19/06/2018
19 de junho, é conhecido como o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da Resolução 63/237 de 2008 (este ano completando
10 anos dessa publicação), e que tem como finalidade de chamar atenção e sensibilizar o mundo sobre a doença que atinge, em especial, a população negra.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3.500 crianças brasileiras nascem por ano com falciformia, é uma doença hereditária, reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo. Para cada 1.400 crianças nascidas vivas, uma sofre de doença. Para identificá-la, basta o teste do pezinho em recém-nascidos que está disponível no Sistema Único de Saúde desde 2008 ou e nas gestantes no pré-natal. Entretanto, informações recentes apontam negligência do Estado em cumprir a determinação, o que têm levado a óbito inúmeras pessoas.
No mundo, segundo dados da pesquisa do Dr. Kanu Ohere-Frempong, professor de pediatria do Hospital Infantil da Filadélfia, cerca de 600 mil pessoas nascem com falciforme, 500 mil delas estão no continente africano onde a expectativa de vida é de 08 anos e 80% morrem até dois anos de idade. A data também serve pata mostra ao mundo a importância de combater o racismo na saúde.
A doença atinge principalmente a população negra. "Como as Pessoas com Doença Falciforme estão mais sujeitos a infecções, se não receberem tratamento adequado, podem até morrer. Por isso é importante ações para esclarecer à população sobre os riscos da doença falciforme para que buscar o tratamento adequado o mais cedo possível, e sobretudo lutar por seus direitos.
No Brasil, 25% das crianças que tem a doença não alcançam a idade de 5 anos se não forem devidamente cuidadas. Os municípios de Salvador, Recife e São Paulo já possuem programas de atenção. No Distrito Federal, Rio de Janeiro e Goiás já desenvolvem políticas de atenção integral às pessoas com falciforme. Entretanto tudo que fora instituindo está ruindo nos atuais governos do RJ e Federal. O HEMORIO, hospital de referência e uma ilha de excelência está mergulhado em crise e faltam insumos básicos, além de medicamentos que garantem a qualidade de vida e até a vida dos pacientes.
Sintomas
Os sintomas são: anemia crônica, causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos, icterícia, ou seja, cor amarelada na pele e mais visivelmente no branco dos olhos, inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos, mais frequentes até os dois anos de idade, e crises de dor principalmente em ossos, músculos e articulações.
Além das dores, são comuns os AVCs, necrose de tecido ósseo e muscular, infecções recorrentes e graves e infartos, devido à má irrigação sanguínea e ineficiência do sistema imunológico.
19 de junho é também dia de lembrar que a desassistência à Pessoa com Doença Falciforme é também racismo e não podemos aceitar calados.
À LUTA, COMPANHEIROS!