09/10/2026
Não existe essa história de “já ganhou”. Se existe votação, existe escolha. E existe também uma multidão de pessoas que se abstiveram ou simplesmente não foram votar.
Votem. Votem.
Eu nunca fui uma pessoa ligada a partidos políticos. Não sou fã de político algum, mas sei muito bem o que não quero. E, às vezes, isso já é bastante.
Eu sei que muita gente tem suas mágoas, suas críticas e suas razões para não gostar do Lula, do PT ou de outros políticos. Mas, neste momento, precisamos pensar estrategicamente. Independentemente da nossa vontade, alguém será escolhido. E decidir não votar também é tomar uma atitude, com consequências para todos nós.
Por isso, precisamos olhar para além das nossas antipatias pessoais, refletir sobre o que consideramos certo para a nossa sociedade e fazer uma escolha consciente, alinhada aos valores que queremos preservar.
Se vamos ganhar, eu não sei. Mas sei o que desejo: que os direitos humanos sejam respeitados, que a qualidade de vida seja preservada e que eu, meus amigos e todas as pessoas que amo tenhamos o direito de ser felizes, de existir e de ocupar nosso espaço na sociedade com dignidade e liberdade.
E falo especialmente a você, mulher, que luta diariamente pela própria sobrevivência, pelo seu espaço, pela sua voz e pelos seus direitos. E a você que faz parte de uma comunidade que tantas vezes precisa lutar para ser respeitada e defendida.
Não podemos nos dar ao luxo de achar que a nossa participação não faz diferença.
Votar é exercer um direito, mas também é participar da construção da sociedade em que queremos viver.
Não precisamos amar um candidato. Precisamos pensar nas consequências das nossas escolhas e no futuro que queremos para todos nós.