SaúdeMentalInfantil PaisAtípicos MaternidadeAtípica EducaçãoInclusiva Neurodesenvolvimento

09/06/2026

Muitas mães acreditam que pedir adaptações escolares para o filho com TDAH signif**a dar vantagens.

Não signif**a.

Signif**a oferecer acessibilidade.

O TDAH afeta as funções executivas, importantes para a vida escolar: Atenção sustentada, memória de trabalho, planejamento, organização, controle de impulsos e regulação emocional.

Por isso, uma criança pode conhecer o conteúdo e, ainda assim, ter dificuldade para demonstrar o que sabe dentro do formato tradicional de ensino.

As adaptações escolares ajudam a reduzir barreiras e permitem que o potencial da criança apareça.

Entre as adaptações mais frequentemente recomendadas estão:

✅ Tempo adicional para avaliações
✅ Uma prova por dia
✅ Local com menos distrações
✅ Comandos destacados
✅ Fracionamento de tarefas
✅ Apoio à organização escolar
✅ PEI quando indicado

Quando a escola, a família e os profissionais trabalham juntos, os resultados costumam ser muito melhores.

A criança aprende mais.

Sofre menos.

E preserva aquilo que nenhum boletim mede: Sua autoestima.


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05/06/2026

Ninguém fala isso abertamente. Mas a ciência já provou.

O sofrimento emocional de quem cuida impacta diretamente a regulação do filho com TEA.

Não é fraqueza. Não é culpa.
É neurobiologia.

Um estudo longitudinal do King’s College London acompanhou pessoas com autismo da infância até a vida adulta e identificou que o estado emocional da família é um dos principais fatores que influenciam os problemas comportamentais e emocionais das crianças.

Luto, desgaste, isolamento, crise financeira — tudo isso aparece no comportamento do seu filho. Porque o cérebro dele usa você como regulador externo.

Quando você desorganiza, ele desorganiza junto.

Por isso orientação parental não é detalhe.
Por isso sua saúde mental não é luxo.
Por isso cuidar de você também é tratar o TEA.

Se esse vídeo chegou até você hoje, não foi por acaso.
Você merece acolhimento tanto quanto seu filho.

💬 Comenta FAMÍLIA se você quer mais conteúdo sobre saúde mental parental e TEA.
📌 Salva para reler nos dias difíceis.
🔁 Manda para uma mãe que precisa ouvir isso agora.

🔗 Estudo: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/aur.2548

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04/06/2026

Você já ouviu alguém dizer: “Ele é inteligente, mas não se esforça”?

Muitas crianças com TDAH crescem ouvindo críticas que não refletem quem elas realmente são.

Quando os sinais não são reconhecidos precocemente, a criança pode passar anos acreditando que é preguiçosa, desorganizada, incapaz ou “menos capaz” que os colegas.

O problema não é apenas a dificuldade de atenção.

É o impacto acumulado de:
🔹 Frustrações constantes;
🔹 Cobranças excessivas;
🔹 Comparações injustas;
🔹 Baixa autoestima;
🔹 Ansiedade;
🔹 Conflitos familiares e escolares.

Com o tempo, essas experiências podem deixar marcas emocionais profundas, afetando o desempenho acadêmico, os relacionamentos e a confiança em si mesma.

A boa notícia é que o TDAH tem tratamento.

Quanto mais cedo a criança recebe avaliação adequada, suporte familiar, estratégias escolares e intervenções baseadas em evidências, maiores são as chances de desenvolver seu potencial com menos sofrimento.

Seu filho não precisa passar a infância inteira tentando se encaixar em expectativas que não consideram como o cérebro dele funciona.

💬 Você percebeu os sinais cedo ou o diagnóstico chegou apenas anos depois? Compartilhe sua experiência nos comentários.

📌 Salve este post para lembrar que identif**ar não é rotular. É oferecer oportunidade.

EducacaoParental

22/05/2026

Seu filho usa Risperidona e Canabidiol? ⚠️
Essa combinação pode exigir atenção médica especializada.

Embora ambos sejam utilizados em alguns quadros do neurodesenvolvimento e da saúde mental infantil, o Canabidiol pode interferir no metabolismo da risperidona, aumentando o risco de efeitos adversos como:

• Sonolência excessiva
• Irritabilidade paradoxal
• Tontura
• Alterações gastrointestinais
• Maior sensibilidade comportamental e emocional

Além disso, cada criança possui um funcionamento neurobiológico único. O que funciona para uma pode desregular outra.

Por isso, associação medicamentosa NÃO deve ser feita sem acompanhamento médico adequado, monitorização clínica e ajustes individualizados.

Em muitos casos, pequenos detalhes fazem grande diferença:
⏰ Inclusive o horário de administração entre as medicações.

Informação de qualidade protege famílias. 💙

⚠️ Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica individualizada.

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22/05/2026

Seu filho usa risperidona e Canabidiol? ⚠️
Essa combinação exige atenção médica especializada.

Embora ambos sejam utilizados em alguns quadros do neurodesenvolvimento e da saúde mental infantil, o Canabidiol pode interferir no metabolismo da risperidona, aumentando o risco de efeitos adversos como:

• Sonolência excessiva
• Irritabilidade paradoxal
• Tontura
• Alterações gastrointestinais
• Maior sensibilidade comportamental e emocional

Além disso, cada criança possui um funcionamento neurobiológico único. O que funciona para uma pode desregular outra.

Por isso, associação medicamentosa NÃO deve ser feita sem acompanhamento médico adequado, monitorização clínica e ajustes individualizados.

Em muitos casos, pequenos detalhes fazem grande diferença:
⏰ Inclusive o horário de administração entre as medicações.

Informação de qualidade protege famílias. 💙

⚠️ Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica individualizada.

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11/05/2026

Ácido folínico trata TEA?

A resposta mais honesta é: Não é simples assim.

Na minha prática clínica, eu tenho, sim, pacientes que vêm se beneficiando do uso do ácido folínico. Mas isso não signif**a que toda criança autista precise usar.

E aqui está o ponto que muita gente confunde: Melhora clínica individual não é a mesma coisa que indicação universal.

O ácido folínico pode fazer sentido em alguns perfis específicos,quando existe uma hipótese clínica relacionada ao metabolismo do folato, ao transporte de folato para o sistema nervoso central ou a sinais neurológicos associados.A verdade é que o ácido folínico está relacionado a uma série de processos neurometabólicos, no sistema nervoso central, como por exemplo: metabolismo da Serotonina, dopamina,noradrenalina…Posso citar também, o processo metabólico de conversão do aminoácido metionina (da dieta) em homocisteína e sua posterior remetilação de volta a metionina ou conversão em cisteína….
Então o quadro clínico é bem específico e severo.
Em suma, antes de pensar em suplementar, é preciso avaliar a criança inteira: Desenvolvimento, linguagem, comportamento, sono, seletividade alimentar, epilepsia, regressão, comorbidades, exames e história clínica.

O problema não é o ácido folínico.

O problema é transformar uma possibilidade terapêutica em promessa para todas as crianças!

Na medicina séria, tratamento não nasce de trend. Nasce de avaliação médica, critério clínico e acompanhamento responsável.

Seu filho autista entra em crise e parece que nada funciona?Você tenta conversar.Tenta explicar.Tenta tocar.Tenta fazer ...
07/05/2026

Seu filho autista entra em crise e parece que nada funciona?

Você tenta conversar.
Tenta explicar.
Tenta tocar.
Tenta fazer ele “parar”.

Mas, muitas vezes, sem perceber, o adulto aumenta ainda mais a sobrecarga.

Na crise do Autismo, o comportamento que aparece por fora pode ser apenas a ponta do iceberg. Por dentro, o sistema nervoso da criança pode estar em estado de exaustão, medo, dor, frustração ou sobrecarga sensorial.

Por isso, crise não é birra.
Crise não é manipulação.
Crise não é “falta de limite”.

Na maioria das vezes, é desregulação.

Durante a crise, o cérebro da criança não consegue processar muitas palavras, muitas ordens, muito toque ou muitos estímulos ao mesmo tempo. Por isso, discutir, insistir, forçar contato visual ou tentar ensinar no auge da desorganização pode piorar tudo.

O caminho mais seguro costuma ser outro:

✅ Reduzir luz, ruído e pessoas ao redor
✅ Falar pouco, com voz baixa e frases curtas
✅ Oferecer um espaço seguro e previsível
✅ Evitar toque sem necessidade
✅ Observar dor, fome, sono, medo ou desconforto
✅ Mapear o que aconteceu antes da crise

Depois que a criança regula, aí sim vem a orientação.

Primeiro segurança.
Depois ensino.

E é importante lembrar: As crises no Autismo podem estar ligadas a processamento sensorial, dificuldade de comunicação, sono, ansiedade, dor, desconforto físico, mudanças de rotina e exigências acima da capacidade da criança naquele momento.

Quando a família entende os gatilhos, o plano de cuidado muda.
A criança sofre menos.
Os pais se culpam menos.
E o tratamento se torna mais humano, mais técnico e mais ef**az.

Aqui, a gente não olha só para o comportamento.
A gente entende o cérebro, a família, a escola e a criança como um todo.

Conteúdo educativo por:
Dra. Mônica Iovanovich
CRM: 52-110005-0
Especialização em Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência
Especialização em Pediatria
Especialização em TEA

Seu filho tem TDAH e parece que a casa vive em guerra na hora da rotina?Você pede uma vez.Pede duas.Repete.Aumenta o tom...
06/05/2026

Seu filho tem TDAH e parece que a casa vive em guerra na hora da rotina?

Você pede uma vez.
Pede duas.
Repete.
Aumenta o tom.
Ele se irrita.
Você se culpa.

E, no fim, todo mundo termina exausto.

Mas aqui existe uma virada importante: muitas vezes, o problema não é falta de esforço da criança — é falta de estrutura externa suficiente para um cérebro que tem dificuldade de se organizar sozinho.

No TDAH, as funções executivas podem estar mais imaturas ou desreguladas. Isso afeta planejamento, memória de trabalho, controle de impulsos, noção de tempo, início e conclusão de tarefas.

Por isso, rotina não é “rigidez”.
Rotina é previsibilidade.
É segurança.
É um apoio externo para o cérebro conseguir funcionar melhor.

Algumas mudanças simples podem fazer muita diferença:

✅ Horários mais previsíveis
✅ Uma instrução por vez
✅ Tarefas divididas em pequenas etapas
✅ Quadro visual de rotina
✅ Reforço positivo para pequenos avanços
✅ Menos crítica e mais direção clara

A criança com TDAH não precisa de uma casa perfeita.
Ela precisa de adultos que entendam como o cérebro dela funciona.

E é importante lembrar: O TDAH não envolve apenas rotina. Ele também pode impactar atenção, impulsividade, sono, emoções, autoestima, aprendizagem e convivência familiar.

Quando a família entende o transtorno de forma completa, o tratamento f**a mais leve, mais humano e mais ef**az.

Aqui no Espaço Mentes Pequeninas, a gente não olha só para o comportamento.
A gente entende o cérebro, a família, a escola e a criança como um todo.

Crise no autismo não é birra — e algumas reações de adultos podem agravar a situação. No novo post do Espaço Mentes Pequ...
05/05/2026

Crise no autismo não é birra — e algumas reações de adultos podem agravar a situação. No novo post do Espaço Mentes Pequenas você vê 3 erros comuns durante uma crise e como agir com mais segurança e empatia. Leia mais: https://wix.to/wwAohIw

Entenda por que crise no Autismo não é birra — e como os pais podem agir com mais segurançaQuando uma criança autista entra em crise, muitos pais se sentem perdidos. A criança pode gritar, chorar, se jogar no chão, tentar fugir, f**ar agressiva, se isolar ou simplesmente parecer inacessível...

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