23/04/2025
Quando o corpo pede passagem
Há dores que nos atravessam de forma tão sutil que, de início, mal percebemos.
Depois, tornam-se presença constante.
Um incômodo ao sentar, uma fisgada ao caminhar, uma rigidez ao levantar.
E, aos poucos, o que era apenas uma sensação, se transforma em limitação.
Limita o passo, limita o prazer de mover, limita o viver.
A dor no corpo mexe com a alma.
Nos entristece, nos fecha, nos impede de estar inteiros.
E é aí que muitas vezes surge a vontade de silenciar o sintoma, de anestesiar.
Mas o corpo não quer silenciar.
Ele quer ser escutado.
Muitas vezes, essas dores nascem em regiões profundas, nas conexões entre a pelve, a coluna e os membros.
São tensões que se acumulam no silêncio dos dias iguais.
E quando o fluxo natural do corpo — de sangue, linfa, nervos e gestos — é interrompido, ele nos chama.
Primeiro em sussurros. Depois, em gritos.
E é aqui que nasce o convite mais delicado:
não o do sacrifício, mas o do cuidado.
Cuidar do corpo não é um peso.
É uma forma de dizer: “Eu me vejo. Eu me acolho. Eu escolho viver com mais leveza.”
Cuidar do corpo é responsabilidade, sim.
Mas uma responsabilidade amorosa, cotidiana e possível.
É dar movimento ao que está preso, espaço ao que está comprimido, atenção ao que antes passava despercebido.
É cultivar variações de movimento como quem planta diversidade num solo cansado.
É escutar o corpo como quem escuta uma floresta.
A dor pode ser solo fértil.
Ela nos puxa de volta para nós.
Nos lembra que viver é também sentir, ajustar, regenerar.
E quando escutamos o que o corpo pede,
ele responde com gratidão.
E volta a florescer.
🌿🪴 Se você sente que é hora de cuidar de si com mais presença,
te convido a caminhar comigo.
Minhas aulas e mentorias foram criadas para apoiar o seu corpo a se regenerar, com leveza, ritmo e consciência.
Entre em contato e venha fazer parte.
Porque o cuidado com o corpo é também cuidado com a Terra.
Com cuidado ao corpo.
Priscilla Masiero