Nutricionista Michelle Bento

Nutricionista Michelle Bento Nutricionista funcional e materno infantil. Consultórios: Tijuca 2196-8134. Centro pelo telefone ou

É muito mais eficiente oferecer “menos” e expor mais de uma maneira indireta. Contato lúdico constante, mas sem a intenç...
09/03/2026

É muito mais eficiente oferecer “menos” e expor mais de uma maneira indireta. Contato lúdico constante, mas sem a intenção de fazer comer. Brinquem por brincar, estimulem a curiosidade, fiquem leves na hora da refeição e sejam modelo!

Lembrem-se de que, com crianças, agir é mais efetivo do que falar. E de que elas aprendem brincando.

Para responder a essa questão, devemos separar em 2 grupos de idades: crianças de até 2 anos, ou seja, ainda em introduç...
03/03/2026

Para responder a essa questão, devemos separar em 2 grupos de idades: crianças de até 2 anos, ou seja, ainda em introdução alimentar e os maiores de 2-3 anos.

Entre 1 e 2 anos de idade, o bebês passam por mudanças na percepção visual e oral da comida e é bem comum começarem a implicar com misturas, cuspindo ou catando alimentos do prato quando estão misturado - num arroz ou legumes, por exemplo.

Se o seu caso for esse, a ideia é seguir ofertando alimentos misturados para que essa criança possa se adaptar a eles. É preciso ganhar familiaridade com esse visual e, por um tempo, vai ser comum recusar ou cuspir.

Mas se você vinha tentando misturar alimentos na colher para fazer comer (o bebê está recusando carnes, mas come bem arroz com feijão, então misturamos carne no meio do feijão pra que ele coma a carne também), recomendo parar. Essa estratégia pode agravar uma recusa pontual, uma vez que quebra a confiança da criança no adulto.

Se a criança tem mais de 2 anos, ela pode ter se adaptado a comer separado e agora tem dificuldade maior coma mudança. Precisamos usar muita ludicidade para ensinar a comer diferente. Algumas ideias:

- Brincar de colorir o macarrão da mamãe com os legumes que estiverem na geladeira. Vocês cortam os vegetais e misturam juntos, deixando o mais colorido possível (aqui eu ainda estou na fase de adaptar ao visual, usando o prato de outra pessoa).
- Desenhar no prato um rostinho, onde ela usa os alimentos do prato, um como olho, outro como boca e assim por diante (a criança faz no prato dela, com ajuda do adulto - aqui eu ainda estou adaptando o visual, porém já no prato da criança)
- Adivinhar o que tem na colher. A brincadeira é um de vocês fechar o olho e o outro coloca a comida (misturada) na colher. Quem receber a colherada tem que adivinhar o que tinha.

25/02/2026

Precisa nem escrever mais nada!

E eu sei que vai aparecer alguém dizendo que criança não precisa de leite.Ta, não precisa. Mas para chegar a 700mg de cá...
19/02/2026

E eu sei que vai aparecer alguém dizendo que criança não precisa de leite.

Ta, não precisa. Mas para chegar a 700mg de cálcio ao dia (isso entre 1 e 3 anos, pois depois aumenta) vai ter que rebolar.

“O brócolis também tem cálcio.”

Tem sim, 15mg de calcio em 2 floretes (30g), segundo a TACO. Se seu filho for um grande comedor de brócolis e comer 6 floretes em um almoço, ou seja, 90g, ele terá ingerido 45mg.

Haja brócolis para atingir a recomendação de 700mg.

A título de informação, 1 copo de 200ml de leite - bem mais viável em termos de aceitação - tem 240mg de cálcio.

Para itens que precisam de refrigeração, como a pasta de frango, basta incluir na lancheira um ou dois saquinhos de gelo...
05/02/2026

Para itens que precisam de refrigeração, como a pasta de frango, basta incluir na lancheira um ou dois saquinhos de gelo reutilizável.

E a receita bonus, como prometido: Biscoito de abóbora e cenoura.

Ingredientes
- ½ xícara de abóbora cozida e amassada
- ½ xícara de cenoura crua ralada
- 1 xícara de farinha de arroz
- 1 colher (sopa) de gergelim
- 1 colher (sopa) de linhaça
- 2 colheres (sopa) de azeite
 
 
Modo de preparo
Junte todos os ingredientes, amasse a massa com as mãos e faça pequenas bolinhas para porcionar a massa. Modele as bolinhas no formato que quiser, pode usar um cortador de biscoito divertido. Coloque em uma assadeira e leve ao forno em fogo baixo até f**ar levemente crocante. Pode ser congelado depois de assado.

A cada dia que passa se torna mais comum ver adultos batendo papo no restaurante enquanto as crianças estão ao lado, mas...
22/01/2026

A cada dia que passa se torna mais comum ver adultos batendo papo no restaurante enquanto as crianças estão ao lado, mas não presente de verdade e sim hipnotizadas pela tela do celular - algumas delas, inclusive, já alimentadas, pois comem antes de sair de casa para garantir que vão aceitar a comida.

Galera, eu tenho 2 filhos. Agora um pouco maiores, mas já enfrentei muitas idas a restaurante com 2 pequenos. EU SEI que é MUITO trabalho. Mas esse texto é um convite à reflexão: também é investimento.

E vocês sabem como funciona um investimento, né? Os de curto prazo são bem arriscados. Nossa segurança maior está naquele em que vamos colocando um pouquinho de cada vez, por um tempo maior, para colher bons frutos num futuro próximo.

É lá no restaurante que eles aprendem a comer o que não é trivial. A esperar com paciência - uma virtude cada vez mais rara nos tempos modernos. A provar novos temperos. A se arriscar também, pois nem sempre teremos algo próximo ao que temos em casa. E a se conectar, através da comida, se relacionando com alguém.

E conexão à mesa é a base de uma boa relação com a comida na infância.

Então, peguem as dicas de brinquedos e os usem para ter momento alegres com seu filhos. No lugar de se estressar pois só quer comer batata frita, relaxa, comer fora de casa é isso mesmo. Mas também pode ser divertido! E, conforme eles forem crescendo e amadurecendo, a batata vai aos poucos dando espaço para novos alimentos. E você vai agradecer por poder ter a companhia deles a mesa - resultado do seu investimento.

Nem precisa mais da legenda, né?!
12/01/2026

Nem precisa mais da legenda, né?!

Já reparou que, se você tem uma criança entre 3 e 10 anos, raramente dizer algo como “hum, está uma delícia! Prova?” res...
05/01/2026

Já reparou que, se você tem uma criança entre 3 e 10 anos, raramente dizer algo como “hum, está uma delícia! Prova?” resulta em uma experimentação.

O cérebro das crianças busca segurança acima de tudo e, por conta disso, tende a permanecer em sua zona de conforto. Quando mais conhecido, simples, pouco mutável o alimento é, mais fácil a aceitação. É, inclusive, por isso, que eles acabam aceitando com maior facilidade os alimentos processados, como biscoitos e afins - eles não mudam.

Além disso, mesmo que no final você não inclua o “prova” que aumenta a pressão para comer, o fato de dizer que está gostoso não dá nenhuma previsibilidade e segurança. O que é gostoso é gostoso para VOCÊ e pode não ser gostoso para mim ou para seu filho.

Para que o cérebro se sinta seguro, precisamos aumentar o repertório descritivo da criança, ensinando sobre aspectos mais específicos: qual a textura? O sabor? Faz barulho quando morde ou é cremoso?

Descrever e ensinar a fazer uma descrição traz muito mais segurança no longo prazo.

Para quem tem uma criança a partir de 2 anos, já f**a essa sugestão. Ensinem a dar nome às sensações dos alimentos no lugar de se limitar a dizer se é bom ou ruim - mesmo quando não gostarem.

O quadro acima representa as características de cada um dos 2 estilos de educação parental definidos na literatura. Você...
17/12/2025

O quadro acima representa as características de cada um dos 2 estilos de educação parental definidos na literatura. Você já sabia que essa classif**ação existe e que cada estilo tem um impacto diferente na forma de se alimentar da criança?

Estilo negligente: baixa capacidade de resposta às necessidades da criança e baixo nível de exigência. Falta de envolvimento e atenção tanto nas regras quanto nas escolhas alimentares. Não existe rotina alimentar.
A criança decide completamente o que, quando é como comer, sem receber orientação. Acho que o impacto é obvio: escolhas inadequadas, nutrição insuficiente, hábito alimentares ruins.

Estilo autoritário: baixa capacidade de resposta às necessidades da criança e alto nível de exigência. Dita regras rígidas e foca no “medo” para o controle.
Obrigam a criança a comer tudo o que é servido, sem respeitar sua saciedade. O uso de punições e recompensas na alimentação também é comum.
Crianças podem se tornar ansiosas, resistentes ou se desenvolverem uma relação negativa com a comida.

Estilo permissivo: alta capacidade de resposta às necessidades da criança e baixo nível de exigência. O foco é em satisfazer a vontade da criança, com pouca ou nenhuma estrutura. Oferta-se apenas os alimentos que a criança quer, sem variedade ou equilíbrio. Frequentemente a criança tem acesso fácil à guloseimas e come quando quer.

Estilo autoritativo: alta capacidade de resposta às necessidades da criança e alto nível de exigência. Define regras claras e limites, mas também dá autonomia e incentiva a participação da criança na escolha das refeições. Os pais decidem o que, quando e onde a criança irá comer, e a criança decide se e quanto comer.
Na criança, promove uma relação saudável com a comida, incentivando a autonomia e a adoção de hábitos alimentares saudáveis de forma equilibrada.

Com qual estilo você se identificou?

Crianças têm dificuldade em provar. Ponto.Não é seu filho ou filha que diz que não gosta sem nem ter experimentado. As c...
16/12/2025

Crianças têm dificuldade em provar. Ponto.

Não é seu filho ou filha que diz que não gosta sem nem ter experimentado. As crianças em geral fazem isso.

“Ah, mas uma besteira ele prova, parece até que sabe”

E sabe mesmo! Porque a nossa decisão de provar vem, principalmente, do aspecto visual do alimento. E a galera que produz o ultraprocessado sabe bem do que gostamos.

Doces, bolos, balas, fritura. Tudo isso tem aspecto visual favorável. Mas o brócolis não. Então a criança precisa de muito mais exposição e ludicidade para conseguir provar.

Compreendendo que pode levar tempo nos fortalecemos. E focamos no que é mais eficiente. E não é f**ar pedindo pra provar. É ser modelo. É levar pra cozinha. É ensinar palavras que descrevem os alimentos. É gerar curiosidade.

Agora me conta, qual foi o último alimento que seu filho provou e como foi?

Quem em acompanha de perto aqui conhece a nossa saga do brócolis. Isabella, hoje com 7 anos, desde os 4-5 vive uma monta...
10/12/2025

Quem em acompanha de perto aqui conhece a nossa saga do brócolis. Isabella, hoje com 7 anos, desde os 4-5 vive uma montanha russa de amor e ódio com esse vegetal. Tem fases em que ama e come um monte, tem outras em que simplesmente enjoa e não aceita mais.

Essa história dela ilustra muito bem o que deveria ser a condução do adulto nos casos de recusas de alimentos que a criança antes comia. Mas o que mais presencio são verdadeiras guerras na mesa quando a criança se recusa a comer qualquer item do prato.

Frases como:

“Que bobeira, você sempre comeu.”
“Tem que comer pelo menos 1, senão não ganha a sobremesa.”
“Você gosta de brócolis, não vai comer por quê?”
“Que foi? Está ruim? Me dá aqui que eu tiro pra você. Vou fazer um ovinho.”

Isso quando não tem mil tentativas de coação. Briga, choro, ansia de vomito, esconde embaixo do feijão, cospe, briga de novo.

Ah se vocês soubessem o quanto a gente f**a leve quando aprende de verdade a deixar a criança dizer não. Ah se vocês conhecessem o poder da rotina, da leveza, do lúdico, do modelo.

“Mas eu como sempre, ele me vê comendo, mas não adianta” - come e f**a o tempo todo mostrando? “Olha, mamãe esta comendo brócolis, está toa gostoso, prova um pedaço” - não é com pressão que a criança vai voltar a comer.

Se sempre comeu, é capaz de comer ainda. Provavelmente foi um enjoo passageiro. Aqui, sempre que começou a recusar o brócolis, fizemos o seguinte:

Sigo ofertando, sempre que a familia for comer. Mas sem nenhuma tentativa de convencer a comer. As vezes eu brinco com ela, dizendo “ih, Isabella brigou com o brocolis de novo gente. Quando você vai fazer as pazes?” - f**a leve e divertido, ela sempre ri e não se sente pressionada.

Exploro bastante ele na cozinha, com ajuda dela. Fazemos receitas diferentes e ele se mantem no cardápio de uma maneira mais mascarada (não escondida!), que ela consegue naquele momento.

As vezes fico umas 2 semanas sem aparecer com ele em casa e então volto.

Nunca, nunquinha - e isso é o mais importante - uso de punição, recompensa ou negociação para comer. Ela vai comer se e quando quiser.

Endereço

Rua Desembargador Izidro, 18 Sala 610/Tijuca
Rio De Janeiro, RJ
20521-160

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