Dr. Bruno Menezes

Dr. Bruno Menezes Modulação hormonal & Performance Humana

Viva bem, Envelheça com Saúde Proprietário e Diretor Médico da clínica Spazio Essenza
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João Cabral de Mello Neto,850
Bloco 2 Sala 812
Barra da Tijuca
Rio de Janeiro - RJ

12/08/2026

A parte mais difícil de estudar emagrecimento é que quase tudo melhora junto. Fígado, glicemia, pressão. Aí f**a impossível separar o que a intervenção fez do que o próprio emagrecimento fez.

Esse estudo separou. Camundongos com esteato-hepatite, mantidos em termoneutralidade — condição mais parecida com a humana que o padrão de biotério. Um grupo recebeu GDF15 recombinante. O outro foi pareado na comida, de propósito, para perder exatamente o mesmo peso. Mesma ingestão, mesmo peso, mesma esteatose nos dois.

Só o grupo do GDF15 teve menos inflamação e menos fibrose no fígado. E apagar o GDF15 ou o receptor GFRAL piorou a inflamação sem mexer na esteatose.

O caminho é o que menos se esperava: dependeu do GFRAL, foi independente de sinalização beta-adrenérgica, e passou pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, com aumento de corticosterona e sinalização de glicocorticoide no fígado. A análise do tecido hepático mostrou queda de macrófagos inflamatórios, plasmócitos B e células estreladas ativadas.

O tamanho disso: é pré-clínico. Nenhum ser humano foi tratado. Há coautores da Novo Nordisk, declarado no artigo. E o campo hoje investe no sentido oposto: bloqueadores de GDF15/GFRAL para caquexia oncológica, com ponsegromab da Pfizer em fase 2 e a compra da NGM pela Merck KGaA em 2024.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Wang D et al., Cell Metab 2026;38 — PMID 42575092 — doi 10.1016/j.cmet.2026.07.008

O que realmente protege o osso?Alguém resolveu testar direito, e o resultado saiu em junho no American Journal of Clinic...
10/08/2026

O que realmente protege o osso?

Alguém resolveu testar direito, e o resultado saiu em junho no American Journal of Clinical Nutrition. 114 mulheres, de 1 a 8 anos depois da menopausa, sorteadas para tomar um probiótico de lactobacilos ou uma cápsula sem nada dentro. Nem elas nem os pesquisadores sabiam quem tomava o quê. Doze meses.

No fim do ano os dois grupos tinham perdido osso. No ponto principal, quem tomou o probiótico perdeu 3,7 mg HA/cm a mais que quem tomou a cápsula vazia (IC95% -6,9 a -0,4). Nenhum sinal de construção ou de perda de osso no sangue se mexeu, e cálcio e inflamação também não.

A diferença é pequena e eu não vou transformar isso em “probiótico faz mal ao osso”, porque o estudo não diz isso. O que ele diz é mais simples: essa cápsula não protegeu nada.

Do outro lado tem carga. No estudo LIFTMOR, 101 mulheres de 65 anos com osso já fraco treinaram pesado duas vezes por semana, 30 minutos, por 8 meses: a densidade do osso da coluna subiu 2,9%, enquanto o grupo do exercício leve em casa perdeu 1,2%. Era treino supervisionado, em gente selecionada, então não é receita pra sair fazendo sozinha.

E vale dizer o que a evidência não sustenta: caminhada e atividade de lazer, sozinhas, não aumentam a densidade do osso de forma consistente. Numa revisão de 12 estudos e 9.836 mulheres, o osso ficou estável em quem se exercitou e caiu nos controles, sem diferença estatística. Elas seguram, não constroem.

Se você está nessa faixa, a atitude de amanhã não custa dinheiro nenhum: leve uma pergunta pra sua consulta. Já está na hora do meu primeiro exame de osso?

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Resciniti S et al., Am J Clin Nutr 2026;124(2):101384 (PMID 42264450, DOI 10.1016/j.ajcnut.2026.101384) · Watson SL et al., LIFTMOR, J Bone Miner Res 2018;33(2):211-220 (PMID 28975661, DOI 10.1002/jbmr.3284) · Siyahtaş A et al., Arch Gerontol Geriatr 2025;140:106054 (PMID 41124891, DOI 10.1016/j.archger.2025.106054)

07/08/2026

Você dorme e acorda cansada, e o exame deu normal. Antes de aceitar que “é da idade”, vale entender uma coisa: o hemograma e a ferritina medem coisas diferentes.

O hemograma mostra o ferro que está circulando. A ferritina mostra o ferro guardado no estoque. O estoque acaba primeiro, então dá para não ter anemia e já ter falta de ferro. Em julho saiu a diretriz nº 469 da sociedade canadense de ginecologia e obstetrícia, dedicada a falta de ferro e anemia por falta de ferro na mulher, da primeira menstruação até a menopausa.

O tamanho do efeito, sem maquiagem: uma revisão sistemática com meta-análise de 18 estudos e 1.408 pessoas (a maior parte mulheres que menstruam, idade média de 34 anos) achou melhora de cansaço com reposição de ferro, com tamanho de efeito moderado a pequeno (d = 0,34), e também de ansiedade e de memória de curto prazo. O ponto que mais importa: quando os pesquisadores tiraram da conta quem não tinha falta de ferro, o efeito sumiu. Ferro não é energia. Ferro devolve o que faltou.

Outra revisão, de 18 ensaios e 1.170 adultos, encontrou a mesma coisa e mais uma: o cansaço relatado melhorou, mas o desempenho físico medido em teste (consumo máximo de oxigênio) não mudou.

Nada disso é indicação de tomar ferro por conta própria. Ferro em excesso também faz mal, e cansaço tem muitas outras causas. O que este conteúdo te dá é uma pergunta, não uma receita: a minha ferritina foi pedida?

Li o estudo inteiro por você.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: Chen I et al. SOGC No. 469, J Obstet Gynaecol Can 2026;48(8):103428 (PMID 42425828, DOI 10.1016/j.jogc.2026.103428) · Fiani D et al. Neurosci Biobehav Rev 2025;178:106372 (PMID 40945632, DOI 10.1016/j.neubiorev.2025.106372) · Houston BL et al. BMJ Open 2018;8(4):e019240 (PMID 29626044, DOI 10.1136/bmjopen-2017-019240) · Dugan C et al. Br J Sports Med 2025;59(13):921-930 (PMID 40032294, DOI 10.1136/bjsports-2024-108240) · Sultana N et al. J Pak Med Assoc 2026;76(1):4-7 (PMID 41736325, DOI 10.47391/JPMA.22068)

menopausa drbrunomenezes cienciaclara

Tem uma frase que eu ouço quase toda semana no consultório: “Doutor, eu treino há meses e a balança não sai do lugar”.E ...
06/08/2026

Tem uma frase que eu ouço quase toda semana no consultório: “Doutor, eu treino há meses e a balança não sai do lugar”.

E quase sempre ela vem junto com a vontade de desistir.

Saiu agora uma revisão que reúne 23 ensaios clínicos randomizados. Todos com mulheres mais velhas e saudáveis, comparando treino supervisionado com não treinar.

O que caiu no grupo que treinou: colesterol total 27 mg/dL, o LDL 24 mg/dL, os triglicérides 9 mg/dL, o açúcar no sangue 6 mg/dL, a proteína C reativa (um marcador de inflamação) 0,86 mg/L e a pressão máxima 8 mmHg. O condicionamento subiu. E a gordura corporal caiu 2,5%.

O que não mudou: o peso na balança. A circunferência da cintura. A massa muscular medida.

Repare no tamanho disso. Uma queda de 8 mmHg na pressão máxima é da ordem do que se espera de um remédio para pressão. E nada disso aparece quando você sobe na balança.

A ressalva, com todas as letras: foi feito em mulheres mais velhas e saudáveis, e a direção provavelmente vale antes disso, mas o estudo não testou. A confiança da evidência é moderada para colesterol, gordura corporal e pressão, e baixa para glicose e inflamação.

Se a balança é o seu único termômetro, você está medindo a coisa errada com o instrumento errado. Peça os exames. É lá que o treino aparece.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fonte: Shen J, Peng J, Luan Y, Liu X, Li J, Wu J. Effects of exercise on metabolic risk, cardiovascular fitness, and body composition in elderly women of the past decade: a systematic review and meta-analysis. J Int Soc Sports Nutr. 2026;23(1):2675444. PMID 42228407 — https://doi.org/10.1080/15502783.2026.2675444

longevidade drbrunomenezes cienciaclara

05/08/2026

Saiu esse ano a primeira atualização desde 2009 do posicionamento do Colégio Americano de Medicina do Esporte sobre treino de força.
Não é um estudo novo: é uma revisão de revisões. Eles reuniram 137 revisões sistemáticas, mais de 30 mil pessoas, todas em programas de pelo menos 6 semanas, e foram testando variável por variável para ver qual delas realmente muda o resultado.
Ficou assim. Para ganhar força: carga mais pesada (a partir de 80% do máximo), movimento completo, 2 a 3 séries, feitas no começo do treino, pelo menos 2 vezes por semana. Para ganhar músculo: volume maior, acima de 10 séries por semana.
E o que não mudou de forma consistente: treinar até a falha, tipo de aparelho, complexidade do exercício, estrutura das séries, tempo sob tensão, restrição de fluxo sanguíneo e periodização.
Uma meta-análise deste ano reforça a parte da falha: 20 ensaios randomizados, 556 pessoas, e parar antes da falha ficou pelo menos igual, com uma vantagem pequena na força dinâmica (diferença padronizada de 0,24, intervalo de 0,06 a 0,42).
Duas ressalvas honestas: revisão de revisões herda as limitações dos estudos que reúne, e a maioria deles é de curta duração. E para hipertrofia, chegar mais perto da falha ainda parece contar.
Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Fontes: PMID 41843416 (DOI 10.1249/MSS.0000000000003897) · PMID 42410632 (DOI 10.1186/s13102-026-01861-z)

longevidade drbrunomenezes cienciaclara

04/08/2026

Você nunca bate os 10 mil passos e se sente em falta? A conta está errada, não você.

O número 10 mil não saiu de pesquisa. Em 1965, depois da Olimpíada de Tóquio, a Yamasa lançou um pedômetro chamado manpo-kei, que quer dizer “medidor de 10 mil passos”. O número foi escolhido por ser redondo, fácil de lembrar e bom de vender. Virou meta de saúde por repetição, não por evidência.

O que a ciência mostra hoje: estudo publicado no Journal of Physical Activity and Health com 8.570 adultos de 40 anos ou mais, do inquérito nacional americano NHANES, com passos medidos por acelerômetro durante 7 dias e acompanhamento médio de 8,5 anos, com 1.534 mortes no período.

A curva é o que importa. Comparado a quem andava menos de 4.000 passos por dia, a projeção de anos de vida a mais aos 40 foi de 7,4 para a faixa de 4.000 a 5.999; 12,2 para 6.000 a 7.999; 15,7 para 8.000 a 9.999; 17,8 para 10.000 a 11.999; e 19,2 acima de 12.000. Repare onde a curva achata: o ganho entre 4 mil e 8 mil é enorme, e depois dos 8 mil ele desacelera muito.

Agora a ressalva, e ela é grande: isto é um estudo observacional, e esses anos são projeção de modelo, não tempo de vida medido. Boa parte do efeito provavelmente é causalidade reversa, ou seja, quem já está doente caminha menos, e não o contrário. Por isso eu não digo, e ninguém deveria dizer, que caminhar “dá 15 anos de vida”. O que dá para afirmar com segurança é a forma da curva: sair do sedentarismo rende muito mais do que perseguir o último milheiro.

Na prática: se você faz 3 mil passos hoje, sua meta não é 10 mil. É 6 mil. Depois 8 mil. O salto que muda sua saúde é o primeiro, não o último.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Li o estudo inteiro por você.

Fontes: Zhuang J, Liu T, Holzapfel S, et al. Daily Steps and Life Expectancy: A Life Table Analysis of a Population-Representative Sample. J Phys Act Health 2026. PMID 42398646. DOI 10.1123/jpah.2025-0892. Origem do 10 mil: campanha do pedômetro manpo-kei, Yamasa, 1965.

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03/08/2026

Dá pra baixar a dose e não engordar tudo de novo?

Saiu na The Lancet o SURMOUNT-MAINTAIN, ensaio de fase 3b, multicêntrico, duplo-cego e controlado por placebo, feito em 20 centros nos Estados Unidos. Duplo-cego quer dizer que nem o paciente nem o médico sabiam quem estava tomando o quê.

Foram 441 adultos com obesidade (peso médio de 113,8 kg, IMC médio 40,1, idade média 46,6 anos, 65% mulheres). Todos passaram 60 semanas emagrecendo em tirzepatida na dose máxima tolerada, 10 mg ou 15 mg. Aí 378 pessoas foram sorteadas para mais 52 semanas em um de três caminhos: seguir na dose máxima, cair para 5 mg ou trocar por placebo. 91% terminaram o estudo.

Peso na semana 112, comparado com o início: dose máxima −21,9% (IC95% −23,5 a −20,3), 5 mg −16,6% (IC95% −18,0 a −15,1), placebo −9,9% (IC95% −11,1 a −8,8). A diferença entre os três foi grande demais para ser sorte.

O número mais concreto é o do resgate. Quem recuperava mais da metade do peso perdido podia voltar ao remédio: precisaram disso 8% na dose máxima, 25% na dose de 5 mg e 67% no placebo.

O que isso quer dizer: baixar a dose custa alguma coisa, sim. Mas f**a muito mais perto de continuar do que de parar. Se o preço ou o efeito colateral apertar, existe um degrau no meio, e ele é uma pergunta legítima para levar ao seu médico.

Ressalvas honestas: o estudo foi financiado pela Eli Lilly e vários autores são funcionários da empresa. Foi feito só nos Estados Unidos, 67% de pessoas brancas, e a resposta individual variou bastante. Os autores mesmos escrevem que a redução de dose “pode ser uma alternativa valiosa à descontinuação”, não que funcione igual para todo mundo.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Li o estudo inteiro por você.

Fontes: Horn DB, Aronne LJ, Wharton S, et al. Tirzepatide for maintenance of bodyweight reduction in people with obesity in the USA (SURMOUNT-MAINTAIN). Lancet 2026;407(10545):2305-2318. PMID 42119587. DOI 10.1016/S0140-6736(26)00656-2. Registro ClinicalTrials.gov NCT06047548.

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01/08/2026

Juntar o exercício da semana toda em 2 dias funciona. E foi isso que me surpreendeu.

O número vem daqui: 95.468 pessoas do UK Biobank com acelerômetro de pulso, mediana de 7,92 anos de seguimento, 3.539 mortes. Quem espalhou pelos 5 dias teve HR 0,74 (IC95% 0,68-0,82) de morte por qualquer causa. Quem concentrou em 1 ou 2 dias, HR 0,72 (0,67-0,78). Traduzindo: 26% e 28% menos risco, sem diferença relevante entre os dois padrões. Em adultos com diabetes o padrão se repete (51.650 pessoas, 9,5 anos: concentrado 0,79, espalhado 0,83).

O estudo novo, de junho, olhou o osso. Dois inquéritos somados: NHANES (6.972 pessoas de 20 a 59 anos, atividade autorrelatada) e UK Biobank (52.989 pessoas de 37 a 60, acelerômetro por 7 dias), com densitometria de coluna e colo do fêmur. Concentrar ou espalhar, os dois se associaram a osso melhor que f**ar parado. No UK Biobank o padrão concentrado teve menos fratura que o grupo inativo (HR 0,899; 0,824-0,981). É um efeito pequeno, mas na mesma direção.

Onde não empatou: num estudo transversal coreano com 26.424 adultos, só o padrão espalhado apareceu ligado a menos sintomas depressivos (OR ajustado 0,81; 0,74-0,89). Para o humor, a regularidade pareceu importar.

Uma ressalva que muda a leitura: são todos estudos observacionais. Acompanharam pessoas vivendo a vida delas, sem interferir. Mostram que as coisas andam juntas, não que uma causou a outra. Quem consegue fazer 2h30 no sábado talvez já seja mais saudável de partida.

Isso é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Li o estudo inteiro por você.

Fontes: PMID 42309247 (DOI 10.1016/j.bone.2026.117985) · PMID 40057865 (DOI 10.1016/j.mayocp.2024.10.022) · PMID 40690774 (DOI 10.7326/ANNALS-25-00640) · PMID 42503312 (DOI 10.4082/kjfm.25.0384)

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Fontes:Furey RT et al. Subjective cognition and objective cognitive performance in early versus late perimenopause. J Cl...
31/07/2026

Fontes:

Furey RT et al. Subjective cognition and objective cognitive performance in early versus late perimenopause. J Clin Exp Neuropsychol, 2026.

Greendale GA et al. Effects of the menopause transition and hormone use on cognitive performance in midlife women. Neurology, 2009;72(21):1850-7.

Greendale GA et al. Menopause-associated symptoms and cognitive performance: results from the Study of Women’s Health Across the Nation. Am J Epidemiol, 2010;171(11):1214-24.

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29/07/2026

Você acorda às três da manhã e o sono não volta.

Saíram duas revisões este ano sobre insônia na menopausa. A da Sleep Medicine rastreou 80 ensaios e analisou 17 juntos, com qualidade metodológica média alta (PEDro 8,66 de 10). Comparou remédio para dormir com tratamento sem remédio, em estudos onde as mulheres foram sorteadas para um grupo ou outro.

O tratamento sem remédio melhorou nas duas escalas de insônia usadas (PSQI e ISI). O remédio melhorou só no PSQI. E nenhum dos dois aumentou o tempo total de sono; nem o medido por aparelho, nem o relatado pela própria mulher.

Ou seja: o que muda não é quantas horas você dorme, é o peso que a insônia tem no seu dia. A segunda revisão (BMC Women’s Health, 28 ensaios, 2.887 mulheres) mostrou queda grande na gravidade da insônia com acompanhamento psicológico, e nenhum efeito sobre sintomas urogenitais ou função sexual.

A ressalva honesta: não existe placebo de ioga nem de terapia. Quem participa sabe o que recebeu e é quem responde o questionário, o que infla o efeito medido. O seguimento foi de semanas a poucos meses. E um dos autores declara consultoria e honorários de palestra de várias farmacêuticas. O estudo não é pago por fabricante, mas o conflito está declarado e eu prefiro te contar.

Isto é informação, não prescrição. Converse com quem te acompanha.

Se você conhece alguém que acorda às três e acha que isso só acontece com ela, manda esse vídeo.

Fontes: Bruyneel M et al., Sleep Med 2026 Oct;146:109040 (PMID 42247852, DOI 10.1016/j.sleep.2026.109040) · Robinson K et al., BMC Womens Health 2026 (PMID 42252432, DOI 10.1186/s12905-026-04563-3)

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