Dra. Marcia Babo

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Dra. Marcia Babo Medicina Integrativa 💮

29/09/2026

Seu TSH normalizou. A dose da levotiroxina parece adequada. Mas você continua cansada, com dificuldade de concentração, indisposição ou outros sintomas.

A conclusão deveria ser: “está faltando T3”?

Não necessariamente.

A levotiroxina, que é o T4, continua sendo o tratamento padrão do hipotireoidismo para a maioria das pessoas. E sintomas persistentes merecem uma investigação mais ampla antes de serem atribuídos automaticamente à tireoide.

Sono ruim, anemia, deficiência de ferro ou B12, medicamentos, depressão, outras doenças e até uma dose inadequada ou absorção incorreta da própria levotiroxina podem produzir sintomas semelhantes.

Existem situações em que a associação de T4 e T3 pode ser discutida individualmente, especialmente quando os sintomas persistem apesar de um tratamento bem conduzido e outras possíveis causas terem sido avaliadas.

Mas T3 não é uma etapa obrigatória do tratamento e não deve ser acrescentado simplesmente porque um número isolado no exame parece baixo.

Quando o assunto é tireoide, tratar o paciente continua sendo mais importante do que perseguir um número perfeito no laboratório.

Você usa levotiroxina e ainda sente sintomas?

27/09/2026

Um nódulo tinha 8 mm. No exame seguinte, apareceu com 10 mm.

Ele realmente cresceu?

Nem sempre essa comparação é tão simples.

O ultrassom depende da técnica, das medidas realizadas e da interpretação de quem executa o exame. Por isso, quando existe um nódulo sendo acompanhado, ter exames anteriores disponíveis e, quando possível, manter um serviço experiente em ultrassonografia da tireoide pode facilitar muito a comparação ao longo do tempo.

Mas existe um ponto ainda mais importante: acompanhar um nódulo não signif**a apenas observar se ele ficou maior.

As características ultrassonográf**as ajudam a determinar o grau de suspeição e, junto com o tamanho e a história clínica, orientam se aquele nódulo deve ser acompanhado ou investigado com punção.

Por isso, não olhe apenas para o número de milímetros no seu próximo laudo.

Leve os exames anteriores e deixe que a evolução seja avaliada como um conjunto.

Você guarda seus ultrassons antigos para comparar com os novos?

25/09/2026

Talvez o problema não seja apenas ter perdido o desejo.

Talvez seja ter começado a acreditar que, depois de certa idade, sentir desejo deixou de ser importante.

Muitas mulheres chegam à menopausa lidando com ressecamento, dor durante a relação, alterações hormonais, sono ruim, cansaço e mudanças no próprio corpo. Mas a sexualidade feminina não cabe dentro de um exame de sangue.

Como está o relacionamento? Existe intimidade? Carinho? Segurança? A relação sexual é prazerosa ou virou uma obrigação? Existe dor? Existe vontade de estar com aquela pessoa?

Tudo isso importa.

Por isso, baixa libido não deveria ser automaticamente tratada como “coisa da menopausa” e muito menos como algo que toda mulher precisa simplesmente aceitar.

Às vezes existe uma questão hormonal. Às vezes existe dor. Às vezes existem medicamentos, questões emocionais, metabólicas ou relacionais envolvidas. Muitas vezes existem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo.

E a investigação começa quando a mulher percebe que sexualidade também é saúde e se sente confortável para falar sobre ela.

Você conseguiria conversar abertamente sobre sua vida sexual durante uma consulta médica?

25/09/2026

Você abre o resultado do ultrassom e lê: “nódulo tireoidiano”.

É muito fácil o pensamento ir direto para o pior cenário. Mas um nódulo, sozinho, ainda diz muito pouco.

A grande maioria dos nódulos da tireoide é benigna. O próximo passo é entender as características desse achado e decidir se ele precisa apenas ser acompanhado ou se existe indicação de investigação adicional.

Tamanho, composição, margens, formato e presença de determinados achados no ultrassom ajudam a estimar o risco. A história clínica da pessoa também entra nessa avaliação.

E nem todo nódulo precisa de punção.

É justamente a combinação dessas informações que ajuda o médico a decidir entre acompanhar, investigar ou realizar uma punção quando indicada.

Então, se apareceu “nódulo” no seu laudo, não transforme uma palavra em um diagnóstico antes da avaliação completa.

Você já encontrou um nódulo na tireoide por acaso em algum exame?

23/09/2026

“Já faz quase 10 anos que parei de menstruar. Então agora é tarde demais para mim?”

Essa é uma pergunta que muda completamente de resposta dependendo de quem está sentada na minha frente.

Existe, sim, um período em que iniciar a terapia hormonal costuma apresentar uma relação entre benefícios e riscos mais favorável, especialmente quando o tratamento começa antes dos 60 anos ou dentro dos primeiros 10 anos após o início da menopausa.

Mas completar 10 anos não funciona como uma porta que se fecha de um dia para o outro.

Para uma mulher que procura tratamento mais tarde, a conversa precisa ser ainda mais individualizada. Idade, tempo desde a menopausa, sintomas, histórico cardiovascular, risco de trombose, saúde óssea e outros fatores passam a ter um peso importante nessa decisão.

E existe outra pergunta fundamental: o que estamos tentando tratar?

Sono ruim, alterações de humor, dores, mudanças de peso ou memória não devem ser automaticamente atribuídos à falta de hormônios. Também existem outras causas que precisam ser investigadas.

Terapia hormonal não deveria ser nem automaticamente descartada, nem automaticamente prescrita por causa de um número no calendário.

A decisão começa entendendo a mulher que está por trás dele.

21/09/2026

Tem mulher que troca de roupa no meio do dia.

Tem mulher que acorda de madrugada com o corpo encharcado e, minutos depois, está procurando a coberta novamente.

E ainda tem quem passe anos ouvindo que isso é apenas uma fase e que precisa esperar passar.

Fogachos são extremamente comuns no climatério e na menopausa. Eles acontecem porque as alterações hormonais afetam os mecanismos cerebrais responsáveis pelo controle da temperatura corporal.

Mas comum não signif**a irrelevante.

Quando são frequentes ou intensos, podem interromper o sono, afetar o humor, a concentração, o trabalho e a qualidade de vida. Estudos também vêm investigando a relação entre uma maior carga de sintomas vasomotores e aspectos da saúde cardiovascular e cerebral.

Isso não signif**a que um fogacho esteja causando uma lesão no cérebro. Signif**a que hoje sabemos que esse sintoma merece ser levado a sério.

E existe tratamento.

A escolha depende da intensidade dos sintomas, do momento da menopausa, do histórico de saúde e dos riscos individuais de cada mulher. Terapia hormonal é uma das possibilidades, mas não é a única.

Quantas vezes você já ouviu que fogacho era algo que precisava simplesmente suportar?

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17/09/2026

Existe uma diferença importante entre fazer terapia hormonal tendo útero e fazer terapia hormonal depois de uma histerectomia.

E ela não é um detalhe.

Quando uma mulher que ainda tem útero utiliza estrogênio sistêmico, o endométrio também recebe esse estímulo. Sem a proteção adequada, esse tecido pode proliferar excessivamente ao longo do tempo.

É aí que o progestagênio assume uma de suas funções mais importantes na terapia hormonal: proteger o endométrio.

Por isso, quando alguém pergunta “por que eu não posso simplesmente usar estrogênio?”, a resposta começa com outra pergunta:

Você ainda tem útero?

A partir daí entram o tipo de terapia, os sintomas, a fase da menopausa, o histórico daquela mulher e as particularidades de cada caso.

Hormônio não deveria ser escolhido isoladamente porque alguém disse que “faz bem”. Existe indicação, dose, via de administração e uma razão para cada escolha.

É justamente essa individualização que faz diferença em uma terapia hormonal bem conduzida.

Você sabia que ter ou não ter útero muda a forma como pensamos a reposição hormonal?

17/09/2026

Você provavelmente imagina seus ossos como uma estrutura pronta. Algo duro, estável, que simplesmente f**a ali sustentando o seu corpo.

Mas enquanto você lê isso, seu tecido ósseo está sendo constantemente reabsorvido e reconstruído.

O problema começa quando essa conta deixa de fechar.

Quando a perda passa a superar a formação, o osso vai perdendo resistência. E é justamente por isso que a transição para a menopausa merece tanta atenção quando falamos de saúde óssea.

A queda do estrogênio acelera a perda óssea e ajuda a explicar por que o risco de osteoporose aumenta depois da menopausa.

E onde entra a progesterona nessa história?

É justamente essa relação entre hormônios, formação e reabsorção óssea que explico no vídeo.

Porque cuidar dos ossos não deveria começar depois de uma fratura. Deveria começar muito antes dela.

Você já acompanha a sua saúde óssea ou só começou a pensar nisso depois da menopausa?

16/09/2026

Quando falamos em climatério e menopausa, o estrogênio quase sempre ganha toda a atenção. Mas as mudanças hormonais começam antes da última menstruação.

Durante a transição menopausal, os ciclos podem se tornar irregulares e ocorrer com mais frequência sem ovulação. Com isso, a produção de progesterona também se torna irregular e pode diminuir, enquanto os níveis de estrogênio podem oscilar bastante.

É justamente por isso que essa fase não deve ser compreendida olhando apenas para um exame isolado.

Idade, padrão menstrual, sintomas, histórico de saúde e avaliação clínica ajudam a entender em que momento dessa transição cada mulher está.

E cada mulher pode viver essa fase de uma maneira completamente diferente.

No próximo vídeo, vamos falar sobre alguns dos sintomas que podem aparecer durante essa transição hormonal.

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