10/08/2026
Após a nefrectomia no câncer de rim, a pergunta que guia a consulta é: “o que mais podemos fazer para prevenir a recidiva?”
Por décadas, a resposta era a vigilância. Esse cenário mudou com o estudo fase 3 KEYNOTE-564, que avaliou a imunoterapia adjuvante com pembrolizumabe em pacientes com carcinoma de células renais de células claras de alto risco de recidiva após a cirurgia.
Os resultados foram consistentes: redução de 32% no risco de recidiva (HR 0,68) e, com seguimento de 57,2 meses, redução de 38% no risco de óbito (HR 0,62) — com sobrevida global em 48 meses de 91,2% vs. 86,0% no grupo placebo. O seguimento de 5 anos, apresentado no ASCO 2025, confirmou a durabilidade do benefício.
A indicação, porém, não é automática. Ela considera o estágio patológico, a presença de linfonodos comprometidos e o perfil clínico de cada paciente — e exige monitoramento atento de eventos adversos imunomediados ao longo dos 12 meses de tratamento.
A medicina de precisão transformou o câncer de rim em uma doença cada vez mais controlável, inclusive no cenário adjuvante. A decisão de tratar é sempre construída em conjunto, com ciência, transparência e cuidado individualizado.
Arraste para o lado para entender os critérios, os resultados e o que essa terapia representa na prática clínica. 🤝