10/09/2026
Você já teve queloide alguma vez, mesmo numa cicatriz pequena, tipo aquela do brinco, de uma catapora na infância ou de um corte qualquer? Se sim, essa informação precisa chegar até o cirurgião e até a fisioterapeuta antes da cirurgia plástica.
A maioria das pacientes não menciona porque não enxerga relação. Elas pensam no queloide como algo que aconteceu naquela cicatriz específ**a, um acaso daquele ferimento. Na verdade, ele revela como o seu corpo reage a qualquer processo de cicatrização. Se ele já produziu colágeno em excesso uma vez, ultrapassando os limites do ferimento, essa tendência existe em você como um todo, não só naquele ponto específico. E isso pode se repetir na incisão da cirurgia.
Quando essa informação chega antes da cirurgia, dá para ajustar o protocolo pós-operatório com antecedência. A forma de fazer o enfaixamento compressivo, o momento certo de começar a drenagem, a atenção redobrada nas primeiras semanas de cicatrização; tudo isso pode ser pensado para prevenir, em vez de tratar depois que o queloide já se formou. Nesse ponto, o trabalho f**a mais longo e mais difícil.
Se você tem histórico de queloide em qualquer parte do corpo, mesmo que pareça um detalhe sem importância, fale isso na avaliação, seja com o cirurgião ou aqui comigo, antes de montar seu protocolo. Essa única informação já é suficiente para eu conduzir seu acompanhamento de um jeito diferente desde a primeira sessão.