02/08/2026
Se eu pudesse conversar com a mulher que correu essa prova há um ano, eu diria: você ainda não faz ideia de tudo o que vai acontecer.
Há exatamente um ano, eu estava aqui.
Mas eu estava diferente.
Outra cabeça. Outras dores.
Outros medos. Outras batalhas que ninguém via.
E talvez tenha sido justamente naquele momento que eu mais precisei da corrida.
Eu fiz dela meu alicerce.
Quando a cabeça estava bagunçada, eu corria.
Quando o coração apertava, eu corria.
Quando eu precisava lembrar da minha força, eu corria.
E, quilômetro após quilômetro, fui me reconstruindo.
Só que eu não imaginava que, enquanto treinava o corpo para correr mais longe, também estava treinando a minha mente para suportar mais, escolher melhor e não desistir de mim.
De um ano pra cá, eu vivi tanta coisa.
Chorei.
Ri.
Me decepcionei.
Me surpreendi.
Superei limites que eu achava que eram meus.
Corri distâncias que um dia pareciam impossíveis.
Evoluí no pace, nas provas, nos quilômetros…
Mas a maior evolução aconteceu em um lugar que nenhum relógio consegue medir: dentro de mim.
Hoje eu olho essas fotos e não vejo apenas uma corredora um ano mais experiente.
Eu vejo uma mulher que passou por muita coisa e, mesmo assim, continuou.
E talvez seja isso que mais me emocione.
A corrida não resolveu tudo.
Mas ela me ajudou a atravessar muita coisa.
A Corrida da Ponte do ano passado foi uma prova.
A de hoje é um lembrete de tudo que aconteceu desde então.
Às vezes, a gente acha que está apenas correndo atrás de um objetivo… quando, na verdade, está correndo de volta para si mesma. 🏃🏻♀️❤️
E agora eu quero saber de você:
O que mudou na sua vida de um ano pra cá?
Pode ser uma grande conquista ou uma mudança que ninguém viu.
Me conta nos comentários. Quero saber qual versão sua você deixou para trás e qual está construindo agora. 👇🏼