29/06/2022
Hoje foi um dia de fé na prática. Hoje foi dia de padmasana, famosa postura do lótus.
Desafios “sacrais”. Já tive raiva do meu sacro, nessa época tava andando de ré, né? Agora, aqui, o sacro é meu templo sagrado.
Pra começar tive um imprevisto poucos minutos antes do horário da prática, aí bateu desânimo de ter que correr pra dar tempo além de ser pretexto pra justificar a fuga de uma prática avançada. Reconhecer tal da “fuga” me recolocou na rota da libertação novamente e, ligeirinha, desenrolei o imprevisível.
Entrei atrasada, esbaforida, após o mantra inicial, de cara parada de mão. Ali se fez evidente a necessidade de me recompor, conectar com o sentido da prática. Assentar corpo, respiração e mente.
Cheguei a conclusão que atraso é desagradável, pior é não chegar.
Daí por diante foi um pega e desapega. Transforma frustração em curiosidade. Respeita o sacro! Quais variações pavimentam o caminho? Padmasana nas inversões com variações. Padmasana na perspectiva do Iyengar Yoga é sinônimo de acuidade.
Chama os amparadores espirituais, confia, siga. Simplesmente siga, Shakti. Deixa de justificar, agarrar sofrimentos. O medo neutralizado pela ação consciente. Se não puder conhecer meu corpo, cuidá-lo e amá-lo quem o fará?
Quando digo que um passo em direção ao yoga são dois do yoga em nossa direção, tou falando de fazer uso do instrumento que cria espaços, esvaziamentos. Aquilo que junge , liga, une. Aquilo que yoga.
Sim, a foto é uma variação de eka pada raja kapotasana invés de padmasana mas a louvação ao sacro é a mesma.
Fé na prática!
Sigo ensinando o que aprendo on line e presencial. Por hora sem grupo para iniciantes mas tá no forno dos desejos realizáveis.
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