10/05/2026
Mãe é corpo que sustenta vida.
Corpo-terra. Corpo-casa. Corpo-semente.
Há uma inteligência silenciosa no ventre que sabe transformar alimento em sangue, sangue em abrigo, abrigo em gente. Como a terra faz com a chuva, com as raízes e com o tempo.
Toda mãe carrega algo da natureza:
a paciência das estações, a força das águas, a insistência das sementes que continuam crescendo mesmo depois da tempestade.
O corpo materno não produz apenas filhos. Produz continuidade. Produz futuro.
É o primeiro território onde alguém aprende calor, ritmo, proteção e pertencimento.
E talvez por isso exista uma ligação tão profunda entre mãe e Terra: ambas sustentam sem exigir aplauso. Ambas doam matéria de si para que a vida siga existindo.
Mas a natureza também ensina outra coisa: aquilo que sustenta a vida também precisa ser cuidado.
Assim como o solo precisa repousar, o corpo da mulher também precisa pausar.
Assim como a floresta precisa diversidade e proteção, a maternidade também precisa de rede, respeito e acolhimento.
Celebrar as mães talvez seja isso:
reconhecer o sagrado trabalho de quem gera, nutre e sustenta a vida; no ventre, nos braços, no afeto e na presença.
Porque toda mãe nos recorda a própria Terra: fértil, silenciosa e profundamente viva.
Feliz dia das mães 🍃💚🌱
Priscilla Masiero