09/03/2026
Ser mulher, muitas vezes, é carregar muito mais do que o mundo vê.
Expectativas.
Cobranças.
Papéis que se acumulam.
Ser boa profissional, boa mãe, boa parceira, cuidar da casa, da saúde, do corpo… e ainda ter a sensação de que nunca está fazendo o suficiente.
No consultório, eu tenho o privilégio de ouvir histórias que quase nunca são ditas em voz alta.
Mulheres que vivem cansadas.
Mulheres lidando com ansiedade, compulsão, dores intestinais, alterações hormonais, doenças crônicas.
Mulheres que se sentem perdidas no próprio corpo.
Mulheres que já tentaram de tudo: dietas, restrições, protocolos…e ainda assim sentem que algo continua fora do lugar.
E a verdade é que, muitas vezes, o que está acontecendo vai muito além da comida.
Existe a relação com o próprio corpo.
Existe a forma como lidamos com o estresse, com a culpa, com as emoções.
Existem histórias antigas, hábitos construídos ao longo de anos, silenciosamente.
Por isso, meu trabalho nunca foi apenas montar um plano alimentar.
É escutar com atenção.
É investigar com profundidade.
É conectar sintomas, comportamento, rotina e história de vida.
É ajudar cada mulher a entender o que está acontecendo no próprio corpo, e construir caminhos mais possíveis, mais conscientes e mais gentis consigo mesma.
Porque cuidar da saúde de uma mulher exige muito mais do que uma dieta.
Exige olhar para a complexidade da vida dela.
Ontem foi Dia da Mulher.
E todos os dias eu tenho o privilégio de caminhar ao lado de mulheres que, mesmo sobrecarregadas, continuam tentando se cuidar.
E isso, para mim, já diz muito sobre a força que existe em cada uma delas. 🌷